CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – PARA QUE SERVE A MEMÓRIA

Para que serve a Memória

PROGRAMA:
– 5ª feira, 25 de Agosto
// 18H – INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES DE FOTOGRAFIA:

«Giuseppe Morandi – Exposição antológica», de 1957 à actualidade. Com escolha do autor.
«Urban Amnesia» de Nancy Goldring, que pela primeira vez expõe em Lisboa.
Com a presença de Giuseppe Morandi e Nancy Goldring. Paolo Barbaro guiará uma visita pelas exposições.
E CONVÍVIO com comidas, bebidas, cantorias, nos 79 anos de Morandi. Para quem veio de Itália e para os que por aqui andam com aquela ideia de que o mundo poderia ser de outra maneira.

– 6ª feira, 26 de Agosto
// 17H – PROJECÇÃO DO FILME: IL FALÓ DI PESCAROLO
de Giuseppe Morandi. Documentário sobre o Carnaval que ainda existe em Pescarolo. Com a presença do autor.
// 18H – DEBATE ABERTO: «PARA QUE SERVE A MEMÓRIA» com a Lega di Cultura di Piadena, Claudia Cavatorta, Nancy Goldring, Paolo Barbaro, Pedro Prista Monteiro e outros.
Conversa que passará por arquivos que nos interessam e porá em confronto ideias sobre a função da memória no que se vai vivendo e fazendo, acontecendo hoje ou amanhã.
// 22H – CONCERTO DE BRUNO FONTANELLA e Leo, Peto, Jagjit e Adufe & Alguidar. Canções com história. De trabalho, de lutas, de intervenção, de descanso.

– Sábado, 27 de Agosto
// 15H – DEBATE: «OUTRO TRABALHO, OUTRA VIDA»
com um grupo da Casa da Achada, a Lega di Cultura di Piadena (Micio e Peto), António Brito Guterres*, Camilo Mortágua* e outros.
Conversa sobre uma questão quente, urgente, em que a memória talvez possa entrar: será que falta trabalho? Será que a precariedade é um problema novo? Será que se pode pensar no trabalho como no século passado? Será que com a vida que temos e aceitamos se encontrará alguma solução?
// 17H – PROJECÇÃO DO FILME: PETO (ROBERTO SENIGA) de Giuseppe Morandi. Sobre Peto, pedreiro, fundador da Lega di Cultura di Piadena, cantor. Apresentado por Paolo Barbaro e com a presença do autor e do protagonista.
// 18H30 – CONCERTO DE BRUNO FONTANELLA, Leo, Peto, Jagjit e o Coro da Achada. Canções com história. De trabalho, de lutas, de intervenção, de descanso.

– Domingo, 28 de Agosto
// 15H – DEBATE: «ABOLIR FRONTEIRAS, SEPARAR AS ÁGUAS»
com um a Lega di Cultura di Piadena, Jorge Silva Melo*, Mario Agostinelli, Peter Kammerer e outros.
Uma conversa complicada: que fronteiras queremos abolir? Entre inimigos? Entre países? Entre classes? Entre línguas? Entre saberes? Entre tarefas? E como entra aqui o separar das águas?
// 18H30 – CONCERTO DE BRUNO FONTANELLA, Leo, Peto, Jagjit e Frente Popular. Canções com história. De trabalho, de lutas, de intervenção, de descanso.

– Segunda-feira, 29 de Agosto
// 21H30 – CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «FRONTEIRAS» COM UNA VITA VIOLENTA
(1962, 106′). Um filme de Paolo Heusch e Brunello Rondi, com argumento de Pasolini, apresentado por Peter Kammerer.

* a confirmar

[ATENÇÃO: A Casa da Achada vai estar de portas fechadas até às 18h na 5ª feira, 25 de Agosto, abrindo para a inauguração das exposições, e durante a tarde de 2ª feira, 29 de Agosto, abrindo à noite, às 21h30, para a projecção de cinema. O acesso à biblioteca pública estará condicionado durante as actividades desta semana.]

MAIS INFORMAÇÕES:
«Para que serve a memória?» É o tema que nos vai ocupar na última semana de Agosto. Lembrando MK (Maçariku , Vitor Ribeiro – ver mais aqui)  que está ao centro da grande relação com a Lega di Cultura di Piadena, nascida há quase 50 anos, que alguns de nós conhecem quase há 20, que vai estar connosco uma vez mais na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, um grupo para quem a memória foi sempre, de uma forma ou de outra, um tema.

É um tema que nos preocupa também. Uns dirão «não serve para nada», outros «para tudo». Mas o que nos parece importante tratar é: que e quem lembrar? que e quem é esquecido? Como fazer das nossas cabeças «arquivos» sem cotas mas vivos? E para fazer o quê com eles? Por exemplo, será possível pegar em dramáticos e controversos problemas como o trabalho ou as fronteiras, como se fosse pela primeira vez?

A fotografia é entre muitas outras coisas mais, um trabalho de memória – durante ou depois.

