REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 31/01/ a 06/02/2016

O tema principal da semana foi o do “jogo” Portugal/Bruxelas, sobre o orçamento do Estado português para 2016.

De acordo com a comunicação feita ao país na passada sexta-feira pelo Ministro das Finanças (Mário Centeno) e dos meios de informação em geral, pode concluir-se que o orçamento, depois de negociado e ajustado, foi aceite pela União Europeia. Já temos portanto o “amem” de Bruxelas por mais que esta decisão doa aos partidos do anterior governo e aos seus “cegos” seguidores, como comenta Nicolau Santos no Expresso desta semana e de que cito, tal como fiz na semana passada, a parte final:

“António Costa ganhou. Provou que há alternativa mesmo que estreita. Bruxelas teve de aceitar isso mesmo. As Cassandras cá de casa e o Dombrovski estão a caminho da farmácia para comprar os anti-depressivos. É a vida”

Foi negociada a situação da TAP e ontem conseguiu-se um a acordo, tendo o Estado português ficado com 50% do capital da empresa.

Ficou-se também a saber que o universo de reformados do Centro Nacional de Pensões atingiu em dezembro de 2015 o número mais elevado desde o início deste século. No final do ano passado a segurança social tinha 2 020 252 aposentados por velhice.

Foram conhecidas as novas tabelas de IRS para 2016 e que, de acordo com os analistas económicos, Portugal volta a crescer abaixo da Zona Euro até 2017.

Em Espanha perante o impasse criado o Rei indigitou Pedro Sánchez/PSOE, para tentar formar governo. O receio da eventual saída do Reino Unido da União Europeia tem resultado em negociações favoráveis a David Cameron. A situação na Síria, com a migração que provoca, o conflito de interesses económicos, financeiros e políticos em jogo e o mercado do petróleo entre outros, têm contribuído para uma grande perturbação no mundo e na União Europeia em particular.

Passo agora à publicação das notícias:

ARTIGOS PUBLICADOS

1 – Orçamento 2016

2 – TAP (O estado português ficou com 50% da empresa)

3 – Reformados do Cento Nacional de Pensões

4 – IRS 2016

5 – Portugal volta a crescer abaixo da Zona Euro até 2017

6- Espanha

7 – Reino Unido – Continuidade na UE?

8 – Siria – Impacto Internacional

9 – Petróleo

10 – Eleições Presidenciais Estados Unidos

11 – Novo portal do SNS permite marcar consultas e ver tempos de espera

12 – “A exposição dos jovens ao álcool é hoje muito mais arriscada”

 1 – Orçamento 2016

1.1 – OE 2016 Centeno: “Este é um OE diferente, que traz uma alternativa”

Ana Margarida Pinheiro, Rafaela Burd Relvas e Filipe Paiva Cardoso/Dinheiro Vivo (05/02/2016)

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: ANDRÉ KOSTERS/LUSA – O ministro das Finanças está a apresentar neste momento o OE 2016, incluindo uma nova série de medidas que resultaram de negociações de Bruxelas

“Este é um Orçamento diferente, que demonstra que há alternativa. Uma alternativa responsável e dialogante” começou por apontar Mário Centeno na conferência de imprensa de apresentação do Orçamento do Estado para 2016, que decorre no salão nobre do ministério das Finanças. O governante salientou igualmente intervenção inicial que “este é um Orçamento que reduz o valor da dívida pública, do défice e que apresenta medidas que favorecem o crescimento”. […]

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/centeno/

1.2 – Os três R do orçamento

Direcção Editorial/Público (05/02/2016). Este é um orçamento que repõe rendimentos, recua e depois redistribui a austeridade.

