O CONCELHO DO MONTIJO E O “ARCO METROPOLITANO DE LISBOA” – por JOSÉ BASTOS

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A Fundação Calouste Gulbenkian, no passado mês de Fevereiro, apresentou um estudo do território, com o empenho da Câmara Municipal de Lisboa, estudo esse que abrange o território de Lisboa para Norte até Leiria e  Santiago de Cacém para Sul. É uma megarregião com 41% da população e 24% do território do país.

O estudo confirma que esta região está polarizada por Lisboa e que se apresenta à competição global a de ganhar uma “projecção Atlântica”.

Esta megarregião tem 4,1 milhões de habitantes, 42% da população com menos de 15 anos e 40% da população portuguesa com curso superior,

As negociações para a criação da Parceria Transatlântica de comércio e investimento, envolvendo inicialmente os E.U.A. e a União Europeia, vão criar uma zona de comércio livre, onde Portugal ocupa uma posição central.

De acordo com o estudo da Fundação Calouste Gulbenkian o “Arco Metropolitano de Lisboa” constitui o potencial de internacionalização mais relevante do território nacional.

O concelho de Montijo, tem uma área de 348,6 Km2, uma população com cerca 55.000 habitantes, um elevado número de pessoas com curso superior, uma população muito empreendedora e fica situado neste “Arco Metropolitano de Lisboa”. Tem a Ponte Vasco da Gama a ligar a cidade à capital e é hoje uma centralidade da região a Sul do Rio Tejo  toda ela pertencente à megarregião polarizada por Lisboa.

A prova da nossa centralidade nesta zona é o facto do êxito do Fórum Montijo, da Decathlon, da Staples e do Aki, que aqui se instalaram e têm clientes de toda a região.

A nossa Terra, Aldeia Galega/Montijo, teve sempre durante a sua história uma grande ligação económica a Lisboa, desde que aqui foi instalada a Malaposta do Sul no século XVI.

Existe hoje um crescimento das exportações de produtos da agricultura Portuguesa. No Montijo existe uma grande experiência no sector agrícola em especial dos hortícolas (batatas, cenouras, cebolas, couves, alfaces, repolhos, conve-flor, tomates. Pepinos,nabos e outros ) e frutas que têm muita procura e podem ser produzidos para o mercado interno e para exportar. Hoje a produção é feita por uma agricultura moderna e agricultores qualificados.

Também existe no Montijo uma grande experiência na pecuária e na indústria de transformação e preparação de carnes de suínos.

O concelho é o maior produtor de flores de corte e de vasos do país. A capital da flor.

Nos últimos anos quase desapareceram as fábricas de cortiça, mas instalaram-se no concelho umas dezenas de empresas de um novo tecido empresarial.

A cidade tem boas acessibilidades, uma excelente rede viária, é ambientalmente sustentável e tem um urbanismo de qualidade projectado para o futuro. É coesa socialmente e muito segura.

Se como penso o novo aeroporto dos aviões low cost vier para a nossa Base Aérea, o Montijo será de certo  uma as melhores cidades da região a médio prazo.

Existem sempre uns “velhos do Restelo” na nossa Terra que não acreditam nos progressos que o Montijo tem tido desde que a Ponte Vasco da Gama foi inaugurada, mas eu pelo contrário penso que temos dado passos seguros no caminho certo, a cidade tem muita qualidade e é hoje já uma centralidade nesta região e  tem um grande futuro à sua frente.até porque tem sido muito procurada por casais jovens para compra de habitação própria.

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