REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 27/09 a 03/10/2015

APELO AO VOTO

Há hora de publicação desta “Revista da Semana” estão a meio da manhã do dia de eleições legislativas em Portugal. Dada a importância do momento faço o apelo, a quem ainda não exerceu o seu direito de voto, para que vá votar.

Durante a campanha eleitoral tenho ouvido algumas pessoas que dizem não ir votar, advogando como razão “votar para quê?”. Compreendo a razão destas pessoas que entendem que, seja qual for o resultado das eleições, em nada vai alterar a sua vida. O apelo que faço é no sentido de que o voto de cada um deve ter em conta não só a sua vida, mas também a da sociedade onde está inserido.

Se entende que nenhum dos partidos concorrentes serve aos portugueses, não faça a opção do chamado voto no “mal menor” ou de “conveniência”, vote (nulo ou branco). O seu voto expressa assim a sua posição e tem significado – é um voto útil e não um voto “inútil” como apregoam os políticos.

A abstenção não é um voto mas sim uma demissão de cidadania, com resultados em que, voluntariamente, não participou.

Após esta introdução passo assim em revista os acontecimentos mais relevantes da semana

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS EM PORTUGAL 2015

Esta semana foi um rodopio de movimentações e comícios dos partidos concorrentes, a par das sondagens diárias apresentadas por toda a comunicação social. A importância dada às sondagens foi de tal ordem que parece reflectir manipulações partidárias do eleitorado.

Para quem estava indeciso sobre o seu voto (face ás declarações, promessas e ou compromissos de cada partido concorrente) as sondagens ainda contribuíram mais para que os indecisos ficassem “mais indecisos”.

Mas sobre os indecisos, que podem alterar todas as sondagens, veja-se a sofisticação do sistema para tentar apurar intenções de voto nesta área.

Quizz eleitoral para indecisos

02 Outubro 2015, por André Veríssimo /Rui Santos – infografia

Com a resposta a estas perguntas saberá em que partido estão as suas opiniões colocadas. São 12 temas, responda às questões e veja o resultado.

O quizz faz uma síntese das propostas da coligação Portugal à Frente,  Partido Socialista,  PCP (CDU) e o Bloco de Esquerda em 12 áreas, retiradas dos respectivos programas eleitorais. Este quizz não dispensa a leitura integral dos programas eleitorais.

Segue-se um questionário com espaços para colocar a “cruz” da sua opinião. Para preencher o questionário terá de clicar em: INICIAR

E depois saberá o RESULTADO (supõe-se que a empresa terá também acesso a esses dados…)

Ver em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/eleicoes/legislativas/detalhe/quizz_eleitoral_para_indecisos.html

Sobre as sondagens relembro o comentário de um futebolista que disse :“prognósticos, só no fim do jogo”. 

Para que fique registado e possamos depois comparar, relembro os resultados das eleições de 2011, 2009 e 2005

Resultados eleitorais 2011 e 2009

RESULTADOS LEGISLATIVAS 2009_2011

Resultados eleitorais 2005

RESULTADOS ELEIÇÕES 2005D

Cavaco diz que já sabe “muito bem” o que fazer no pós-eleições

O Presidente da República diz estar preparado para o dia 5 de outubro: “A forma como irei decidir, embora já esteja na minha cabeça, eu não irei revelar nem um centímetro”.

Lusa – Quarta feira, 30 de Setembro de 2015

O Presidente da República disse hoje que sabe “muito bem aquilo que irá fazer” no pós-eleições e que é “totalmente insensível a quaisquer pressões”, mas escusou-se a revelar “um centímetro” da decisão que está na sua “cabeça”.

“Quanto ao dia 5, eu estou com muita tranquilidade, sei muito bem aquilo que irei fazer e todos sabem que eu sou totalmente insensível a quaisquer pressões, venham elas de onde vierem. […]

Ler mais: http://visao.sapo.pt/cavaco-diz-que-ja-sabe-muito-bem-o-que-fazer-no-pos-eleicoes=f832052#ixzz3nR6eVczF

Eleições. Oito cenários para o dia seguinte (alguns são o caos)

David Dinis/Observador (01/10/2015)

Eis um guia para se preparar para a noite eleitoral. São oito cenários, com várias subdivisões. E algumas saídas surpreendentes pelo meio. Em cada um tem o grau de risco e de probabilidade.

