O parque temático Banksy, que nasceu como uma sátira à Disneylândia em Inglaterra, num questionamento aos valores da sociedade. Apesar disto, o público aprovou. E falando do momento actual, lá estavam os barcos superlotados e dos corpos boiando num fictício Mar Mediterrâneo, numa clara referência à tragédia real dos migrantes.
Foi comentado que era o parque de diversões mais triste de todos os tempos, pois não era um lugar de sonhos, nem de alegria. Aparecia como uma Disneylândia toda detonada, onde ninguém se divertia pois o mundo das ilusões aparecia como um mundo dos pesadelos.
Principes e princesas? Não. O castelo estava caindo aos pedaços, a Cinderela não conseguia chegar ao baile, em cenas facilmente comparadas à morte da princesa Diana. A pequena sereia estava num fosso de água suja.
“Dismaland”, assim se chamava era uma crítica à alienação. O local escolhido para abrigar tanta imaginação foi um terreno abandonado de dez mil metros quadrados numa cidade litorânea perto de Bristol, onde o artista nasceu.
Esteve sempre esgotado, com cerca de 150 mil visitantes no total. Fechou portas passadas 5 semanas.
Agora, parte do trabalho que ali se via vai ser usado no campo de refugiados de Calais, França. “Toda a madeira e utensílios de Dismaland estão a ser enviados para a ‘Selva’, o campo de refugiados perto de Calais para que se construam abrigos”,
Estima-se que haja entre três mil e quatro mil migrantes ali acampados. Todos os dias chega mais de uma centena de migrantes que ambicionam fazer a travessia de cerca de 30 quilómetros para o Reino Unido.