Um adeus a Carlos Tenreiro- reflexões em torno da bolha cognitiva dos tempos de agora: 1. Uma década turbulenta, por Matthew Soener

Carlos Tenreiro

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

1. Uma década turbulenta

Recensão sobre o livro de Adam Tooze, Crashed. How a Decade of Financial Crises Changed the World, Penguin

Matthew SoenerPor Matthew Soener

Publicado por Ideas books em 18 fevereiro de 2019

Adeus porta aberta texto 0

 

 

A crise financeira de 2008 revelou fragilidades significativas no capitalismo global. Como é que a resposta política moldou a década seguinte? No seu livro, o historiador económico Adam Tooze narra os principais acontecimentos deste período, desde os resgates do setor financeiro até às mudanças geopolíticas em todo o mundo.

 

Passaram dez anos desde que o Lehman Brothers entrou em colapso e enviou ondas de choque através do sistema financeiro global. Na época, o ex-presidente do Comité de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, Barney Frank, disse que o dia 15 de setembro de 2008 seria lembrado como “o dia do mercado livre”. A ironia de Frank é uma apropriada forma de dizer adeus a uma época em que economistas, políticos e organismos financeiros internacionais consideravam os mercados auto-regulados como uma cura política e económica para todos os problemas. O crash exigiria pacotes massivos de resgate e uma coordenação política. Dez anos depois, a doença financeira está contida, mas o mundo parece estar a deslizar ainda mais para a crise política. Na verdade, a última década parece ser uma marcha inexorável rumo a Trump e Brexit. Num título recente do Financial Times diz-se: “o populismo é o verdadeiro legado da crise financeira global“. Como é que se chegou a isto?

 

Abordagem à Finança Global

A história dos últimos dez anos é narrada magistralmente pelo historiador económico britânico Adam Tooze no seu livro Crashed: How a Decade of Financial Crises Changed the World (Desastre: Como uma década de crises financeiras mudou o mundo). Numa obra rica em detalhes, Tooze narra os principais acontecimentos deste período, desde resgates do setor financeiro, programas de estímulo, cortes provocados pela austeridade, a gestão da crise da dívida soberana da Europa até às mudanças geopolíticas em todo o mundo. Com mais de 700 páginas, este livro é o relato mais autorizado da crise global e das suas consequências até agora publicado.

O livro é um livro abrangente, mas centrado nas finanças. Na opinião de Tooze, só compreendendo o “funcionamento interno do sistema financeiro baseado no dólar e a sua fragilidade” (p. 5) poderemos apreciar a ascensão de figuras como Donald Trump e as atuais desconfortáveis tensões multipolares no mundo. Isso não é tanto em defesa do “determinismo económico” (embora os leitores interessados no papel da xenofobia e do racismo tenham que procurar noutros lugares), mas sim porque o sistema financeiro liderado pelos EUA é um eixo central sobre o qual o mundo gira no século 21. Para nos explicar isso, Tooze recorre à imprensa financeira, às notas pessoais dos seus principais arquitetos, a relatórios monetários oficiais e a novas pesquisas do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) para mapear a finança global e as principais decisões políticas tomadas em relação a ela.

No livro Crashed, temos uma análise sofisticada das finanças como uma densa rede transnacional de interesses. Embora às vezes possa parecer ao leitor uma exposição muito técnica, a leitura de Tooze é uma das suas realizações mais impressionantes porque o autor muda o centro da atenção da dinâmica entre os diferentes estados-nação para olhar para a finança como uma “matriz interligada” dos balanços patrimoniais de um modo global. Uma segunda visão crítica que se ganha com a leitura do livro é a ideia com que se fica do enorme grau de apoio político que a finança requer. A afirmação de Karl Polanyi de que os mercados liberais e politicamente neutros são fantasias utópicas é igualmente verdadeira ainda nos dias de hoje [1]. Para Tooze, a crise de 2008 revelou que ainda vivemos na era do “grande governo” e que o sistema monetário é “irredutivelmente político”. Além disso, essas intervenções tecnocráticas, em simultâneo, evitaram o pior da crise e aproximaram-nos de uma situação de caos político mundial.