Ler em: http://observador.pt/2015/10/01/eleicoes-oito-cenarios-dia-seguinte-alguns-sao-caos/

Sobre eleições termino com o excelente artigo de Baptista Bastos, cuja leitura recomendo

Estamos todos em perigo!

02 Outubro 2015, por Baptista Bastos/jornal de Negócios

A perturbadora manipulação a que temos sido submetidos faz lembrar, e não muito tenuemente, tempos antigos, de que muitos de nós ainda se lembram.

A partir de domingo vamos saber os caminhos que a pátria vai tomar. Os presságios não me parecem bons, mas este povo, apesar de amargurado e cercado e sovado ainda dispõe de forças para se reerguer. Duas alternativas se nos propõem: um projecto neoliberal (que está a caminho) com a supressão das responsabilidades do Estado no enquadramento social dos cidadãos ou a manutenção do Estado social, tal como foi construído no imediato pós-guerra. A primeira hipótese supõe a organização do Estado como um imenso condomínio privado, no qual cada «inquilino» trata de si, ignorando e até desprezando o sentido de comunidade, afecto à condição humana. O homem é, por natureza, um ser gregário, e os princípios filosóficos do neoliberalismo defendem e cultivam o individualismo mais exacerbado.[…]

Ler em: http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/baptista_bastos/detalhe/estamos_todos_em_perigo.html

Autoridade da Concorrência formaliza aprovação da venda da TAP

ANA BRITO 02/10/2015/Público

Como esperado, a AdC não se opôs à operação. O parecer do regulador da aviação sobre a legalidade do consórcio é decisivo e deverá ser conhecido na próxima semana.

Como esperado, a Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou esta sexta-feira que adoptou “uma decisão de não oposição à operação de concentração que consiste na aquisição do controlo conjunto” da TAP pela HPGB de Humberto Pedrosa e a DGN Corporation de David Neeleman, reunidos no consórcio Atlantic Gateway.[…]

Efromovich e a Associação “Peço a Palavra” sustentam que há ilegalidade do consórcio Atlantic Gateway. O primeiro defende que há controlo conjunto e a segunda garante que o controlo exclusivo pertence a Neeleman.

Já Pedrosa e Neeleman assumem que há controlo conjunto, mas asseguram que a lei europeia não está a ser desrespeitada, porque o conceito de controlo conjunto aplica-se apenas à análise no âmbito da Lei da Concorrência e não do regulamento comunitário sobre a aviação.

Ler em: http://www.publico.pt/n1709878

Entretanto o Estado português continua a pedir dinheiro para pagar dívidas e cobrir “deficits”. Para o efeito recorre a leilões de dívida pública. Segue um artigo com alguma informação sobre o tema publicado em 30/09/2015 por “Contas Connosco”

O que são leilões de dívida pública

Já deve ter ouvido falar em leilões de dívida pública. Mas, afinal, em que consistem?

Os leilões de dívida pública são uma das principais formas que o Estado tem para satisfazer as necessidades de financiamento, seja para renovar valores antigos que vão vencendo – ou seja, que têm de ser devolvidos aos investidores – ou para emitir nova dívida para financiar a diferença anual entre as despesas e as receitas do Estado, isto é, o défice orçamental.[…]

Além dos leilões de dívida, para obter o financiamento necessário o IGCP recorre, também, a meios como a emissão de dívida pública para o retalho (como os Certificados de Aforro), as colocações privadas de dívida junto de investidores institucionais específicos e, ainda, as chamadas emissões sindicadas.[…]

Portugal nunca deixou, ao contrário da Irlanda, de fazer emissões de dívida de curto prazo (bilhetes do Tesouro) mas o Estado português esteve mais de três anos, entre o início de 2011 e maio de 2014, sem conseguir emitir dívida de longo prazo (obrigações do Tesouro) através de leilões convencionais. As taxas eram demasiado altas e não havia investidores disponíveis para participar, dado o risco associado à dívida portuguesa.[…]

As “portas” do IGCP não estão, contudo, abertos a qualquer investidor nos dias de leilão. O IGCP tem uma lista restrita, ainda que longa, de instituições financeiras consideradas Operadores de Mercado Primário (OMP) ou Operadores  Especializados de Valores do Tesouro (OEVT). São estas instituições que se encarregam de tomar os títulos, tendo por base uma expectativa que têm acerca da capacidade que terão, depois, de os revender aos seus clientes. Ou, por outro lado, da expectativa em relação à margem que poderão obter ao negociar (com outros investidores) esses títulos nos dias seguintes à colocação, no chamado mercado secundário.