O primeiro Orçamento do Estado de António Costa foi feito em quatro locais distintos. É um documento que antes de ver a luz do dia teve de passar pelo Largo do Rato, pelo Soeiro Pereira Gomes, pela Rua da Palma e pelo Edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia. E convenhamos que são moradas com concepções ideológicas bastante diferentes sobre a economia. O Orçamento para 2016 é uma espécie de orçamento possível, feito em três tempos. O documento nasce do programa eleitoral do PS, é substancialmente alterado pelos acordos à esquerda, e quando chega a Bruxelas sofre um novo abanão que faz com que qualquer semelhança do documento com as ideias que Mário Centeno apresentou há um ano — no estudo Uma Década para Portugal — seja uma mera coincidência.[…]

António Costa ganha dois meses para respirar e ganha um orçamento que, mais do que uma mera previsão de receitas e despesas, é um garante de estabilidade política, pelo menos até Outubro. E o país agradece.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1722546

1.3 – A regra não escrita que salvou o OE do chumbo europeu

Sérgio Aníbal e Silvia Amaro/Publico (Bruxelas)´- Portugal evitou um sinal vermelho inédito ao seu OE em Bruxelas. Conseguiu, com uma redução do défice estrutural de 0,1 pontos ficar no limite do que era exigido por Bruxelas. Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos JOHN THYS/AFP

Ao fim de uma semana de negociações, com complexas discussões metodológicas e mais de 1000 milhões de novas medidas a serem apresentadas, o Governo português conseguiu o que queria em Bruxelas. É verdade que a Comissão Europeia continua a criticar a proposta de OE portuguesa e a dizer que contém muitos riscos, mas pelo menos não apresentou o veredicto inédito que mais se temia, o de que o país está em “incumprimento particularmente sério” do Pacto de Estabilidade.[…]

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1722573

1.4 – Leia aqui todos os documentos importantes sobre o Orçamento de Estado

Milton Cappelletti/Observador (05/02/2016) – Pode consultar aqui todos os documentos importantes que foram divulgados desde a proposta de lei à carta que Mário Centeno escreveu à Comissão Europeia.

Clique nos links abaixo para ler os documentos na íntegra:

Relatório: http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c336470626d6c7561574e7059585270646d467a4c31684a53556b76644756346447397a4c334277624445794c56684a53556c664d6a49756347526d&fich=ppl12-XIII_22.pdf&Inline=true

Proposta de Lei n.º 12/XIII – Orçamento do Estado para 2016: https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40061

Proposta de Lei n.º 11/XIII – Grandes Opções do Plano para 2016: https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40060

Proposta de Lei n.º 13/XIII – Quadro Plurianual de Programação Orçamental para os anos de 2016 – 2019: https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40062

Argumentário do Orçamento do Estado 2016: http://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2016/02/05183036/argumentario-oe20160205-docx.pdf

Carta de Mário Centeno a Valdis Dombrovskis e Pierre Moscovici: http://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2016/02/05183615/pt_2016-02-05_letter_en.pdf

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/02/05/leia-os-documentos-importantes-orcamento-estado/

1.5 – Artigo de opinião de Nicolau Santos/ Expresso (2016/02/05)

As Cassandras e o Dombrovski falharam. O OE passou

As Cassandras estão a ter um dia mau. Tinham previsto que era tiro e queda. O Orçamento do Estado 2016 chegava a Bruxelas e era de imediato recambiado, inaugurando assim uma prática que nunca se verificou até hoje, nem com os orçamentos gregos. A alimentar as esperanças estava o vice-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiroministro da Letónia, Valdis Dombrovski, o representante da linha dura europeia. António Costa viria de Berlim vergado a uma humilhante derrota e a preparar-se para pedir a demissão. E como Pedro Passos Coelho já disse que está preparado para ser de novo primeiro-ministro, tudo se encaixava às mil maravilhas. Tenho más notícias. O Orçamento passou. Vai aumentar o consumo de antidepressivos.

Costa cedeu? Claro que cedeu. Não há nenhuma negociação em que as duas partes não cedam alguma coisa. Sim, porque a Comissão também cedeu. Dombrovski, que pelos vistos faz política na Europa através de tweets, teve de dizer que a proposta orçamental portuguesa tinha sido aprovada por unanimidade, vou repetir, por unanimidade, pela Comissão Europeia. Mas depois colocou dois tweets, um dizendo que a proposta orçamental está em risco de não cumprir as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, e outro onde acrescenta que as autoridades europeias convidam Portugal a dar os passos certos no sentido da proposta cumprir as regras orçamentais da União.

Não se percebe. Ou bem que a proposta foi aprovada por unanimidade ou bem que não foi. Se foi, não fazem sentido os reparos. Se os reparos fazem sentido, então a comissão não deveria ter aprovado a proposta orçamental portuguesa, nem por maioria, quanto mais por unanimidade . Portanto, ou o sr. Dombrovski estravasa e toma os seus desejos pela realidade ou o sr. Dombrovski está certo e então não se percebe a decisão anunciada publicamente por Bruxelas.

