SINAIS DE FOGO – BEM-HAJA DOUTOR RELVAS (1) – por Soares Novais

sinais de fogo

 

 

Foi um bálsamo (re)vê-lo na TVI24 a glorificar a prestação do seu amigo dr. Passos.

Os amigos servem para isso. Para nos apoiar. Sobretudo, nos maus momentos.

E o senhor, senhor doutor Relvas, é um amigo do dr. Passos com “A” grande, muito grande. Um verdadeiro amigo. Um amigo do peito, daqueles que oferecem o corpo às balas…

Além do mais, como disse ao semanário “Sol”, “Passos foi mais primeiro-ministro, Costa foi político”. E esta é uma frase só ao alcance dos grandes homens. Como o senhor, senhor doutor Relvas.

E de um grande político.

Tal qual disse o dr. Barroso, verdadeiro artista da cena política nacional e internacional, na apresentação da sua obra “O outro lado da governação”.

(Uma obra que sublinha a sua condição de insigne estadista e cuja co-autoria teve a gentileza de atribuir a um anónimo secretário de estado do governo que abandonou há dois anos).

Gostei de o rever, pois.

Sobretudo, porque livre dos afazeres governamentais, o senhor, senhor doutor Relvas, apresentou-se sem gravata e com camisa aberta, sendo que o toque de requinte foi dado pelo lenço verde que ornamentava o bolso cimeiro do seu blazer escuro. Um must! Um must completado por uma barbita de três dias que lhe dá um ar cosmopolita e internacional.

Tão cosmopolita e internacional como os seus negócios na “área da consultadoria estratégica no mundo financeiro”.

Negócios que fazem do senhor doutor “sénior adviser para toda a América e para África da Roland Berger”; a tratar por tu o impoluto José Dirceu e os donos das muito badaladas  “Andrade Gutierrez” e “Odebrecht”, as empresas “lava-jacto” do Brasil; e, também, os mais poderosos e influentes patrões de Angola, mesmo que em Luanda digam à boca pequena que o senhor, senhor doutor Relvas, é “o senhor 4%”.

Uma maldade que não o preocupa, como disse em entrevista ao “Expresso” onde confessa, também, que hoje “tem mais barriguinha e mais dinheiro”.

Caro senhor doutor Relvas (re)vê-lo foi um bálsamo.

O país precisa de homens como o senhor e o seu amigo dr. Dias Loureiro.

Bem-haja por não ter desistido de Portugal.

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(1) Escrevo doutor por extenso, pois os créditos orais e todos os outros que apresentou justificam, plenamente, que não o reduza ao habitual e corriqueiro “dr”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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