Ler todo o artigo em: http://contasconnosco.pt/artigo/o-que-sao-leiloes-de-divida-publica

Novo Banco conseguiu chegar a acordo com 80% dos emigrantes lesados

ROSA SOARES 01/10/2015/Público

Solução apresentada aos emigrantes detentores de vários produtos comercializados pelo BES permite recuperação faseada da quase totalidade das aplicações.

Solução apresentada abrange apenas alguns produtos dos ex-clientes do BES

A proposta apresentada pelo Novo Banco aos emigrantes que detêm aplicações em vários produtos do BES foi aceite por 80% dos clientes, revelou ontem a instituição bancária. A solução encontrada pelo NB passa pela extinção de várias empresas e implicava a aprovação da maioria dos lesados. Assim, será possível recuperarem a quase totalidade das suas poupanças mas em vários anos (pelo menos seis) e dependendo de um conjunto de condições, incluindo a evolução do mercado das obrigações. Em causa estão 750 milhões de euros, detidos por sete mil clientes.[…]

A solução ainda levará alguns meses a ser concretizada. No comunicado envidado à CMVM, o banco liderado por Stock da Cunha não se compromete com prazos, referindo apenas que “em breve o NB comunicará aos seus clientes as datas de votação das alterações de estatutos, bem como o prazo previsto para executar a solução comercial acordada”.[…]

Para além dos emigrantes excluídos da solução comercial apresentada aos titulares de acções Poupança Plus, Top Renda e Euro Aforro, também os lesados do papel comercial  do GES não têm qualquer garantia de reembolso das suas aplicações.

Ler o artigo completo em: http://www.publico.pt/n1709719

A fraude das emissões afetou mais que a credibilidade da VW. A dúvida está lançada: a indústria consegue ter motores diesel, a custos competitivos, que cumpra os parâmetros exigidos pela UE?

Dieselgate. Cerco à indústria automóvel pede alternativas. É o fim do gasóleo?

03/10/2015-Dinheiro Vivo

Não foi assim há tanto tempo. Era a década de “90 e as autoridades europeias incentivavam a indústria automóvel a investir tudo o que tinham nos carros a diesel, que emitiam menos dióxido de carbono do que os carros a gasolina. Agora, o escândalo da manipulação das emissões de gases poluentes fez muito mais do que arrasar a credibilidade da maior fabricante automóvel do mundo. Passadas apenas duas semanas desde a confissão de culpa da Volkswagen, ninguém arrisca dizer que esta fraude é a sentença de morte do diesel, mas uma coisa é certa: a indústria dos carros a gasóleo está cercada por reguladores e por alternativas mais verdes e já não tem como fugir à mudança de paradigma.[…]

Mas “é exagerado dizer que os carros a diesel vão terminar”, ressalva o presidente da Partex. E é essa, também, a posição das petrolíferas. Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa, diz não ter dúvidas de que a fraude levada a cabo pela VW vai dar “um impulso a uma energização alternativa”, mas não é possível que isso aconteça amanhã. Desde logo porque “não se pode deitar para a lixeira, de um dia para o outro, centenas de milhões de carros”. Os números são conhecidos: os carros a diesel representavam, no ano passado, 53,6% dos novos registos de carros na União Europeia. Em Portugal, o domínio é ainda mais expressivo: em 2000, quando países como a Áustria já tinham mais de 60% da frota automóvel movida a gasóleo, este combustível só representava 24,2% da frota portuguesa: em 2014, já representava 71,2%. De qualquer forma, diz Nuno Ribeiro da Silva, o escândalo das emissões deixou a questão no ar. “Consegue a indústria automóvel, a custos competitivos, ter no mercado motores diesel que cumprem os parâmetros estabelecisos de qualidade do ar?”.[…]