Ora até prova em contrário o que conta é que o orçamento passou em Bruxelas. Foi aprovado por unanimidade, ponto final. E ao ser aprovado, António Costa conseguiu uma enorme vitória política e uma pequena vitória técnica. A enorme vitória política tem a ver com o facto de ter provado que afinal não havia só um caminho orçamental para responder a esta crise e para cumprir os objetivos de redução da dívida e do défice. Todos os que apostaram no falhanço deste caminho logo no primeiro embate vão ter de guardar as espadas e engolir o fel que lhes está a envenenar as almas. Quanto à pequena vitória técnica, ela tem a ver com o facto do orçamento ter sido aceite mas de o Governo ter tido necessidade de introduzir um conjunto de novas medidas ou de esquecer outras que fizera para ir de encontro às exigências de Bruxelas. Não é, pois, este orçamento aquele que o Governo queria. Mas como é óbvio isso não poderia acontecer porque, insisto, o resultado de uma negociação pressupõe cedências das duas partes. E foi o que aconteceu. Insisto também: o Governo cedeu, mas Bruxelas cedeu igualmente. Ninguém estava interessado no fracasso das negociações.

E assim António Costa ganhou o primeiro embate com a comissão Europeia. Não é pouca coisa, porque a sua orientação de política económica naõ agrada de todo aos eurocratas que se sentam no edifício Berleymont, na capital belga. E não é pouca coisa do ponto de vista político porque internamente ganga autoridade e o tempo de que precisava para consolidar as a sua estratégia política-económica.

Sim, o orçamento tem riscos. Sim o orçamento tem incoerências, depois de todos os enxertos que sofreu. Sim, pode ser necessário tomar medidas extra ao longo do ano para corrigir a tendência e cumprir o défice. Mas quantos orçamentos rectificativos elaborou o governo PSD/CDS, em cima dos quatro orçamentos que apresentou? Pois teve de elaborar oito orçamentos rectificativos, dois em cada ano que foi governo. Vou frisar: em quatro anos e em cima de quatro orçamentos o governo PSD/CDS teve de apresentar oito orçamentos rectificativos. Para lá disto pôr em causa a competência técnica de Vitor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, a pergunta é: e se Mário Centeno tiver de fazer uma orçamento rectificativo? Ou mesmo dois? Haverá algum drama? Ou só há drama quando é o governo do PS e não há problema quando é do PSD/CDS?

Voltamos ao princípio. António Costa ganhou. Provou que há alternativa mesmo que estreita. Bruxelas teve de aceitar isso mesmo. As Cassandras cá de casa e o Dombrovski estão a caminho da farmácia para comprar os anti-depressivos. É a vida

2 – TAP (O estado português ficou com 50% da empresa)

Governo não pretende intervir na gestão executiva da TAP” – Ana Brito/Público (06/02/2016)

António Costa assegura 50% da companhia aérea, Pedrosa lembra que a gestão será privada e Neeleman diz que quer negociar empréstimos com a banca. Memorando foi assinado este sábado.

Memorando foi assinado este sábado em LisboaMIGUEL MANSO – O Governo assinou este sábado com os novos donos da TAP o acordo que garantirá ao Estado a metade do capital da companhia aérea. “É a falar que a gente se entende e a gente entendeu-se”, disse o primeiro-ministro, António Costa, depois de os ministros das Finanças, Mário Centeno, e do Planeamento, Pedro Marques, terem assinado com os empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa um documento que marca o reforço da posição do Estado na companhia dos actuais 39% para 50%, embora “mantendo-se a TAP com o estatuto de empresa privada”.[…]

O Estado vai pagar 1,9 milhões de euros (10,93 euros por acção) para reforçar a posição na TAP em 11% e “assume o compromisso de, no futuro, não deter uma participação superior a 50% na TAP”.[…]

Instituições financeiras como o BCP, o Deutsche bank, a CGD o BIC, e o BPI voltam assim a ter uma palavra a dizer sobre o futuro da companhia. A renegociação dos empréstimos (em que interveio a anterior secretária de Estado do Orçamento, Isabel Castelo Branco) foi um dos motivos que fez arrastar a conclusão do processo de privatização, já que os bancos se recusaram a substituir um aval público por um aval privado e ameaçaram executar a dívida antes da venda da TAP.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1722581

3 – Reformados do Cento Nacional de Pensões

Segurança Social com número recorde de reformados em 2015  – Lucília Tiago/Dinheiro Vivo (06/02/2016)

Fotografia: Global Imagens – Regresso das reformas antecipadas inverteu tendência de quebra de pensionistas.

