OS VÁRIOS ESCRAVOS DESTE MUNDO por clara castilho

Legalmente acabou? Penso que nem em todo o lado. Mas, encapotadamente, escondida em fábricas, quintas agrícolas, e de portas fechadas, em nações pobre e em nações ricas, por todo o lado pessoas são exploradas, sem hipótese de sair dessa situação.

Estima-se que hoje sejam 35,8 milhões de pessoas que são forçadas a viver nesta situação.

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Comparando, haverá pessoas vivendo em regime de escravidão hoje que o número total de pessoas retiradas da África para a América no vasto comércio de escravos transatlântico entre os séculos 17 e 19.

Informações da Organização Internacional para as Migrações:

– A maioria das pessoas traficadas para regime de escravidão tem entre 18 a 24 anos.

– A escravidão moderna gera lucros de mais de 32 bilhões de dólares para os senhores de escravos.

– O trabalho escravo contribui para a produção de pelo menos 122 produtos de 58 países no mundo todo.

Segundo o especialista em tráfico de seres humanos Matt Friedman,  a cada cinco segundos existe um novo escravo. A Ásia é o continente com o maior número de escravos, 69% de acordo com dados do último relatório mundial sobre escravatura elaborado pela Fundação Free Walk. Seis dos 10 primeiros países com o maior número de pessoas em regime de escravatura moderna são asiáticos, os primeiros lugares são ocupados pela Índia, China e Paquistão. Friedman, que trabalha há mais de 25 anos na área, afirma que 75% dos considerados escravos modernos realizam trabalhos forçados, 60% dos quais integrando cadeias de produção do sector privado cujo resultado chega até nós em forma de inúmeros produtos.

Vejamos um exemplo, bem perto, do ponto de vista civilacional, o da mexicana Zunduri, de 23 anos que passou cinco anos presa numa tinturaria em Tlalpan, no sul da Cidade do México, sofrendo maus tratos. Nos dois últimos anos, a jovem era acorrentada pela cintura ao local de trabalho. Conseguiu fugir. Foi preciso mais de um mês, com tratamentos vários para recuperar das cicatrizes no peito, cabeça e locomoção, resultante de ter sido queimada com o ferro de passar roupa e golpeada com utensílios de ferro.

 

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