A abordagem de Tooze para estudar a finança permite-lhe ligar eventos aparentemente díspares. Há uma linha reta entre a vaga de execuções hipotecárias americanas, a crise da zona euro e a guerra da Rússia com a Ucrânia, por exemplo. Esse fio condutor é mais do que uma narração inteligente. Tem profundas implicações políticas. Por detrás das histórias que nos conta sobre estes acontecimentos, esconde-se um sistema monetário instável. Não basta simplesmente culpar a integração económica europeia, a beligerância russa, a desregulamentação americana ou os sentimentos reacionários da classe média ocidental – por mais reais que estas questões sejam. Precisamos de analisar a centralidade de um sistema financeiro dominado pelo dólar nos assuntos mundiais. Tooze faz precisamente isso. No entanto, ele evita politizar esse tópico e não presta uma atenção total às desigualdades socioeconómicas no coração da finança global. Sem tratarmos diretamente desta questão, não estaremos menos seguros de como enfrentar o poder da finança – um problema central do nosso tempo.

 

O colapso financeiro global

Tooze organiza o livro Crashed- em quatro partes: “Formando a Tempestade”, em que  explica  o período que antecedeu a crise, “A Crise Global”, que explica a crise e a sua resposta imediata, “A Zona Euro”, em que se concentra  (principalmente) nessa crise, e “Réplicas dos Choques”, onde Tooze analisa as consequências da politica praticada nos anos anteriores. Os eventos em “Réplicas dos Choques ” não poderiam ter sido antecipados por Tooze. Como ele explica na introdução, ele decidiu escrever o livro por volta de 2012, quando a crise parecia ter um começo e um fim. Os Estados Unidos reelegeram Barack Obama e o pior da crise da zona euro parecia ter passado. Este período parece agora muito distante. No entanto, no momento da crise, esta visão política era dominante no Ocidente.

Tooze começa o livro descrevendo o Projeto Hamilton – uma encarnação do projeto político no momento atual. Fundado por Robert Rubin, ex-assessor económico de Bill Clinton e executivo de Wall Street, o Projeto Hamilton serviu como uma influente organização do Partido Democrata. O grupo defendeu que eram necessários orçamentos equilibrados e a confiança dos investidores para evitar que “os investidores dos mercados obrigacionistas ” pudessem perturbar o financiamento público. Os membros-chave levaram esta visão da Terceira Via para a Casa Branca de Obama. Estas prioridades pró-mercado tinham tido, é claro, o apoio bipartidário em Washington por algum tempo e foram igualmente defendidas na Europa. Criaram-se quer as condições para o desastre quer para a resposta tecnocrática para o gerir.

Graças à desregulamentação sob os presidentes Clinton e Bush Jr., os bancos comerciais venderam hipotecas imobiliárias a bancos de investimento como títulos negociáveis. No entanto, o financiamento para o mercado imobiliário americano, estimado em 20% da riqueza global, era muito dificilmente um assunto apenas americano. Tooze afirma que

“toda a estrutura da banca internacional no início do século XXI era transatlântica” (p. 79).

Como aqueles que estão familiarizados com a crise sabem, o crédito para os títulos garantidos por hipotecas americanas veio de mercados de empréstimos de curto prazo, como o papel comercial emitido por empresas e acordos de recompra ou “repos”. Menos conhecido é que grande parte desse crédito veio da Europa. Sob a liderança de Jean-Claude Trichet, o Banco Central Europeu promoveu um crescimento de baixa inflação e o desenvolvimento de mercados de crédito profundos. Os bancos europeus negociaram em grandes volumes de dólares e compraram muitas casas americanas. É importante ressaltar que esses bancos estavam muito mais alavancados do que os seus concorrentes de Wall Street. Enquanto os passivos bancários como percentagem do PIB eram inferiores a 100% nos Estados Unidos, eles eram 400% e 500% na França e no Reino Unido, respetivamente (p. 111).

