Agora, a senhora ex-ministra das Finanças já pode imprimir nos seus cartões de visita: “Maria Luís Albuquerque – Deputada/Administradora da Arrow Golbal.”
E pode porque a subcomissão parlamentar de Ética concluiu que as novas funções da senhora, que há dias ascendeu também ao cargo de vice-presidente do grupo liderado pelo seu ex-aluno Passos, “não contendem com o seu mandato parlamentar, nem com o regime em que a mesma o exerce.”
Tal conclusão, que contou com os votos favoráveis do CDS/PP e do PSD, a abstenção do PS e os votos contra do BE e do PCP, está plasmada em relatório assinado por um colega de partido de Maria. (Maria que mal foi despedida de ministra logo foi contratada por uma empresa que se dedica a gerir créditos e com ligações ao Banif, Millennium BCP e Montepio).
Maria Luís viu o convite da Arrow como uma seta apontada à estabilidade financeira da sua família. E aceitou-o na hora. Compreendo-a: gerir a economia familiar apenas com o salário de deputada é uma tarefa impossível, pois o valor em causa pouco mais é do que um salário mínimo…
Além de mais, a senhora ex-ministra das Finanças integra o pequeno lote de lusas-sumidades que só podem ser ministros, administradores, papagaios televisivos/consultores de escritórios de advogados ligados aos offshores e aos vistos gold ou altos quadros internacionais. Como Santana Lopes, Marques Mendes, Armando Vara ou Vítor Constâncio, que aqui refiro como alguns (bons) exemplos.
Maria Luís não tem tempo a perder com questões de Ética. E muito menos com questões de ordem Moral. Isso são merdas que apenas devem preocupar os pobretanas que recebem o Rendimento Social ou o salário mínimo. A vida, tal qual diz o seu sábio e exemplar amigo Marco António Costa, não está para poesias…