O universo de reformados do Centro Nacional de Pensões atingiu em dezembro de 2015 o número mais elevado desde o início deste século. No final do ano passado a segurança social tinha 2 020 252 aposentados por velhice. Este resultado inverte a tendência de descida que se tinha verificado nos últimos anos e reflete os efeitos do descongelamento parcial do acesso às reformas antecipadas. Na véspera da Páscoa de 2012 e sem qualquer sinal de pré-aviso, o anterior governo travou as saídas para a reforma antes da idade legal para o fazer – que então estava nos 65 anos. O efeito desta medida de austeridade – que abrangeu apenas os trabalhadores do sector privado – começou a ser sentido na entrada de 2014 quando o universo total de pensionistas por velhice registou uma quebra mensal.(…)

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/seguranca-social-com-numero-recorde-de-reformados-em-2015/

Se acrescermos cerca de 600 000 reformados da função publica, Portugal terá no total cerca de 2 600 000 de reformados.

4 – IRS 2016

 4.1 – As novas tabelas de IRS para 2016 – Jornal de Notícias (05/02/2016)

A propostas de Orçamento de Estado atualiza as tabelas do IRS, introduzindo uma atualização de 0,5% para acompanhar a inflação, mas sem alterar as taxas. As taxas de solidariedade para rendimentos superiores a 80 mil euros, mantém-se.

Até 7035 euros anuais: 14,5%; De mais de 7035 até 20.100 euros: 28,5%; De mais de 20.100 euros até 40.200 euros: 37%; De mais de 40.200 até 80.000 euros: 45%; Superior a 80.000: 48%;

Taxa adicional de solidariedade:

De mais de 80.000 até 250.000: 2,5%; Superior a 250.000 euros: 5%;

Ler o artigo em: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=5017524&page=-1

4.2 – Conheça o calendário de entrega do IRS

Ver em: http://contasconnosco.pt/artigo/conheca-o-calendario-de-entrega-do-irs

5 – Portugal volta a crescer abaixo da Zona Euro até 2017

Texto de Nuno Carregueiro, Infografia de Nuno Teixeira e Rui Santos/jornal de negócios (04/02/2016) – Irlanda lidera crescimento e Grécia continua em recessão

A economia portuguesa deverá registar o sétimo pior desempenho da Zona Euro em 2016 e continuar a registar uma taxa de crescimento inferior à média da região até 2017. Conheça as previsões de Bruxelas para todos os países do euro.[…]

A Espanha continua no lote dos países com maior crescimento (2,8%) enquanto a Alemanha permanece a meio da tabela, com uma projecção de crescimento do PIB de 1,8% este ano.

Ler o artigo em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/mapa_portugal_volta_a_crescer_abaixo_da_zona_euro_ate_2017.html

6- Espanha

6.1 – Pedro Sánchez tem de fazer a quadratura do círculo para chegar ao governo

Jorge Almeida Fernandes/Publico (03/02/2016) – O líder socialista tem um mês para reunir uma maioria e escolher os aliados de governo. Caminha no fio da navalha

Para Sánchez é vital formar um governo. Está em jogo a sua sobrevivência política GERARD JULIEN/AFP – A crise política espanhola entrou finalmente na fase de decisão, que pode ser muito longa e marcada por surpresas. Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), foi encarregado pelo Rei Felipe VI de tentar formar governo e já iniciou as diligências para reunir uma maioria que lhe permita a investidura no Congresso.[…]

Felipe VI indigitou Sánchez na terça-feira depois de Mariano Rajoy, presidente do governo e do Partido Popular (PP), ter recusado o encargo por não ter uma maioria. Rajoy quis evitar uma derrota no Congresso mas sem renunciar a uma segunda oportunidade, esperando por um eventual fracasso de Sánchez e pela possível repetição das eleições. […]

