NÃO SOU O ÚNICO por Luísa Lobão Moniz

Não sou o único

Pensas que eu sou um caso isolado

 Não sou o único a olhar o céu

 A ver os sonhos partirem

À espera que algo aconteça

 A despejar a minha raiva

A viver as emoções

A desejar o que não tive

Agarrado às tentações

E quando as nuvens partirem

O céu azul brilhará

E quando as trevas abrirem

Vais ver, o sol brilhará

Vais ver, o sol brilhará

Não, não sou o único

Não, sou o único a olhar o céu

Não, não sou o único

Não, sou o único a olhar o céu

Pensas que eu sou um caso isolado

Não sou o único a olhar o céu

A ouvir os conselhos dos outros

E sempre a cair nos buracos

A desejar o que não tive

Agarrado ao que não tenho

Não, não sou o único

Não sou o único a olhar o céu

 E quando as nuvens partirem

O céu azul ficará

E quando as trevas abrirem

Vais ver, o sol brilhará

Vais ver, o sol brilhará

Zé Pedro um sonhador, um sorriso permanente, fundou com outros músicos o conhecido grupo “Xutos e Pontapés”.

Aspirava que todos tivessem um sol a brilhar quando as nuvens se apartassem, desejava esse brilho, também para ele que não era o único que se agarrava ao que não teve nem ao que não tinha….

Talvez o nome do grupo seja o transparecer de algo em comum que muitos, da sua geração sentiam: desejar o que não tiveram. Quem sabe se afectos.

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