RACISMO, NÃO OBRIGADA por Luísa Lobão Moniz

A televisão, a imprensa escrita, a rádio, os telemóveis têm-se revelado um apoio à revelação do que se passa no mundo.

Por vezes são muito cruéis as imagens, as entrevistas que têm sido feitas durante os incêndios, cheias, furacões. Vimos, quase em directo, as manifestações pró e contra o racismo que ocorreram no “dono da Paz”, os Estados Unidos da América…

A muitos de nós veio a recordação das lutas que foram necessárias para a igualdade entre pessoas com a pele de outra cor que não a branca…Os racistas começam a surgir manifestando-se na rua tentando demonstrar que o racismo está vivo.

Mas afinal o que é o racismo? O racismo é um modo de estar que se foi modificando à medida que os regimes políticos, as representações do outro se foram adaptando sem, no entanto, desaparecer, como se pensava no final da II Guerra Mundial.

O racismo comporta em si mesmo  ideologia, preconceito e discriminação que são de difícil definição.

O racismo não se manifesta explicitamente só pela cor da pele ou por razões culturais, manifesta-se por relações de poder. Os migrantes vêm tirar os empregos, mas os nacionais quererão fazer os trabalhos que fazem os migrantes?

É-se racista quando há hierarquias de poder prepotentes e quando os migrantes vivem um estatuto social no fim da tabela, quando são os mais fracos no meio social.

Todos os sem poder podem ser vítimas de descriminação por parte de quem manda ou de quem quer mandar. Exemplos desta situação são as crianças, os deficientes, as mulheres, quem vive em bairros sociais, os trabalhadores não qualificados, os homens e mulheres que vivem em habitações abarracadas…

Os mais vulneráveis da defesa dos seus direitos.

É fácil fazer um discurso discriminatório relativamente aos ciganos. A representação social dos ciganos é de quem só causa problemas e quer os mesmos direitos que “nós”.

É fácil fazer um discurso discriminatório relativamente aos caboverdeanos. A representação social liga-se a actos de violência.

É fácil fazer um discriminatório dos sem-abrigo. Não querem fazer nada.

Os racistas gostavam que quem não é português fosse para as suas terras.

É romeno, mas é boa pessoa. Este “mas” é significativo.

Cada um gostaria de fazer parte do grupo com mais poder, veja-se como se comportam socialmente quem é detentor de pequenos poderes!

Racismo, não obrigada.

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