
Selecção, tradução e nota introdutória por Júlio Marques Mota

A lei Jobs Act e o custo da criação dos postos adicionais de trabalho: uma estimativa
Marta Fana e Michele Raitano, Il Jobs Act e il costo della nuova occupazione: una stima
eticaeconomia, 4 de Maio de 2016
(conclusão)
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Analogamente, para calcular a carga em que é onerado o orçamento publico para todo o triénio em que se aplica o desagravamento previsto na lei de Estabilidade para 2015, é necessário considerar quanto contratos assinados em 2015 terão tido uma duração de pelo menos 36 meses (o período máximo de correspondência da isenção). Os dados sobre a duração dos contratos neste momento não estão disponíveis: as informações sobre as cessações dos contratos a tempo indeterminado no decurso de 2015 fornecidas por INPS não nos dizem, por exemplo, quantas cessações se referem a contratos assinados no ano. Por esta razão, a avaliação do custo para as finanças públicas depende de forma crucial da hipótese sobre a duração destes contratos. Primeiro, admitamos que todos os contratos assinados em 2015 sobrevivem aos três anos de desagravamento contributivo. Sucessivamente, assumimos uma duração inferior a 36 meses por uma quota dos novos contratos a tempo indeterminado que foram ativados.
Sobre a base das hipóteses feitas e dos dados disponíveis mostra-se no quadro 2 o custo para o orçamento publico imputável em 2015 (coluna 2) dos desagravamentos e o custo para todo o período em que vai vigorar (coluna 3).
Tabela 2: Custo do desagravamento bruto nas receitas públicas.


