EDITORIAL – A GUERRA INFINITA À NOSSA PORTA

A guerra na Síria parece eternizar-se. Se por um lado se ouvem muitas vozes a falar contra o Daesh/ISIS, que se indica como o inimigo principal, por outro arrasta-se a guerra, e fazem-se regularmente ameaças ao governo encabeçado por Assad, que se considera como não podendo continuar no poder em quaisquer circunstâncias. No que respeita ao Próximo e Médio Oriente em geral, temos regularmente notícias sobre “proezas” militares da Arábia Saudita no Iémen, ameaças “trumpianas” de ataques contra as forças do governo sírio sob pretexto de estas usarem ou quererem usar armas químicas, a manutenção da política de Israel de esmagamento das populações árabes da Palestina, divergências entre o Qatar e outros estados árabes, ao que se diz por aquele emirato ter boas relações com o Irão, entre outras igualmente pouco auspiciosas.

Pouca gente tem tido a coragem revelada por Jeremy Corbyn ao apontar a relação directa entre as políticas desenvolvidas pelas potências ocidentais naquela parte do mundo e o afluxo incessante de refugiados à Europa e as acções terroristas contra as populações europeias norte-americanas (clicar no quinto link abaixo e ler a análise de Luiz Eça publicada no Correio da Cidadania). Entretanto parece esboçar-se um entendimento entre o novo grande líder Emmanuel Macron e o plutocrata norte-americano, para continuar a política de destruição na região. Se Assad, ao contrário dos sheiks sauditas, não faz parte dos planos dos líderes ocidentais, que estão ansiosos por conseguir subjugar o Irão e isolar a Rússia, o que dizer dos curdos, cercados por todos os lados, e cada mais longe de conseguirem uma pátria? Entretanto o papão Daesh/ISIS, apesar de parecer estar a sofrer derrotas sobre derrotas, devidas sobretudo à entrada da Rússia na guerra, continua a resistir, e promete mudar de tácticas, no seu papel de papão de populações exaustas e desejosas de tranquilidade e bem-estar. Quantas armas, das fornecidas pelos Estados Unidos à Arábia Saudita (clicar no último link abaixo), já estarão nas mãos desta organização, que todos classificam como terrorista?

Propomos que cliquem nos links abaixo:

 

https://guardian.ng/news/macron-trump-vow-joint-response-if-chemical-attack-in-syria/

https://www.yahoo.com/news/macron-trump-agree-together-syria-chemical-attack-elysee-165437604.html

https://www.publico.pt/2017/06/27/mundo/noticia/dezenas-de-mortos-em-ataque-dos-eua-contra-prisao-gerida-pelo-daesh-1777100

https://www.theguardian.com/world/2017/jun/27/us-syria-warning-assad-regime-chemical-attack

http://www.correiocidadania.com.br/2-uncategorised/12645-como-combater-e-nao-combater-o-terrorismo

http://time.com/4787797/donald-trump-yemen-saudi-arabia-arms-deal/

 

About joaompmachado

Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

3 comments

  1. Pingback: EDITORIAL – A GUERRA INFINITA À NOSSA PORTA | eduardocalane

  2. Francisco Tavares

    Excelente editorial.

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  3. E que podemos concluir da venda de 36 caças pelos EUA ao Qatar, após o terem acusado de apoiar o terrorismo?!

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