DIA 23 DE MAIO, MARCHA CONTRA A “MONSANTO” POR TODO O PAÍS por clara castilho

No dia 23 de Maio, centenas de milhares de pessoas vão reunir-se em 38 países e 428 cidade para uma marcha pacífica de protesto contra a companhia Monsanto. É um movimento que procura consciencializar para os perigos que as sementes geneticamente modificadas da companhia e o herbicida Roundup, recentemente vinculado ao cancro.

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Em Portugal, tomei conhecimento das seguintes iniciativas:

Marcha Contra a Monsanto Setúbal – https://www.facebook.com/events/788368934579814/

– Marcha Contra a Monsanto Lisboa – https://www.facebook.com/events/1581254722145697/

– Marcha Contra a Monsanto Coimbra – https://www.facebook.com/events/480587455422343/

– Marcha Contra a Monsanto Porto – https://www.facebook.com/events/1573340366271296/

– Marcha Contra a Monsanto Funchal – https://www.facebook.com/events/924531354265128/

– Marcha Contra a Monsanto Faro – https://www.facebook.com/events/1831860383706009/

– Marcha Contra a Monsanto Lagos – https://www.facebook.com/events/690530481073665/

Do site da associação ecológica Movimento Verde, retirámos a seguinte informação:

 A União Europeia “Global”, na defesa dos grandes interesses económicos, aprovou em 2011 a regulamentação sobre patentes de sementes que, basicamente, tenciona colocar os direitos de produção na mão de meia-dúzia de produtores “gigantes”, e impedir que pequenos agricultores possam utilizar as suas sementes livremente para cultivar os seus produtos.

Assim:

– Com esta regulamentação, as cerca de 75% das sementes que são lançadas à terra em cada ano e que são sementes guardadas pelos próprios agricultores, passam a ser absolutamente proibidas;

– Ficarão certificadas meia dúzia de marcas/empresas para fornecer a agricultura, acabando com identidades nacionais/regionais nessa área;

– Apenas podem chegar ao mercados couves, alfaces e outros verdes (por exemplo), se forem espécies provenientes dessa certificação;

– Para se poder produzir, a exploração terá de ter um mínimo de 10 hectares;

– Tudo isto se faz com base no interesse de algumas empresas produtoras de sementes que afirmam não ter o rendimento do investimento feito em tecnologia e outros meios de produção, esquecendo que os seu investigadores foram formados em universidades públicas e a tecnologia é sempre um esforço do País e sempre colocada à disposição da iniciativa privada;

– A maioria dessas empresas beneficiaram de apoios económicos e financeiros em larga escala, quer de programas oficiais da comunidade, quer em empréstimos da banca que hoje os contribuintes pagam à conta de tornar pública uma dívida que é privada.

– Passamos a ter a ASAE de novo a correr mercados municipais a analisar, a apreender e a inutilizas as couves que sempre comemos no nosso cozido à portuguesa.

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