As negociações do OE 2016 com Bruxelas e com os criminosos financeiros da troika, podres de ricos e fabricadores de pobres e de pobreza em massa, puseram uma vez mais a nu toda a Mentira institucional que dá pelo pomposo nome de UE. Nem sequer UE dos Estados chega a ser. E dos povos é que ela não é. E dos Estados, só mesmo daqueles que aceitam ser os carrascos políticos dos respectivos povos, ciclicamente seduzidos a irem às urnas legitimar com o seu voto todo este crime lesa-humanidade, lesa-povos. A verdade é que os que se vêem eleitos passam logo a tomar decisões políticas, mas de acordo com as ordens impostas pelos criminosos financeiros da UE e do mundo financeiro. Os mesmos que criam os sistemas de leis que os povos têm de acatar, sob pena de não chegarem sequer a comer as migalhas que caem das suas lautas mesas. Neste tipo de mundo do mercado financeiro global, nem sequer os partidos políticos de esquerda se aproveitam. Acabam todos, queiram ou não, farinha do mesmo saco. Uma espécie de institucional actualizado de Lázaro de Betânia, a que se refere Jesus Segundo de João, capítulo 11. Com mentes, política e ideologicamente, doentes e, pouco tempo depois, já irremediavelmente mortas e sepultadas nos palácios-túmulos do Poder político, mãos e pés atados, uma venda (ideológica) nos olhos. É por demais sabido que as medonhas dívidas dos Estados da UE são impagáveis. Seria de resto um pecado de bradar aos céus e à terra pagá-las. O curioso é que nem os grandes criminosos financeiros exigem que lhas paguem. O que eles querem é que as dívidas cresçam de ano para ano, para poderem utilizá-las como arma letal contra os respectivos povos que, assim, nunca se rebelam politicamente contra eles, apenas uns contra os outros, em guerras fratricidas-suicidas cada vez mais frequentes. Há alternativa política a este tipo de UE e de mundo do Mercado financeiro global? Há. Para começar, bastará que todas, todos sem excepção decidamos deixar de vez os privilégios e todos os palácios-túmulos do poder erguidos para proteger os carrascos políticos dos povos, e passemos a ser-viver organicamente, mãos e pés desatados e superactivos, entre os povos e com eles.