GIUSEPPE MORANDI fotografa há 60 anos talvez. Começou pelos camponeses da sua terra, na planície do Pó, Itália, que já não há. Foi parar nos últimos tempos aos imigrantes de vários continentes que agora lá vivem e cumprem no mesmo lugar os poucos trabalhos que ainda restam. Irrita-se porque hoje as pessoas dizem gostar mais das suas fotografias do passado do que das do presente…

No dia 25 de Agosto, às 18h, inaugura, com visita guiada, uma exposição antológica deste fotógrafo, autodidacta, que expõe em Portugal desde 1996. É a sua segunda exposição na Casa da Achada. Título da primeira: «Deus no telhado e os novos anjos», com que festejámos o 25 de Abril de 2012.

Às dezenas de fotografias a preto e branco por ele escolhidas e por Paolo Barbaro (professor de História da Fotografia na Universidade de Parma e que tem acompanhado o trabalho de Giuseppe Morandi sobre o qual muito escreveu), acrescentam-se, por proposta deste (para ver claro, para pensar), 6 fotos a cores de Nancy Goldring (Urban Amnesia), conhecida fotógrafa americana, desconhecida em Portugal.

E vamos projectar os dois últimos documentários de Giuseppe: uma encomenda (o que é raro na sua obra), Il faló di Pescarolo, sobre o Carnaval que ainda se faz em Pescarolo (26 de Agosto, às 17h); um documentário sobre Peto (que estará connosco) – e o seu trabalho, o seu lazer, o canto (27 de Agosto, às 17h).

Com Giuseppe Morandi, e do seu inseparável cúmplice, Gianfranco Azzali (Micio), ambos fundadores da Lega di Cultura di Piadena, estarão cá outros fundadores da Lega (Peto, Bianca), colaboradores permanentes e amigos (Bruno Fontanella, Leo, Jagjit, Mario Agostinelli, Peter Kammerer, Graziella Galvani, e outros).

BRUNO FONTANELLA, pedreiro reformado, vive em Piadena, só fala dialecto e canta desde que nasceu: canções de trabalho e de festa, canções populares de luta (anarquistas, socialistas, comunistas). Muitas delas desaparecerão com ele. Por proposta de Peto, registaremos (em boa qualidade) o seu «cancioneiro» que não é igual a todos os outros. Serão 3 concertos, todos diferentes (26 de Agosto, às 22h, 27 e 28 de Agosto, às 18h30) em que Peto e Leo o acompanharão e também ouviremos outras vozes: de Jagjit (indiano, mungidor de vacas em Piadena, como foi Micio noutros tempos, muito fotografado por Morandi), do Coro da Achada, das Adufe & Alguidar e dos Frente Popular, cada um à sua maneira, na memória e na intervenção.

Mas, se calhar, só a falar é que a gente se entende. O que não é difícil com estes «parceiros».

Estão agendadas três conversas, com gente da Lega di Cultuta di Piadena ou trazida por ela, e gente de cá para quem a memória (mas que memória?) conta e se preocupa com o presente:

Para que serve a memória? Com respostas de quem a «arquiva» ou de quem vive dela ou com ela (26 de Agosto, às 18h): participam Claudia CavatortaNancy Goldring, Paolo Barbaro, Pedro Prista Monteiro e outros.

Outro trabalho, trabalho outra vida, continuação de um debate iniciado este ano em Piadena, partindo nós aqui de um texto fabricado na Casa da Achada e das ideias de Mario Agostinelli, ex-secretário geral da CGIL-Lombardia que abandonou, fundador do movimento Unaltralombardia, etc. Como é que a memória pode ou não pode entrar aqui? (27 de Agosto, às 15h): participam Mario Agostinelli, Micio, Peto e outros.

Abolir fronteiras, separar as águas, peça importante do actual ciclo de 3 meses da Casa da Achada, Fronteiras fora e dentro, a que Peter Kammerer, alemão que escolheu viver em Itália, depois de 1968, professor aposentado de sociologia da Universidade de Urbino, que muitas vezes esteve connosco, dará o pontapé de saída. Como é que a memória pode ou não pode entrar aqui? (28 de Agostom às 15h): participam Mario Agostinelli, Peter Kammerer e outros.

E, no dia 29, às 21h30, segunda-feira, será Peter Kammerer a apresentar o filme Una vita violenta (1962, 106′), de Paolo Heucsh e Brunello Rondi, com argumento de Pasolini, incluído no nosso ciclo de cinema ao ar livre sobre Fronteiras. Pasolini, muito lido, visto e estudado por ele e grande referência para a Lega di Cultura di Piadena

Serão distribuídos textos e folhas de sala e uma cronologia das relações com a Lega e estas pessoas que nasceram antes de a Casa da Achada existir (disponível aqui).

Estarão em exposição algumas máquinas fotográficas de colecção de Vítor Ribeiro (Maçariku), um espólio que a Claudia Cavaroria e o Paolo Barbaro se dispuseram a catalogar.

PARA QUE SERVE A MEMÓRIA é para nós uma oportunidade única: ver, ouvir, falar, debater com pessoas com experiências completamente diferentes das nossas e com quem durante 20 anos, nalguns casos, temos feito trocas raras. Terá sido uma forma simples de abolir fronteiras. O que foi muito alimentado e facilitado por MK que agora já não poderá participar. Esta será também uma maneira de manter viva a sua memória.

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[Contactos] Centro Mário Dionísio

Morada Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, 11, R/C
1100 – 004 Lisboa (ver localização)
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