Qual é, então, o próximo momento da indústria automóvel? Os elétricos e o gás natural. “Sem dúvida nenhuma que o escândalo da Volkswagen vai favorecer a solidez e o maior desenvolvimento dos veículos elétricos e a gás, que já começaram a penetrar nos EUA e cujas emissões são cerca de 40% inferiores face aos carros movidos a combustíveis fósseis”, acredita Costa e Silva. Mesmo o gás, que, em Portugal, por exemplo, era posto de lado pela maioria dos condutores, por não poder entrar em garagens, vai ser uma alternativa séria. “O normativo de não entrar em garagens já foi alterado” e “o gás natural tem-se tornado mais barato nos EUA”, onde está a haver “uma reconversão muito intensa da frota movida a gasolina ou gasóleo”, salienta o presidente da Endesa.[…]

Ler todo o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/empresas/interior.aspx?content_id=4812742&eg_sub=0227b1aeab&eg_cam=7fb7f221662df654f9dc6eea55ab32e5&eg_list=3&page=-1

ELEIÇÕES CATALUNHA

Sobre os resultados obtidos na passado domingo recomendo a leitura do artigo

Catalunha 27-S da autoria de PEDRO MIGUEL CARDOSO/Público (01/10/2015)

Investigador na Universidade de Lisboa, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais

É importante que a Catalunha possa decidir o seu futuro.

Está em curso um processo social e político histórico na Catalunha. Um processo que pode mudar Espanha e que terá inevitavelmente um impacto na história da União Europeia. As eleições para o Parlamento da Catalunha realizadas no passado dia 27 de Setembro foram mais uma etapa desse processo.

A maioria das forças políticas encarou estas eleições como um plebiscito à independência. A participação superou as expectativas e alcançou o recorde histórico de 77,44%. As candidaturas “Junts Pel Sí” e Candidatura Unidade Popular (CUP) que defendiam o início de um processo de independência unilateral obtiveram maioria absoluta de deputados (72 em 135) e uma percentagem de votos de 39,54% e 8,2% respectivamente, 47,74% no total. As candidaturas contra a independência obtiveram um total de 39,17%. Neste grupo inserem-se o Partido Socialista Catalão (PSC) com 12,74% (16 deputados) que defende a reforma da actual Constituição Espanhola no sentido federal, os “Cidadãos” (C’s) com 17,93% (25 deputados) e o Partido Popular (PP) com 8,5% (11 deputados) que se apresentam como defensores da actual Constituição. Existem ainda as forças políticas que defendem um referendo de auto-determinação acordado com o Estado Espanhol, o “Catalunya Sí que es Pot” apoiado pelo Podemos com 8,94% de votos (11 deputados) é o exemplo mais notório. Cabe aqui realçar que vários órgãos de comunicação social espanhóis estão a incluir estes votos no campo do “Não” à independência. No entanto esta análise não é totalmente correcta uma vez que existem potenciais votantes do “Sim” neste grupo de eleitores. Outro dado relevante nestes resultados é que dada a expressiva participação verificou-se que há também pluralidade de posições entre os tradicionais abstencionistas. Pensava-se que uma participação elevada dos silenciosos poderia impedir a maioria absoluta de deputados a favor da independência. Naturalmente o instrumento ideal para avaliar o apoio à independência seria um referendo mas como sabemos o Estado Espanhol não tem permitido que se realize.[…]

Escrevo desde Barcelona, onde tive a oportunidade de assistir a eventos políticos, ler a imprensa (espanhola e catalã) e falar com as pessoas. O apoio à independência tem crescido bastante e há de facto visões dominantes na sociedade catalã e na sociedade espanhola em geral distintas. Segundo a visão dominante na Catalunha, com a qual concordo, há razões históricas, culturais e políticas que justificam o direito à auto-determinação. Os catalães constituem uma antiga nação que quer decidir o seu futuro. Muitos aspiram a que a Catalunha tenha o seu próprio Estado. Estão mobilizados em torno de um projecto de futuro, que querem inclusivo e aberto ao Mundo. Os que temem e classificam esta ambição de “egoísmo nacionalista” não devem esquecer que foram os nacionalismos expansionistas e dominadores, os projectos imperiais que em geral causaram sofrimentos e guerras. A língua catalã que foi proibida e perseguida no passado pelo nacionalismo espanhol não é hoje em dia sequer língua oficial da União Europeia. A diversidade cultural e política é uma mais valia que merece ser promovida e valorizada.[…]

Ler todo o artigo em: http://www.publico.pt/n1709637

Podem chegar à Europa 1,4 milhões de refugiados entre 2015 e 2016, diz ONU

REUTERS 01/10/2015.  ACNUR duplica estimativas e prevê que vai necessitar de 128 milhões de dólares para apoiar estas pessoas que fogem da guerra.