Ler o artigo em: https://www.publico.pt/mundo/noticia/pedro-sanchez-tem-de-fazer-a-quadratura-do-circulo-para-chegar-ao-governo-1722286?page=-1

6.2 Sintonia entre Sánchez e Rivera esbarra na participação do PP no eventual acordo

Susana Salvador/DN (05/02/2016) – Pedro Sánchez e Albert Rivera posam sorridentes para os fotógrafos antes do início da reunião no Congresso, que durou uma hora e meia   |  REUTERS/SERGIO PEREZ

Secretário-geral socialista recebeu ontem o líder do Ciudadanos, que insiste na necessidade de PSOE e PP abandonarem a “guerra fria” e dialogarem para se poder desbloquear o impasse político. Hoje é a vez do Podemos […]

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/sintonia-entre-sanchez-e-rivera-esbarra-na-participacao-do-pp-no-eventual-acordo-5015701.html

6.3 – Sánchez recusa ultimato mas não fecha a porta a Iglesias – Susana Salvador/DN (06/02/2016)

Pablo Iglesias e Pedro Sánchez nos corredores do Congresso, antes da reunião, que durou uma hora e um quarto. O socialista optou por deixar o fato e a gravata em casa para receber o líder do Podemos  |  REUTERS/ANDREA COMAS

Secretário-geral socialista não aceita parar as negociações com o Ciudadanos para dialogar em exclusivo com o Podemos. PP insiste em querer antecipar o debate de investidura […]

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/sanchez-recusa-ultimato-mas-nao-fecha-a-porta-a-iglesias-5018072.html

7 – Reino Unido – Continuidade na UE?

7.1 – Cameron diz que acordo com União Europeia será irreversível

Inês F. Alves/Jornal de negócios (05/02/2016) – Depois de se encontrar com o homólogo dinamarquês em Copenhaga, David Cameron garantiu aos jornalistas que o Reino Unido nunca reverterá um eventual acordo que venha a ser alcançado com a União Europeia.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse esta sexta-feira, 5 de Fevereiro, que, se aprovado, o acordo com Bruxelas para alterar os pressupostos da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) será “irreversível”.[…]

As negociações entre Cameron e os representantes da União Europeia vão determinar se o primeiro-ministro britânico fará campanha a favor da permanência do país no bloco europeu no referendo que ainda não tem data marcada, mas que deverá acontecer já este ano, isto depois de Cameron, ainda no anterior mandato, ter prometido realizar uma consulta popular sobre a questão até ao final de 2017.

Ler o artigo em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/detalhe/cameron_diz_que_acordo_com_uniao_europeia_sera_irreversivel.html

7.2 – David Cameron garante apoio de polacos e dinamarqueses – DN (06/02/2016)

David Cameron reuniu-se esta sexta-feira com o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen  |  REUTERS/MATHIAS LOEVGREEN

Sondagem YouGov ontem divulgada pelo jornal “Times” indica que 45% dos britânicos apoiam a saída do Reino Unido da UE

O primeiro-ministro britânico conseguiu ontem garantir o apoio da Dinamarca e da Polónia ao acordo negociado no âmbito da realização do referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE. David Cameron esteve ontem nestes dois países reunido com os seus respetivos chefes de governo.[…]

Uma sondagem YouGov para o jornal ‘Times’, ontem divulgada, revelou que 45% dos britânicos estão a favor do “Brexit” (acrónimo em inglês para a saída do país da UE) e 36% contra. Os restantes 19% ainda não tomaram uma decisão.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/david-cameron-garante-apoio-de-polacos-e-dinamarqueses-5017816.html

8 – Siria – Impacto Internacional

8.1 – Uma maré humana em fuga de Alepo amontoa-se às portas fechadas da Turquia

Rita Siza/público (06/02/2016) – Governo de Ancara montou campos temporários com abrigos e alimentos para as populações que fogem da batalha de Alepo, mas manteve a fronteira fechada.

O cerco das forças governamentais a Alepo ameaça precipitar uma nova crise humanitária na Síria, com cerca de 400 mil habitantes em risco, encurralados dentro da cidade que era o principal centro comercial e financeiro do país antes do início da guerra, e dezenas de milhares de pessoas em fuga, a pé, numa marcha até à fronteira turca onde se concentram já mais de 70 mil refugiados.

