MULHERES – SERVEM PARA TRABALHAR MAIS MAS NÃO PARA CARGOS DE CHEFIA OU POLÍTICOS por clara castilho

Paulo Portas bem defendeu a imagem da mulher sossegada a tratar dos velhos, acautelar os novos, poupar o dinheiro da família e zelar discretamente pelo bem comum (aqui deve entrar aqui a sua amiga Assunção Cristas que deve ser uma super mulher, pois até consegue ser ministra…).

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A campanha anti-libertação da mulher

O Presidente da República, para se aconselhar no que se refere ao novo governo só achou por bem ouvir homens. Não encontrou nenhuma mulher cujo parecer lhe parecesse interessante.

Segundo o Relatório de Desigualdade Global de Género 2015, Portugal apresenta piores resultados a nível da política, onde as mulheres ainda não têm uma representação no mesmo número que os homens (no Parlamento e no Governo). Se a desigualdade salarial continuar a avançar da mesma forma que se tem sentido de ano para ano, poderá demorar 118 anos para que as mulheres recebam os mesmos salários que os homens.

E “elas” ainda passam mais do dobro do tempo em tarefas domésticas do que “eles”. Os salários delas são mais baixos cerca de 30%.”

Sabemos que Portugal ratificou diretivas internacionais para uma maior inclusão das mulheres em altos cargos de administração e de outros órgãos de decisão.

É, para trabalhar, “elas” servem! É, para pagar menos “elas” servem.

Mas…

O que observamos? Vemos  tratarem as jovens políticas com condescendência e apelidadas de “meninas”, vemos sugestões para  que posem nuas para revista “Playboy”,  conotações brejeiras a campanhas políticas (“uma [mulher] por todos”),  discussões sobre os cortes de cabelo e roupa das activistas de esquerda,  comentários desadequados sobre o facto de as não quererem para casar (Pedro Arroja). Sim, que as de direita serão, certamente umas “senhoras”…

Quando lemos estas notícias, parece que o nosso mundo e aquele que pretendem que seja aquele em que vivemos é outro… Felizmente é outro. É um caminho imparável e sem retorno!

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