Refugiados na fronteira da Grécia com a Macedónia, em Gevgelija ARMEND NIMANI/AFP

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) antecipa que 1,4 milhões de refugiados cheguem à Europa entre 2015 e 2016 através do Mediterrâneo. A estimativa anterior apontava para 850 mil pessoas nestes dois anos.

De acordo com um documento de estimativas, destinado a pedir um reforço de verbas, a organização diz que em 2015 “mais de 700 mil pessoas terão procurado segurança e protecção internacional na Europa”. “É possível que em 2016 assistamos à chegada de um número ainda maior de pessoas, mas para já estamos a fazer os nossos planos a contar com o mesmo número”, diz o documento.[…]

A maior parte destes refugiados foge da guerra na Síria – representam 54% dos chegados até Setembro deste ano, segundo o ACNUR. Mas também há os que querem escapar ao conflito e perseguições no Iraque, Afeganistão e noutros países.

Ler em: http://www.publico.pt/n1709749

ALEMANHA – 25 anos da reunificação alemã (DIA 3 DE OUTUBRO DE 1990)

Excerto da Publicação no “Expresso Diário” – (ÍCONE A imagem mais icónica no que resta do muro de Berlim: o beijo entre o lider soviético Leonid Brejnev e o homologo da Alemanha de Leste, Erich Honecker. Foto TW JOMRANDA

Assinalou-se este sábado um quarto de século da união entre as duas repúblicas alemãs, com os festejos oficiais a decorrer em Frankfurt. A Alemanha ficou oficialmente unida em 3 de outubro de 1990, mas 25 anos depois ainda há diferenças entre o leste e o ocidente de um país que lidera a Europa

Tudo começou com a queda do muro, a 9 de novembro de 1989. Seguiu-se uma onda de entusiasmo nunca vista pelos berlinenses de Leste, que receberam a noticia em euforia. Dai para a frente, estava em marcha um novo processo – e nada voltaria a ser igual.[…]

O PAI DA REUNIFICAO o chanceler alemão Helmut Kohl numa visita a Dresden, na RDA, em 1989.Kohl teve um papel decisivo no processo de união das duas repúblicas alemãs FOTO MICHAEL  URBAM/REUTERS

Pelo meio, haveria a adopção do marco alemão, moeda da Alemanha Ocidental, pela RDA. Promovida por Kohl, a medida foi bem recebida pela população de Leste, mas contribuiu para consequências económicas graves: “Isto foi benéfico para os cidadãos da Alemanha de Leste, mas não para as empresas, muitas das quais faliram ao terem de competir diretamente com a economia altamente modernizada da Alemanha Ocidental”, escrevia a “Der Spiegel” em 2010.

Após uma serie de aproximações e acordos ao longo do ano de 1990, a reunificação total das duas Alemanhas ficaria oficialmente concluída a 3 de outubro, dia escolhido dois meses antes pela própria Camara do Povo da RDA para assinalar a decisão politica de se unir a RFA. O dia serve desde então para assinalar o aniversario de um processo que durou menos de um ano e que resultou numa união histórica que poucos a data achavam possível, mas cujas consequências ainda hoje são sentidas e avaliadas.

Divisões. Apesar da divisão política. Apesar do processo de reunificacão ter sido rápido, ainda hoje há consequências económicas dramáticas para a região Leste do país, que regista indicadores económicos piores, (foto António Pedro Ferreira)

DIFERENÇAS NO PRESENTE

E as diferenças não o se ficam por aí. Apesar do renascimento de algumas cidades do Leste, como Leipzig e Dresden, os números mostram uma realidade pesada: entre 1991e 2013, os antigos estados da RDA viram a sua população descer em dois milhões de pessoas, fruto das migrações para cidades mais a Oeste, segundo dados citados pela radio e televisão alemã Deutsche Welle (DW). Uma tendência que está finalmente a ser invertida desde 2013, mas que continuará a ter repercussões.

Mais graves são os números que se referem ao emprego: em media, a taxa de desemprego das cidades da parte leste (12%) e duas vezes maior do que na região ocidental (6,2%) e os trabalhadores das primeiras ganham menos, trabalham mais horas e têm menos produtividade. Uma realidade que alguns insistem em relembrar :”devemos distanciar-nos da ilusão de que estamos no caminho para a igualdade total das condições de vida nas duas metades do país”, declarou esta semana o representante em Dresden da Ifo, um importante centro de pesquisa económica alemão.

