Para nosso desespero e irritação, não há quem o cale.
Míope, vai continuar a tagarelar, sem nexo nem gramática, fazendo campanha sectária pelo governo, afirmando como verdade o que nem aquele se atreve a dizer. É afinal ele o coelho do país das maravilhas – e quer a sua quota de crédito.
Em fim de mandato, o homem quer a ribalta e, néscio, talvez sob influência da sua Maria, se imagine já nos livros de história. Só não percebe que a história fazer-lhe justiça é assinalar a sua mediocridade e as amizades, pessoais e políticas, que promoveu.
E, talvez, como enriqueceu com a política, embora negando sempre ser político profissional.
Já o Coelho de nome, necrófago, oportunista vê na crise grega mais um meio de fazer campanha – voltando à ameaça, por enquanto em tom suave, que é ele ou o caos.
E justifica, agora, todos os cortes e reduções no rendimento e qualidade de vida das pessoas que realizou com uma antevisão única que, como mais ninguém, o levou a ter previdentemente os “cofres cheios” (com os “bolsos vazios” da população) para uma eventualidade apocalíptica, como a grega. O nosso salvador só não nos diz quanto isso nos custa em juros extra.
A intransigência das instituições e governos europeus – tudo “bons rapazes” – com as propostas gregas é exclusivamente política. Não querem ouvir ou discutir nada que possa pôr em questão o que fizeram nos últimos anos – os gregos têm de pagar a ousadia de procurar outras regras para o jogo.
A direita apropriou-se da política europeia, a pergunta é se ainda há e onde estão os socialistas europeus?