A Turquia, onde já se encontram 2,5 milhões de refugiados sírios, não deu autorização de entrada a este novo contingente de sírios desesperados por fugir do conflito, que tomou conta do território de Alepo. Em campos temporários para refugiados, instalados de urgência juntos dos principais postos fronteiriços pelo Governo de Ancara e várias organizações internacionais, foram albergadas mais de 70 mil pessoas – um número que pode facilmente duplicar se o actual fluxo, que vê chegar cerca de 35 mil pessoas por dia, se mantiver constante. Mas a expectativa é que, à medida que o combate endurece, o movimento das populações aumente exponencialmente.[…]

8.2 – Merkel avisa: Schengen depende da proteção das fronteiras da EU – Lusa/DN (06/02/2016)

EPA/ANDY RAIN – “Devemos proteger as nossas fronteiras externas porque queremos manter Schengen”, defende a chanceler alemã

A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu hoje que a manutenção da zona europeia de circulação depende da proteção das fronteiras externas da União Europeia (UE). Na habitual mensagem por vídeo aos sábados, a chanceler avisou que se não se melhora a segurança externa, algo evidenciado pela crise dos refugiados, a atividade económica na UE pode acabar por ser prejudicada.[…]

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/merkel-avisa-schengen-depende-da-protecao-das-fronteiras-da-ue-5018512.html

8.3 – Frauke Petry: do ódio ao euro para os tiros contra os refugiados – Patrícia Viegas/DN (06/02/2016)

Frauke Petry, de 40 anos, durante o congresso da AfD em Hanôver em novembro do ano passado. Formada em Química, cresceu na antiga Alemanha de Leste e tem quatro filhos.  |  REUTERS/AXEL SCHMIDT

Líder da Alternativa para a Alemanha usa retórica xenófoba para fazer partido subir nas sondagens e já está em terceiro lugar […]

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/frauke-petry-do-odio-ao-euro-para-os-tiros-contra-os-refugiados-5017695.html

8.4 – Nações Unidas suspendem negociações para a paz – Lusa/DN (03/02/2016)

O enviado da ONU para a Síria anunciou a suspensão até dia 25. Estados Unidos responsabilizam a Rússia

O enviado das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou esta quarta-feira a suspensão até 25 de fevereiro das negociações sobre o conflito sírio, depois de as partes envolvidas não conseguirem entender-se para o início dos trabalhos.

“Ainda há trabalho a fazer, por todos os envolvidos” disse Staffan de Mistura depois de uma reunião de várias horas com representantes da oposição síria num hotel de Genebra.[…]

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/nacoes-unidas-suspendem-negociacoes-para-a-paz-na-siria-5014054.html

8.5 – A cidade síria de Homs parece um filme apocalíptico (04/02/2016) – Veja o Video

Homs, que antes do conflito era a terceira maior cidade da Síria, é o foco de um vídeo realizado por Alexander Pushin, repórter de imagem da televisão estatal russa. Neste vídeo, com imagens captadas através de um drone, é possível observar os efeitos devastadores que os cinco anos de guerra civil tiveram na vida dos sírios. Este vídeo foi divulgado numa altura em que as conversações de paz, que tiveram lugar em Genebra, frustraram as já baixas expectativas, e em que dezenas de países se comprometeram-se a doar quantias recorde para ajudar os milhões de sírios fugidos da guerra.

Ver o vídeo em: http://www.publico.pt/v54045

8.6 – Síria: Impacto económico da guerra superior a 30 mil milhões de euros

Agência Lusa/Observador (5/2/2016) – O Banco Mundial estimou em cerca 35 mil milhões de dólares (31,2 mil milhões de euros) o impacto económico da guerra na Síria e as repercussões negativas nos países vizinhos.