O lado do passivo é para Tooze o “verdadeiro coração” da crise. Como os mercados de crédito de curto prazo começaram a congelar em agosto e setembro de 2008, os bancos europeus ficaram vulneráveis. Tooze, portanto, desmistifica a ideia de que a crise da zona euro não estava relacionada com a Grande Recessão da América. Como ele retoricamente pergunta:

“Terá sido apenas por acaso que as duas crises se seguiram tão perto uma da outra?” (p. 91)

Os reguladores e banqueiros da Europa continental orgulhavam-se dos seus sistemas financeiros mais estáveis. O problema para os europeus eram os riscos desregrados assumidos em Nova Iorque e Londres. Por exemplo, o ministro das Finanças de Silvio Berlusconi não estava inicialmente preocupado com o sistema bancário italiano porque “não falava inglês” (p. 73). Apesar das diferenças nacionais e na regulação, Tooze coloca em relevo o que muitas vezes é negligenciado: os principais bancos da França, Alemanha e Benelux estavam firmemente integrados na órbita de Wall Street e da City de Londres e forneceram crédito para a tomada de riscos no espaço anglo-americano. O colapso do mercado imobiliário em 2008, portanto, colocou em movimento enormes dificuldades financeiras na Europa. Um casamento perigoso entre a falta de rotativas para imprimir papel moeda e o apetite pela redução do défice teve como efeito ampliar este problema na zona euro. O que Crashed estabelece, portanto, é que a ordem financeira internacional é transatlântica, dominada pelo dólar e centrada numa pequena rede de bancos poderosos.

 

A política de gestão de crises

Este sistema financeiro requer uma supervisão política substancial. Tooze não está sozinho em afirmar que o neoliberalismo requer a intervenção do Estado [2]. No entanto, ele fornece uma leitura muito original sobre o resgate. Depois do governo americano ter deixado o Lehman Brothers entrar em falência, o sistema financeiro precisava de dólares. Isso foi especialmente verdade na Europa porque o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra detinham reservas de dólares relativamente baixas. O Fed, portanto, agiu internacionalmente ao emprestar dólares a bancos centrais estrangeiros através de uma política obscura chamada “linhas de swap de divisas”. Centenas de milhares de milhões de dólares inundaram os mercados globais em 2008-9. Estas ações, em conjunto com o programa de estímulo da China – um espantoso 12,5% do PIB em 2008 – mitigaram o pior da crise financeira. Além disso, os Estados Unidos mostraram que ainda poderiam tomar medidas decisivas para orquestrar os mercados financeiros globais. De facto, Tooze conclui que embora a liderança de Obama

“não tivesse nem a urgência nem a importância política da era do Plano Marshall… ela ajudou, e em muito, a Europa a atravessar a sua pior crise desde o final da Segunda Guerra Mundial” (p. 444).

No entanto, a gestão de crises exacerbou as tensões geopolíticas existentes. Aqui, Tooze presta especial atenção à Europa Oriental. Ele explica que, como a Ucrânia dependia do capital estrangeiro, os ucranianos foram forçados a pedir um empréstimo ao FMI e pedir dólares emprestados através do Federal Reserve. No entanto, quando o Fed começou a retirar seu programa de estímulo em 2013 (o chamado “taper tantrum”, ou ataque de redução da dose), Viktor Yanukovych estava sob uma enorme pressão para escolher entre a adesão à União Europeia ou uma integração mais estreita com a Rússia.

Depois de escolher este último caminho, uma minoria pró-UE exigiu a sua demissão. Isso levou a uma grave crise política que culminou com uma invasão russa da Ucrânia Oriental.

