CARTA DE BRAGA – “Utopia disponível com mariposa” – por ANTÓNIO OLIVEIRA

 

 

Peter Lindert, catedrático da Universidade californiana de Davis e ex-presidente da Associação Americana de História Económica é um economista a funcionar em contra ciclo, pois teve o descaramento de afirmar recentemente, que “o estado do bem-estar funciona”!

Acrescenta ainda que os países escandinavos, modelos daquela forma de governar e que, nos anos cinquenta e sessenta, centraram todos os seus investimentos e esforços na educação e na saúde, conseguiram levar os cidadãos a tornarem-se mais produtivos.

Por outro lado, citando a Transparência Internacional, também afirma que os estados com grandes orçamentos sociais – Dinamarca, Finlândia e Suécia – estão entre os que apresentam menores índices de corrupção!

Mas os donos dos ecrãs cá do Eucaliptal vão tendo o cuidado de me lembrar, quase a diário, que vivo aqui, apesar de tudo o que eu possa pensar sobre orçamentos, éticas, bancos bons e maus, julgamentos na praça pública e outros também, exclusividades e quejandos, temas só ao alcance de pessoas como o Zé Gomes, que debita coisas num deles e que, por motivos óbvios, já não ouço nem vejo há muito tempo.

Quando ainda gastava dele (estou a falar em termos económicos!) fiquei muitas vezes a pensar que a verdade tem uma enorme amplitude, querendo dizer tantas e tão diversas coisas, que até poderia servir para muito pouco ou quase nada.

Equivaler mesmo a uma ocasional e eventual correspondência entre aquilo que ele pensava e aquilo que dizia, mas para isso e para a verdade tivesse algum valor, também era fundamental ele acreditar nela!

Uma correspondência que nunca consegui detectar, porque a verdade é a diferença entre informação e opinião, mas a elasticidade das palavras do tal Zé Gomes, nunca me permitiu acabar um serviço noticioso sem aquela sensação de irrelevância em que nada é seguro e garantido, deixando-me sempre como estando a jogar à cabra-cega!

Devo acrescentar que os meus conhecimentos dos meandros das economias macro ou mini, ficam mais por estas, por serem as que melhor correspondem ao equilíbrio dos meus mini proventos, frente às macro vontades dos meus fornecedores – mercearia, padaria, retrosaria e outros – mas tendo um pouco de repouso e servir até para me recarregar baterias, sempre que entro numa livraria.

Frequento-as por continuar a acreditar numa das minhas utopias sempre disponíveis – “Ler é a coisa mais parecida com amar. Quando se lê, só se pode ler, não se pode fazer mais nada!” e já nem lembro quem o afirmou, nem quando!

Mas também continuo a acreditar piamente que o simples facto de ler, poderá ser o vórtice daquele efeito mariposa, demonstrado por Edward Lorenz em 1963, “O bater de asas de uma simples ‘mariposa’ poderá influenciar o curso natural das coisas e talvez provocar assim, um tufão no outro lado do mundo”.

António M. Oliveira

 

Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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