Selecção, tradução, notas e montagem por Júlio Marques Mota
[Escândalo] “ O ex-chefe da DST: Valls recusou receber a lista dos jiadhistas franceses por motivos ideológicos ”
Olivier Berruyer, [Scandale] “L’ex-chef de la DST : M. Valls a refusé la liste des djihadistes français pour des raisons idéologiques
Les-Crises.fr, 19 de Novembro de 2015
(continuação)
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Denunciávamos aqui em 2015 a louca política francesa na Síria, que escolheu apoiar os islamitas contra Assad. François Hollande, confessou em 2014 ter armado as milícias (islamitas) sírias a partir de 2012, mentindo ao indicar: “Começámos quando tivemos a certeza que iriam parar a mãos seguras “. Alimentar em armas uma guerra civil, um espanto – a fortiori quando se está a armar in fine al-Qaeda, o Exército Islâmico e Daech! (só há estes a combater). Falta de sorte, o antigo chefe da CIA na região do Médio Oriente, o grande espião Robert Baer, indicou “os Estados Unidos têm sido incapazes de identificar o mais pequeno grupo que seja de sírios ditos “moderados “ quando começou a guerra civil” (Fonte: l’Humanité). Laurent Fabius foi ao ponto de declarar no final de 2012 que “al-Nosra fazia um bom trabalho sobre o terreno” (Fonte: Le Monde), dois dias depois dos Estados Unidos indicarem que esta milícia que tinha reivindicado vários atentados suicídios era com efeito um pseudónimo de al-Qaeda. A imprensa permaneceu inexplicavelmente muito silenciosa sobre todos os pontos escandalosos.
Denunciávamos ontem as escolhas delirantes do governo que terão arrastado consigo, por fim, a morte de 130 pessoas. Hollande e Cia têm cortado qualquer contacto com o governo sírio (altamente criticável, certamente, mas que nunca nos fez mal nenhum!), incluindo entre serviços de informação que lutam contra o terrorismo. É o único governo a ter feito assim, os outros países europeus não o fizeram. O jornal Le Monde revelava em 2014 a cólera da DGSI (informações internas, ex-DST) face a esta política suicida, onde Fabius declarava ao Paris Match: “Não se escolhe entre Ditaduras e Terroristas! “ Notemos que Fabius não escolheu, apoiando a Arábia Saudita e o Catar que têm o mérito de acumular as duas características como no-lo lembra o nosso grande juiz anti-terrorista. Imagens das relações de alguma da esquerda caviar francesa:

Sabe-se porquê: Philippe de Villiers: “A classe política foi comprada pelo Catar e pela Arábia Saudita. ” (Fonte: Le Point.fr)…
Chega um momento em que uma população (enfim, sobretudo a imprensa…) ao deixar de reagir face a estes delírios totalmente públicos que já não podem infelizmente ser considerados como totalmente inocentes, passa a ficar cúmplice dessa situação.
E ontem, o antigo chefe do DST, a mais elevada estrutura encarregada da luta contra o terrorismo, declarou que Assad propôs em 2013 fornecer-nos a lista dos jihadistas franceses a operarem na Síria no âmbito de uma cooperação, mas que Manuel Valls (então ministro do Interior) recusou por razão “ideológicas” – em total coerência com a doutrina de Hollande-Fabius. Assad confirmou-o:
Resultado? Ontem como esta manhã, nem um meio de comunicação social do mainstream fala do assunto. Nenhum, de momento, 19/11 ao meio dia, um dia em que o chefe do DST acusa gravemente o Primeiro Ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, apenas os meios de comunicação social alternativos.
(continua)
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Ver o original de Olivier Berruyer em:
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