 

O aprofundamento da crise

A estabilização do mercado foi bem sucedida no curto prazo. A ideologia liberal e as políticas de austeridade, no entanto, revelaram-se politicamente desestabilizadoras no Ocidente. A desigualdade socioeconómica sem dúvida agravou a situação. No capítulo, “American Gothic”, Tooze descreve a gravidade desse problema, desde a estagnação dos salários até ao aumento chocante das taxas de mortalidade entre os trabalhadores americanos devidas a “mortes por desespero”. Os dirigentes políticos associados ao Projeto Hamilton e ao Partido Democrata não tiveram nada a oferecer aos excluídos. A situação não é diferente na Europa. Como Tooze corretamente observa:

“Os liberais centristas debatem-se para dar respostas convincentes para os problemas de longo prazo da democracia capitalista moderna” (p. 20).

Dentro deste clima, os eleitores da direita e os desiludidos e descontentes com o centro esquerda, têm vindo a expressar o seu ressentimento face aos liberais centristas em Londres, Washington e Bruxelas. Estas elites não conceberam soluções políticas em torno da transformação das instituições capitalistas nem apresentarem sequer um programa para diminuir a ansiedade socioeconómica. Em vez disso, elas procuraram preservar a forma como as coisas eram antes e faziam-no através de fins puramente tecnocráticos. A classe política, portanto, reafirmou os problemas de um sistema socioeconómico já de si muito problemático.

A narrativa de Tooze ajuda-nos a compreender estas consequências sociais. A este respeito, Crashed está também na mesma linha que outros importantes diagnósticos do nosso tempo, como The Retreat of Western Liberalism de Edward Luce e Age of Anger de Pankaj Mishra. No entanto, enquanto estes autores explicam os nossos graves problemas políticos atuais através da problemática de conceitos centrais como a democracia liberal (Luce) ou o capitalismo (Mishra), Tooze não avança por esta via. Ele vê as divisões sociais como resultados mais do que como elementos internos do tema do livro: o sistema financeiro. Tooze, em vez disso, prefere a análise detalhada da contabilidade do sistema monetário e das decisões políticas de alto nível para mapear a geografia da crise. Dado o seu vasto conhecimento sobre estes temas, aprendemos muito com esta sua análise. Mas poderíamos ter esperado por uma discussão mais substantiva sobre o poder da finança. O capitalismo financeiro nesta descrição é qualquer coisa “que é externa” e que os eleitos e os banqueiros centrais devem por vezes gerir em vez de ser uma força sistemática que (des)organiza as nossas vidas. A finança não é somente uma questão de fluxos transfronteiriços complexos e empréstimos bancários, mas também de poderosos interesses de propriedade. Estas práticas entram em conflito com os interesses da elite não económicos. Por exemplo, os compromissos do banco central com a meta de inflação e a liberalização ao longo das últimas décadas levaram à estagnação dos salários dos trabalhadores e facilitaram o crescimento dos rendimentos financeiros. Este crescimento “escorreu para cima” [foi sugado pelos detentores de capital e pela finança] e aumentou as carteiras de investidores e os rendimentos dos “trabalhadores ricos” na finança. Além disso, desviou dinheiro das possíveis utilizações produtivas para gerar uma taxa mais elevada de rentabilidade sobre o investimento (ver, por exemplo, Hung e Thompson, 2016; Orhangazi, 2008).

A abordagem de Tooze para compreender a política do capitalismo financeiro concentra-se principalmente nas ações de personalidades políticas chave como Ben Bernanke, Barack Obama, Janet Yellen e Mario Draghi. Em contraste, o Occupy Wall Street teve apenas direito a três parágrafos e os protestos anti-austeridade na Europa não são em número maior. O livro é, por outras palavras, uma história “vista de cima”. Tooze ignora que os protestos de 2010-11 na Grécia e na Espanha tenham tido um efeito significativo. Foram os políticos que perceberam que as suas políticas falharam. Devemos confiar que Tooze está correto. Mas este exemplo levanta a questão sobre porque é que, num livro abrangente sobre as consequências da finança global, Tooze minimiza o conflito social e os problemas de distribuição neste sistema. Os detalhes mais finos do capital financeiro apresentados em Crashed, embora lúcidos e perspicazes, não falam diretamente das grandes questões que animam aqueles que saíram às ruas desde Zuccotti até ao parque Gezi.