DESAFIOS PARA O FUTURO

Para alem destas diferenças, há ainda outras cicatrizes.”A diferença psicológica entre o Leste e o Ocidente não esta a diminuir, e nalguns casos esta ate a aumentar, partilhava Eckert na mesma entrevista.[…]

FUTURO Em Berlim, o turismo a volta do muro continua a florescer. As comemora oes deste ano serao em Frankfurt, onde Angela Merkel,como sempre, voltara a ter os olhos do mundo postos em si FOTOTIAGO MIRANDA

A sensação e apoiada por alguns estudos, corno urn recente do Instituto FORSA, que entrevistou alemães nascidos em 1989 e em 1990 acerca deste assunto e concluiu que esta e urna geração dividida: 51% dos entrevistados dizem crer que   já não há diferenças entre a região do Leste e o resto da Alemanha, 46% discordam. E metade  dos entrevistados diziarn acreditar que factores corno dinheiro e estatuto têm mais importância  para os alemães das cidades ocidentais.

A chanceler Angela Merkel, que foi educada no Leste, estará presente este sábado nas comemorações em Frankfurt e terá certamente estes e outros dados em mente. Como, por exemplo, o facto de que metade dos ataques de carater racista no último ano na Alemanha terem sido levados a cabo na zona Leste do pais (apesar da região ter recebido apenas 16% dos refugiados que forarn para a Alemanha), onde muitos movimentos de extrema-direita, corno o PEGIDA, estão em crescimento.

Tudo isto numa altura em que a popularidade interna de Merkel está a descer, muito por causa da sua posição abertamente solidária face a crise dos refugiados que assola a Europa. De crise em crise, seja Grécia, Ucrânia ou refugiados, Merkel vai assumindo o papel de líder dentro da União Europeia. 25 anos depois, o mundo volta a estar de olhos postos  nesta Alemanha,  unida mas assimétrica.

SÍRIA – Rússia terá atacado zonas onde o Estado Islâmico não está presente

02 Outubro 2015, por Liliana Borges/jornal de negócios – No terceiro dia de ataques russos na Síria, multiplicam-se as acusações de que Putin tem utilizado o combate ao Estado Islâmico como pretexto para atacar os opositores ao regime sírio. Entres os mortos já se contam civis.

Três dias depois do Parlamento russo ter dado luz verde ao início dos ataques aéreos de Moscovo ao Estado Islâmico na Síria, vários são os avisos de vozes da coligação internacional anti-Estado Islâmico de que estes ataques irão agravar o conflito.[…]

Na declaração desta sexta-feira, o grupo de países adianta também que conduziu 28 ataques aéreos ao Estado Islâmico na Síria e o no Iraque durante a última quinta-feira, 1 de Outubro. Cerca de 20 ataques aconteceram em território iraquiano, sendo que seis deles bombardearam zonas próximas da cidade de Al Huwayjah. Já os restantes oito ataques no território da Síria aconteceram perto da cidade de Al Hasakah, através de unidades tácticas de ataque no terreno.

 Durante a reunião desta sexta-feira, entre os presidentes da França, François Hollande, da Rússia, Vladimir Putin, da Ucrânia, Vladimir Poroshenko, e a chanceler alemã, Angela Merkel que visava discutir a aplicação dos acordos de paz no leste ucraniano, Hollande e Putin discutiram a questão da Síria.

Ler em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/detalhe/russia_tera_atacado_zonas_onde_o_estado_islamico_nao_esta_presente.html

Os bombardeamentos ocorreram após a reunião entre Putin e Obama, conforme noticiado dia 29 de Stembro. Artigo de Alexandra Machado/Jornal de negócios

Depois de acusações, Obama e Putin falam na necessidade de haver “solução política” na Síria

Nota pessoal: veja-se a expressão de ambos, que não revela qualquer acordo.

Depois dos discursos na assembleia-geral das Nações Unidas, Obama e Putin reuniram-se. A Síria foi o principal ponto na conversa. Ambos concordam de que é preciso derrotar os “jihadistas” mas discordaram do método.