SYRIAN ARAB NEWS AGENCY / HANDOUT/EPA

A estimativa, que consta do relatório trimestral do Banco Mundial sobre o Médio Oriente e o Norte de África, foi divulgada no mesmo dia em que os líderes mundiais prometeram, em Londres, numa conferência de doadores, oferecer mais de 10 mil milhões de dólares (8,9 milhões de euros) à Síria até 2020 em ajuda humanitária.  A guerra na Síria, iniciada em março de 2011, já provocou mais de 260 mil mortos, 13 milhões de deslocados internos e ainda 4,6 milhões de refugiados, a maioria dos quais acolhidos nos países vizinhos, de acordo com dados das Nações Unidas. O conflito sírio e o seu efeito na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito “custaram perto de 35 mil milhões de dólares”, indicou o Banco Mundial. O valor — a preços de 2007 — equivale ao Produto Interno Bruto (PIB) da própria Síria nesse ano, segundo o relatório.[…]

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/02/05/siria-impacto-economico-da-guerra-superior-30-mil-milhoes-euros/

9 – Petróleo

9.1 – A Arábia Saudita contra todos

Clara Barata/Público (31/01/2016) – Os preços do petróleo descem porque há oferta a mais. Os sauditas desafiam quem ameaça tirar-lhes mercado Os mais fracos vão ficar pelo caminho.

Uma guerra de preços entre xeques sauditas e cowboys americanos está a deixar o mundo afogado em petróleo – todos os dias chegam aos mercados internacionais 1,5 milhões de barris de petróleo acima da procura. Mas a Arábia Saudita, que vende um em cada nove barris de petróleo que chegam ao mercado mundial, recusa-se a diminuir a sua produção. Faz a aposta arriscada de que o seu peso será suficiente para pôr fora de jogo os produtores de petróleo de xisto americanos, que contribuíram fortemente para a actual superabundância de petróleo. E defende a sua posição quando se reabrem as portas para o Irão, o arqui-rival dos sauditas.[…]

Mas os EUA não têm passado por esta disputa incólumes. A descida de preços de petróleo a partir de meados de 2014 é da ordem dos 70% e levou ao abandono de cerca de metade dos poços de extracção nas rochas de xisto e, segundo o New York Times, 250 mil pessoas terão ficado desempregadas.

A Arábia Saudita está a apostar na sua posição de exportador dominante para tentar fazer subir os preços – uma vez que os EUA estavam proibidos de exportar petróleo, para assegurar a sua segurança energética, devido a uma lei herdada da crise petrolífera da década de 1970. Mas essa proibição foi levantada em Dezembro passado e os primeiros navios petroleiros norte-americanos já chegaram à Europa com petróleo de xisto.[…]

Ler o artigo em: https://www.publico.pt/mundo/noticia/a-arabia-saudita-contra-todos-1721909

9.2 – Quem ganha e perde com o petróleo mais barato – Ana Brito/Público (31/01/2016)

Economias importadoras

No ano passado, à boleia da descida do petróleo a economia portuguesa teve um ganho de 1,3 pontos percentuais no PIB nominal, que evitou que o saldo da balança corrente fosse deficitário, de acordo com o departamento de estudos económicos e financeiros do BPI. Além do contributo positivo nas importações (comprou-se mais, mas com menores custos), os efeitos estenderam-se aos consumidores, traduzindo-se em mais rendimento disponível, com efeito no consumo privado. No caso dos combustíveis, o consumo subiu 2,2% de Janeiro a Dezembro, face ao mesmo período de 2014 (apesar de uma quebra de 3,7% em Dezembro), segundo a Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC). Tendo em conta que os impostos representam uma componente fixa do preço de venda da gasolina e do gasóleo (quase 70% em Dezembro), a subida do consumo traduziu-se em mais receita de ISP: mais 145 milhões face a 2014, embora o total tenha ficado abaixo do orçamentado em 73 milhões, de acordo com os dados da execução orçamental de 2015.[…]

Ler o artigo em: https://www.publico.pt/economia/noticia/quem-ganha-e-perde-com-o-petroleo-mais-barato-1721836?page=-1

10 – Eleições Presidenciais Estados Unidos

10.1 – Quem são os principais candidatos às primárias dos EUA? Hugo Monteiro/ RR/(01/02/2016)

Clinton, Sanders e O’Mailley, entre os democratas. Trump, Bush, Cruz e Rubio entre os republicanos. Saiba quem são.

Há vários candidatos de um lado e do outro, mas, como em todas as “corridas”, nas primárias dos Estados Unidos os candidatos não são todos iguais. Há os favoritos e há os outros.[…]

PARTIDO DEMOCRATA: Hillary Clinton; Bernie Sanders; Martin O’Malley.

