Não deixa de ser curiosa a lamentação que vai pelo mundo democrático pela eleição do «fascista» Trump em prejuízo da «revolucionária» Clinton. E somada a esta curiosidade, acresce o facto de o eleitorado do búfalo raivoso ser maioritariamente constituído por gente mais pobre, hispânicos… Os apoiantes da madame Clinton, são gente mais limpa, com maior grau de escolaridade…
É extraordinário como as pessoas se deixam enganar pelas técnicas de marketing, mesmo pelas mais primárias. Nem Trump abrirá a torneira que desencadeará o dilúvio, nem Hillary Clinton promoveria a justiça social que prometeu. Nem Donald Trump cometerá todas as atrocidades que ameaçou desencadear – nem ele é o Demónio nem ela a Madre Teresa de Calcutá.
O que é preocupante é verificar que, técnicas de marketing aparte, uma fatia significativa da população dos Estados Unidos é sensível à ideia de que o seu País tem o direito de destruir a Democracia quando e onde entender, de invadir estados soberanos, de praticar discriminação religiosa.
Donald Trump é um ser abjecto. Apenas mais um a juntar à extensa galeria de presidentes de um País onde presidentes simpáticos têm cometido ignomínias vergonhosas.

Contesto as acusações a Trump. Fica a dever-se a única revolução ianque posterior à Declaração da Independência nacional. Num estado policial, com uma aparelho político antidemocrático em plena acção e com uma comunicação social ao inteiro serviço do banditismo internacional aconteceu a revolução possível. Mostra como até os votos podem mandar para as urtigas as camarilhas que desde o fim da 2º Grande Guerra têm disputado e mandado no mundo. Em Portugal, com a subserviência política tradicional e um idealismo medieval festejava-se a suposta democrata Clinton, uma gaja que se já foi – como. de facto, foi – dum governo ianque fica logo classificada.CLV