EDITORIAL – O SUL DA EUROPA NO OLHO DO FURACÃO

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O problema da dívida volta a estar nos grandes títulos. E, claro, o alvo volta a ser a Grécia. Logo a seguir, Portugal. O FMI quer que se reestruture a dívida grega, caso contrário, não participará no financiamento do programa dito de auxílio. O problema da dívida, todos o sabem, não diz respeito apenas á Grécia. Portugal e a Itália vêm logo a seguir.

Muitos dirão que o problema da dívida nunca saiu da primeira linha. Têm razão, mas o que é mais grave é que nada foi feito de sério para o resolver. Qualquer pessoa de bom senso sabe que, com as regras que actualmente regem as finanças internacionais, as dívidas dos países, sobretudo dos países mais pequenos, são impossíveis de pagar. E os credores dessas dívidas sabem-no perfeitamente. Na realidade  o que os preocupa não é que as dívidas fiquem por pagar, mas que o pagamento dos juros esteja garantido. Mas deste modo, as hipóteses de crescimento económico dos países mais afectados são praticamente nulas.

No caso da Grécia, cujo governo tem tentado, contra ventos e marés (seria talvez melhor dito contra Schäuble e o FMI) salvaguardar parte dos apoios sociais de que carece a sua duramente castigada população, o caso torna-se complexo. É constantemente levantada a hipótese de o país sair da União Europeia, que assim seria mais fácil obter um perdão de dívida, total ou parcial. Entretanto os gregos, com uma posição geoestratégica difícil, não parecem na sua maioria encarar esta hipótese como favorável.

Portugal, por entre as novelas da Caixa Geral de Depósitos e de ter de suportar os prejuízos da banca não nacionalizada, tem igualmente uma situação muito difícil. Sem os problemas de ter um vizinho como a Turquia e de estar constantemente a receber um grande número de refugiados de guerras e ditaduras, não tem conseguido superar os derivados de uma desigualdade social muito acentuada e de uma excessiva dependência do exterior, cada vez mais agravada após a integração na União Europeia. A sua situação geoestratégica parece ter cada vez menos importância. Entretanto ao nosso lado Mariano Rajoy parece querer candidatar-se ao lugar de testa de ferro de Donald Trump na Europa (ver último link abaixo).

Propomos que cliquem nos links abaixo.

https://www.publico.pt/2017/02/12/politica/noticia/lajes-o-que-quer-trump-dos-acores-1761782

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/wolfgang-munchau/interior/nao-dizer-a-verdade-colocaem-risco-a-grecia-e-a-europa-5663150.html

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-da-direcao/interior/jogo-de-espera-5663164.html?utm_term=Nuno+Crato%3A+futuro+da+prova+dos+professores+esta+nas+maos+dos+deputados&utm_campaign=Editorial&utm_source=e-goi&utm_medium=email

http://www.esquerda.net/artigo/tsipras-da-como-certa-saida-do-fmi-do-memorando/46974

https://www.publico.pt/2017/02/08/mundo/noticia/rajoy-mostrase-disponivel-para-ser-o-interlocutor-dos-eua-na-europa-1761260

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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