Essa perspetiva pode refletir um enviesamento nas fontes que agora temos à nossa disposição. Os relatórios do BIS e do The Economist não estão em sintonia com essas questões sociológicas. No entanto, tem havido uma crescente atenção à relação entre desigualdade e finança no mundo pós-crise, mas essa relação é posta de lado em Crashed. Mesmo os economistas do pensamento económico dominante, os economistas neoliberais, como foi o caso de Raghuram Rajan levaram essas relações a sério em Fault Lines – um livro antigo sobre a crise. Rajan argumentou que o crédito [o endividamento] foi a solução para a estagnação dos salários nos Estados Unidos. Isto alimentou os investimentos financeiros e tornou as famílias americanas vulneráveis, sem alterar as suas circunstâncias materiais. Visto desta forma, o crescimento liderado pela finança deu-se à custa dos 99%. Este dilema distributivo criou as condições para o crash de 2008 e, por não ter sido resolvido, está no centro da turbulência política pós-crise.

Para Tooze, esta agitação faz lembrar o colapso global de 1914, face ao qual ele traça paralelos no final do livro. O resgate de 2008 direciona-nos igualmente para o que aconteceu depois de a guerra ter terminado, quando os arquitetos políticos tentaram restaurar a época burguesa do período de antes da guerra. A perseverança do sistema é o verdadeiro legado de 2008. Assim como em 1918-19, abordar objetivos de curto prazo no rescaldo imediato de uma rutura histórica deu lugar a graves problemas de longo prazo. Tooze ensina-nos essas lições com vivos detalhes, tornando Crashed uma leitura essencial não apenas para entender a última década, mas também para perceber os anos incertos que estão para vir.

 

Leituras complementares

  • Edward Luce, The Retreat of Western Liberalism, London, Little Brown, 2017
  • Ho-fung Hung & Daniel Thompson, “Money Supply, Class Power, and Inflation: Monetarism Reassessed”, American Sociological Review, vol. 81, n°3, 2016, pp. 447-466.
  • Karl Polanyi, The Great Transformation: The Political and Economic Origins of Our Time, Boston, Beacon Press, 2001
  • Özgür Orhangazi, “Financialisation and Capital Accumulation in the Non-Financial Corporate Sector: A Theoretical and Empirical Investigation on the USEconomy: 1973-2003”, Cambridge Journal of Economics, vol. 6, n°1, 2008, pp. 863-886.
  • Pankaj Mishra, Age of Anger: A History of the Present, New York, Farrar, Straus, Giroux, 2017
  • Quinn Slobodian, Globalists: The End of Empire and the Birth of Neoliberalism, Cambridge, MA, Harvard University Press, 2018
  • Raghuram G. Rajan, Fault Lines: How Hidden Fractures Still Threaten the World Economy, Princeton, NJ. Princeton University Press, 2010
  • Sam Ginden & Leo Panitch, The Making of Global Capitalism: The Political Economy of American Empire, New York, Verso Books, 2012
  • Steven K. Vogel, Freer Markets, More Rules: Regulatory Reform in Advanced Industrial Countries, Ithaca, NY, Cornel University Press, 1998

Texto disponível em https://booksandideas.net/A-Turbulent-Decade.html

O autor: Matthew Soener é um investigador de pós-doutoramento em Sciences Po. Os seus interesses abrangem a financeirização da economia, a desigualdade social e a economia política da mudança climática. Juntamente com vários colegas, ele está atualmente a estudar a intersecção das desigualdades de género, imigrantes e de classe nos locais de trabalho franceses.

 

 

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