PARTIDO REPUBLICANO: Donald Trump; Jeb Bush; Ted Cruz; Marco Rubio.

Ler o artigo em: http://rr.sapo.pt/noticia/45739/quem_sao_os_principais_candidatos_as_primarias_dos_eua?utm_source=rss

10.2 – “Wall Street é a maior força política do país”, diz Sanders a Hillary – Patrícia Viegas/DN (06/02/2016)

Rivais democratas Hillary Clinton e Bernie Sanders participaram em frente-a-frente da MSNBC na quinta-feira à noite (madrugada de ontem em Lisboa)  |   REUTERS/CARLO ALLEGRI

Ataques subiram de intensidade no debate democrata entre o senador do Vermont e a ex-secretária de Estado de Barack Obama

Bernie Sanders e Hillary Clinton, os dois candidatos à nomeação democrata para as eleições presidenciais de 8 de novembro nos EUA, aumentaram a intensidade dos ataques que dirigiram um contra o outro no debate de quinta-feira à noite – madrugada em Lisboa – na Universidade do New Hampshire, na cidade de Durham.[…]

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/wall-street-e-a-maior-forca-politica-do-pais-diz-sanders-a-hillary-5017671.html

11 – Novo portal do SNS permite marcar consultas e ver tempos de espera

Romana Borja-Santos/Público (01/02/2016) – Quanto tempo terei de esperar se for agora a uma urgência? Novo serviço agrega alguns dos portais já existentes e abre novas possibilidades em nome do “fim da opacidade” do SNS, diz ministro Adalberto Campos Fernandes.

PÚBLICO/ARQUIVO – A frase é de Aldous Huxley: “Os factos não deixam de existir simplesmente por serem ignorados”. Este é um dos motes que está na génese do novo portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), lançado nesta segunda-feira, e que o ministro da Saúde definiu como “um acto de responsabilidade cívica”. O site agrega serviços que existiam e dá também novas possibilidades. Uma das novidades está na consulta e pesquisa de vários dados – positivos ou negativos. É possível, por exemplo, saber quantas pessoas estão à espera e qual a previsão de atendimento numa urgência hospitalar ou para as consultas e cirurgias de quem já foi reencaminhado pelo centro de saúde.[…]

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1722002

12 – “A exposição dos jovens ao álcool é hoje muito mais arriscada”

Excerto do artigo de Joana Pereira Bastos/Expresso diário (03/02/2016)

O padrão de consumo dos países do Norte da Europa, que se caracteriza por beber num curto período de tempo uma grande quantidade de álcool, em particular shots e bebidas destiladas, está hoje disseminado entre os jovens portugueses. Foto de NUNO BOTELHO

Portugal é um dos países onde mais se bebe a nível mundial. O número de alcoólicos em tratamento tem vindo a aumentar nos últimos anos e atingiu agora o valor mais elevado de sempre

Quase 12 mil portugueses estão em tratamento por dependência do álcool, o número mais alto de sempre, segundo o relatório “A Situação do País em Matéria de Álcool”, divulgado esta quarta-feira. Mas o verdadeiro número de alcoólicos é muito superior. Mais de 300 mil portugueses têm consumos de risco e o panorama pode vir a agravar-se, uma vez que os jovens têm hoje uma relação muito mais perigosa com o álcool do que tinham os seus pais, alerta Patrícia António, psicóloga da Unidade de Alcoologia de Lisboa. Em entrevista ao Expresso, a especialista avisa que o alcoólico não é necessariamente aquele que bebe todos os dias, mas aquele que quando começa não consegue parar. Mesmo que só beba ao fim de semana.

alcoolicos em Portugal

Portugal é o 10º país da OCDE onde mais se bebe e é também um dos países europeus com maior consumo de tranquilizantes. O que é que isso diz da nossa cultura?

Há uma necessidade de anestesia e uma intolerância às emoções e à capacidade interna de as expressar e de as entender que é preocupante. Para muitas pessoas o álcool tem sobretudo a ver com o alívio do sofrimento interno, uma forma de deixar de pensar e deixar de sentir. Há razões de natureza depressiva e ansiosa que levam as pessoas a procurar essas formas de anestesia. E é essa sensação de alívio do sofrimento que acaba por colocar muitas pessoas na rota da dependência.

 

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