A SUSTENTABILIDADE DA ADSE SÓ PODERÁ SER CONSEGUIDA COM AJUDA (também) DOS BENEFICIÁRIOS – INFORMAÇÃO 2/2018 AOS BENEFICIÁRIOS DA ADSE –

 

A SUSTENTABILIDADE DA ADSE SÓ PODERÁ SER CONSEGUIDA COM AJUDA (também) DOS BENEFICIÁRIOS

INFORMAÇÃO 2/2018 AOS BENEFICIÁRIOS DA ADSE

Um problema grave que enfrenta atualmente a ADSE e que põe em causa a sua sustentabilidade futura, se não forem já tomadas medidas, é o facto das despesas com saúde pagas pela ADSE estarem a crescer mais rapidamente do que as receitas que têm como origem os descontos feitos pelos trabalhadores e aposentados da Função Pública.

E esse crescimento mais elevado não resulta apenas do aumento do custo de saúde, determinado pela inovação, e pelo envelhecimento da população abrangida pela ADSE como pretendem fazer crer, mas também de preços excessivos, sem qualquer controlo, faturados nomeadamente pelos grandes grupos privados de saúde e também  consumos desnecessários impostos pelos prestadores de saúde aos beneficiários para assim aumentarem a faturação e os lucros. E é nesta área que a ADSE precisa muito da ajuda dos beneficiários para garantir a sua sustentabilidade.

CRESCIMENTO DA DESPESA COM SAÚDE DA ADSE MUITO SUPERIOR AO AUMENTO DA RECEITA OBTIDA DOS DESCONTOS DOS BENEFICIÁRIOS/TITULARES

O quadro 1, construído com dados da ADSE, mostra como a despesa com a saúde paga pela ADSE e como as receitas que têm como origem os descontos dos trabalhadores e aposentados da Função Pública têm aumentado nos últimos 4 anos.

Quadro 1- Despesas com saúde e receitas de descontos – ADSE – 2014/2017

É NECESSÁRIO QUE OS BENEFICIÁRIOS CONHEÇAM A REALIDADE PARA PODEREM DEFENDER A ADSE E O DINHEIRO QUE DESCONTAM PARA ELA

Recentemente alguns órgãos de informação, participantes nesta campanha de manipulação de opinião pública, veicularam a noticia que a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), dominada pelos grandes grupos privados de saúde, tinha colocada uma providência cautelar em relação à nova tabela de preços da ADSE que ainda não entrou em vigor (TVI24) ou então para fazer correção retroativa de faturas. No entanto, este tipo de noticias induz engano, pois a verdade é diferente e não foi reposta.

Desde 2009, nas convenções assinadas com os grupos privados de saúde, e aceites por eles, existe uma adenda relativamente aos preços abertos, portanto a preços em que a ADSE não fixou limites (por ex., garante   pagar 80% de qualquer preço faturado pelo prestador privado, seja qual for o seu montante). E essa adenda dispõe, para evitar exageros dos privados, que o preço faturado pelos diferentes prestadores em cada ano, em relação aos atos com preços abertos, não poderá ser superior ou ao preço médio faturado por todos os prestadores de saúde mais 10% (ver tabela atual de preços convencionados disponível no site da ADSE, código 6032 regra nº 10; código 6074 regra nº5; código 6631 regra nº2; código 6638 regra 2; código 6640 regra nº4;) ou então ao preço mais baixo faturado nesse ano por um prestador. Isto consta das convenções assinadas e das tabelas publicadas.

Para que os beneficiários da ADSE possam ficar como uma ideia concreta como funcionava a ADSE, e como eram utilizados os seus descontos, situação esta que neste momento se está a procurar corrigir embora gradualmente, e por isso está a levantar uma forte oposição dos grandes grupos privados de saúde que dominam a APHP, aqui vão alguns exemplos reais dos muitos que se poderiam apresentar:  

A UTILIZAÇÃO DA MENTIRA PARA VIRAR A OPINIÃO PÚBLICA  E OS BENEFICIÁRIOS CONTRA A ADSE: as declarações do bastonário da Ordem dos médicos

Na campanha contra as medidas que a ADSE está a procurar pôr em pratica (uma nova tabela de preços com novas regras) com o objetivo de colocar um travão a estes comportamentos indevidos e ilegítimos de prestadores de cuidados de saúde (tenha-se presente que não são todos, mas sim vários, e alguns muito importantes com uma enorme faturação anual), a mentira é também uma arma utilizada com o objetivo de manipular a opinião pública e os beneficiários. É importante que os trabalhadores e aposentados não se deixem enganar. E por vezes têm origem em entidades e pessoas de que, pela responsabilidade social, menos se esperava. É o que aconteceu com o bastonário da Ordem dos médicos que veio a público em defesa nomeadamente dos grandes grupos privados de saúde utilizando para isso a mentira ou dando prova de ignorância.

Como numerosos órgãos de informação divulgaram incluindo as televisões (a LUSA fez um comunicado que foi distribuído aos órgãos de informação que o divulgaram por todo o país), o bastonário da Ordem dos Médicos declarou (transcrevemos)  “Os preços que a ADSE tem praticado são absolutamente escandalosos. Existem alguns atos médicos, como as biopsias da próstata …. em que a remuneração paga pela ADSE nem sequer serve para cobrir as despesas do material que é utilizado para os exames” . E, para convencer quem o ouvia (as declarações foram feitas às televisões), referiu um preço inferior a 4€.

A verdade é outra. O preço pago pela ADSE é cerca de 4 vezes superior, e como estas biopsias estão associadas a outros itens faturados pelos prestadores, a ADSE pagou, em média, em 2017, por cada biopsia 70€. E como o bastonário da Ordem dos médicos, depois de ter sido informado, recusou-se a publicamente corrigir a intervenção que fez em defesa dos interesses dos hospitais privados, a mentira ficou, e continua em inúmeros “sites” que qualquer um pode ainda ler, e a manipulação da opinião pública continua a fazer-se. Desta forma, e também com uma grande pressão e mesmo chantagem sobre os órgãos sociais da ADSE, nomeadamente por parte dos grandes grupos privados de saúde e da sua associação querem manter a liberdade de faturar preços exorbitantes sem controlo pelos serviços de saúde que prestam aos beneficiários da ADSE. Neste momento, estão empenhados em que a nova tabela de preços e as novas regras, a que o  conselho geral de supervisão da ADSE, em que participo, deu um parecer favorável por unanimidade, que visam pôr um certo travão nesta situação de descontrolo que existe na ADSE, não entre em vigor ou entre em vigor de uma forma desvirtuada. É necessário que o conselho diretivo da ADSE não ceda a pressões e chantagens, o que exige de todos (conselho de supervisão e beneficiários) um acompanhamento atento e vigilante.

COMO OS BENEFICIÁRIOS PODEM AJUDAR A SUSTENTABILIDADE DA SUA ADSE?

Para isso clique no link : https://www.adse.pt/atendimentoonline/

 

About joaompmachado

Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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