Nos discursos da assembleia-geral da ONU, as críticas foram feitas de parte a parte. Obama criticou a Rússia, também pelo que tem feito na Ucrânia, ainda que tenha declarado não ser desejo dos Estados Unidos avançar com uma nova guerra fria. Nesse mesmo discurso, Obama deixou, no entanto, sinal de abertura de negociar com a Rússia e com o Irão na resolução do conflito da Síria. Mas o ponto de discórdia com a Rússia manteve-se. Obama, no discurso na assembleia-geral da ONU, reafirmou que “temos de reconhecer que não podemos, depois de tanto derramamento de sangue e de tantas mortes, voltar ao ‘status quo’ pré-guerra”. O mesmo é dizer que os Estados Unidos da América não quer Bachar El Asad no poder, mas já falou de uma solução de transição, no que foi visto como sinal de abertura para um acordo com a Rússia.[…]

Depois do encontro com Obama, Putin declarou aos jornalistas, segundo a Reuters, que a Rússia está a ponderar o que mais pode fazer para apoiar o governo sírio e as forças curdas para combaterem os militantes do designado Estado Islâmico. “Há uma oportunidade de trabalharmos conjuntamente para resolver o problema”, declarou, dizendo que a conversa com Obama foi “muito produtiva e franca”. Obama não falou no final da reunião. Mas uma fonte diplomática norte-americana, citada pelas agências internacionais, assumiu que EUA e Rússia têm “diferenças sobre o resultado o processo”, declarando também que a reunião foi produtiva e serviu para deixar claros os objectivos de cada país.[…]

Ler em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/detalhe/depois_de_acusacoes_obama_e_putin_falam_na_necessidade_de_haver_solucao_politica_na_siria.html

Bandeira da Palestina já flutua na ONU, mas sonho de Estado pleno vem longe

ANDREW KELLY/REUTERS

JOÃO MANUEL ROCHA/Público ( 30/09/2015) – Abbas anunciou que os palestinianos já não se sentem vinculados aos acordos de paz de Oslo, “continuamente violados” por Israel.

Lentamente, a bandeira vermelha, negra, branca e verde começou a subir. As máquinas fotográficas captaram o momento: eram 13h16 desta quarta-feira (18h16 em Lisboa) e, pela primeira vez, o símbolo da Palestina estava a ser hasteado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde flutua agora, tal como as dos 193 membros e a do Vaticano, também ele “Estado observador não membro”.

Na cerimónia, no jardim das Nações Unidas, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, falou em “momento histórico”. Pouco antes, da tribuna da Assembleia Geral, disse que os palestinianos já não se sentem vinculados aos acordos de paz assinados em 1993 em Oslo, nem a compromissos posteriores, por serem “continuamente violados” por Israel. E acusou o governo israelita de sabotar os esforços de paz dos Estados Unidos.[…]

A bandeira hasteada na sede das Nações Unidas “lembrará a todos que a justiça e a independência são possíveis”, escreveu Habbas num artigo publicado no Huffington Post, na véspera da cerimónia. Mas, escreveu também, “as Nações Unidas devem dar” ao povo palestiniano “mais do que esperança”. O dirigente palestiniano lembrou nesse texto que a questão palestiniana é “o mais antigo assunto pendente” da história das Nações Unidas, que este ano completam 70 anos.

O momento vivido esta quarta-feira foi simbólico e marcante para a Palestina, depois da votação histórica de Novembro de 2012 na Assembleia Geral que a tornou “Estado observador”, o que lhe permitiu passar a fazer parte das agências das Nações Unidas e aderir ao Tribunal Penal Internacional.

Mas as perspectivas de tornar realidade a coexistência de dois Estados – o israelita e um palestiniano – parecem difíceis de realizar.[…]

Ler em: http://www.publico.pt/n1709686

Netflix em Portugal a 21 de outubro por 7,99 euros mensais

A data foi anunciada pela empresa nas redes sociais – Artigo “Dinheiro Vivo” (30/09/2015)

O Netflix, serviço pago de televisão pela Internet, feito sobretudo de séries e filmes, estará acessível em Portugal a partir de 21 de outubro, anunciou hoje a empresa norte-americana através das redes sociais.

Através do pagamento de uma mensalidade, o serviço estará disponível nos suportes com ligação à Internet, seja um computador ou um telemóvel, com uma programação que inclui milhares de horas de filmes e séries.[…]

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/buzz/interior.aspx?content_id=4807467&page=-1

 

 

 

 

 

 

 

 

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