OS MALES DO MUNDO por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

O Pai Natal andou toda a noite no seu trenó puxado por quatro renas deixando as prendas nos sapatinhos das crianças e dos adultos.

Quem não gosta de receber um presente?

Quem não se encanta com o sorriso e o brilho nos olhos das crianças? Mas há tantas crianças com a boca cansada de gritar, há tantas crianças em que o brilhozinho dos olhos se desvaneceu e tem medo de olhar para o céu.

Esta noite acenderam-se milhões de velas brancas para lembrar a difícil sobreviv  ência de pessoas como nós.

Custa-me pensar que os Estados, os governos façam longos discursos sobre guerras, sobre a fome no mundo, sobre as crianças mortas e maltratadas, sobre o terrorismo, sobre a violência, sobre ditaduras e democracias, sobre a falta de medicamentos…

Os governos aliam-se ou afastam-se conforme as suas conveniência que geralmente são pelo domínio de território,  de cultura ou de religião , raramente sobre os Direitos Humanos…na renovação dos Direitos Humanos e no rigoroso cumprimento desses Direitos. Se calhar nunca será assim, mas quem pensava nos Direitos Humanos antes de os haver?

Há quem queira a paz, há quem queira mediar conflitos, que são inevitáveis, mas que são passíveis de serem resolvidos.

A magia do Pai Natal poderia ser uma realidade para todos, não só para alguns.

Os males do mundo, fabricados por muita gente, não serviriam mais para os senhores do poder fazerem bonitos discursos.

Se os senhores do poder não conseguem gerir o mundo de acordo com os Direitos Humanos e se esta incapacidade não tem a ver com os indivíduos, mas com um sistema político e económico, então mude-se o sistema.

Tudo isto não parece possível, pois não,  porque o nosso pensamento foi formatado para fazer a guerra quando se quer mostrar belicamente  mais forte, quando se quer dar sentido ao armamento e aos militares.

O Natal pretende amenizar esta realidade, mas nem com a magia do Pai Natal a realidade se modifica. Modificar-se-á quando os homens e as mulheres quiserem..

 

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