Sobre as razões que estão na base dos focos de tensão entre a China e os Estados Unidos – 17. O défice comercial não é o bicho-papão. Por John Mauldin

Tensão EUA China 0

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Sem com isso retirar a importância e a excelência da análise de John Mauldin, não podemos deixar de chamar a atenção do leitor para a questão de que para baixarem o seu défice comercial seria necessário os americanos pouparem mais, porque consomem demasiado. Michael Pettis em texto editado neste blog em 5 e 6 de novembro de 2018, intitulado O défice comercial dos EUA não é provocado pelo baixo nível de poupança nos EUA (aqui e aqui) analisa criticamente, e muito lucidamente, o erro de perspetiva a que pode conduzir uma análise mecanicista da aritmética de base da balança de pagamentos. Como diz Michael Pettis, em jeito de conclusão,

“Se tenho razão, então não é certo que os Estados Unidos tenham um défice da balança corrente porque os americanos poupam muito pouco. É exatamente o contrário: os americanos economizam muito pouco porque os Estados Unidos têm um défice de balança corrente ou porque têm um excedente na balança de capital: as entradas de capital estrangeiro deprimem automaticamente a poupança americana.”

JM

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17. O défice comercial não é o bicho-papão

john mauldin Por John Mauldin

Publicado por mauldin economics logo em 5 de outubro de 2018 (texto original aqui)

17 O défice comercial não é o bichopapão 1

Tenho que confessar uma coisa: eu tenho um enorme défice comercial. Não é com a China nem com o México, mas com a Amazon. Eu compro todo o tipo de bens à Amazon e Jeff Bezos [fundador e presidente da Amazon] ainda tem que gastar um cêntimo comigo. Não é justo.

Parece ridículo? Isso é exatamente o que é. Totalmente absurdo. Eu gosto da Amazon. Estou feliz com os itens que a empresa me envia vindos do estrangeiro e (eu presumo) a Amazon está feliz por receber o meu dinheiro. Ganhamos ambos com isso.

O mesmo tipo de relacionamento existe entre os EUA e a China, embora com algumas reviravoltas que discutiremos abaixo. Isso não quer dizer que a China seja um menino de coro da política comercial, mas o défice comercial não é o problema-chave. Tentar “consertá-lo” não vai levar a conseguir o que queremos e pode ter sérios efeitos colaterais.

Os défices comerciais ou excedentes não são maus nem bons. São uma característica natural das economias que já largaram a troca direta e que estão situadas no quadro da chamada divisão internacional do trabalho… por outras palavras, um sinal do sucesso. Para certos países, há momentos em que os défices comerciais simplesmente não fazem nenhuma diferença. E há momentos em que podem ser devastadores. Tudo depende do excedente da balança corrente, um conceito de que iremos falar mais abaixo, e/ou se a moeda do país tem estatuto de moeda de reserva. Não é difícil de entender, então vamos avançar.

Nada a temer

O Presidente Trump parece pensar que o país com um défice comercial automaticamente está a “perder” a favor do país que tem um excedente. Eu suspeito que esta sua visão das relações económicas internacionais vem da forma como ele dirigiu os seus negócios e da sua compreensão da dívida, mas as duas coisas não são idênticas, e até que ele compreenda que vamos falar sobre conceitos estúpidos como guerras comerciais e tarifas. Gostaria que os assessores dele o ensinassem.

Uma coisa que os leitores parecem apreciar nos meus textos é que eu tento tornar a informação complexa em informação simples, acessível. Hoje, vou tentar tornar mais simples uma coisa já de si bem simples.

Primeiro, simplesmente usar a palavra “défice” em conjunto com a expressão comércio internacional soa a má coisa para a grande maioria das pessoas. Todos nós sabemos que um défice nas nossas finanças pessoais significa que gastamos mais do que ganhamos, o que é mau.  E assim nós igualamos esse tipo de défice com a ideia de défice comercial. Isto faz um grande tema político e uma maravilhosa demagogia. Os défices comerciais e o populismo andaram sempre juntos durante séculos.

 

O que é um défice comercial?

Vamos fazer uma pausa aqui e definir os nossos termos. Um défice comercial ocorre quando a nação X compra mais bens e serviços (em valor) à nação Y do que Y compra à nação X. Neste exemplo, X tem um défice comercial com Y e Y tem um idêntico excedente comercial com X.

E isto funciona para com todos os outros países com os quais temos um défice comercial com ou excedente comercial. Nós compramos os bens deles e eles ficam com os nossos dólares.

Isto não é mal nenhum. Na verdade, é indiscutivelmente melhor para o lado dos EUA, porque a China (e todos os outros) aceitam a nossa moeda como pagamento, em vez de exigirem que obtenhamos renminbis para pagar a fatura. Os EUA podem fazer isso porque temos a moeda de reserva do mundo. É o que o ministro das Finanças francês (e mais tarde presidente) Valéry Giscard d’Estaing qualificou com desprezo de “privilégio exorbitante” na década de 1960, quando a França exigiu ouro em troca dos seus dólares. Isso levou Nixon a fechar a janela de ouro e terminou com o sistema de Bretton Woods. Isto parecia dramático, mas o dólar ainda era a moeda de reserva do mundo. Toda a gente ainda o queria.

D’Estaing e o seu presidente De Gaulle estavam certos: ser a moeda de reserva do mundo é um privilégio exorbitante. Pode-se argumentar que mais tarde o Japão teve privilégios semelhantes. A Europa e a zona euro e, até certo ponto, o Reino Unido também o têm, não na medida dos EUA, mas basicamente pelas mesmas razões. Eles também têm excedentes da balança corrente, o que significa que o dinheiro está a fluir de retorno para os seus países.

Isto remonta à doutrina da “vantagem comparativa” de David Ricardo que ele publicou em 1817. Tal como as pessoas, as nações têm talento assim como fraquezas. Todos estarão em melhor situação se todos fizermos as coisas que sabemos fazer melhor. Se China pode produzir algo a um custo mais baixo do que nós o podemos produzir nós mesmos, então ambos os países ganham se nós deixarmos que o façam.

Reconhecidamente, surgem problemas quando as vantagens relativas mudam. Talvez o vosso país seja realmente bom a produzir um determinado produto que uma nova tecnologia importada torna obsoleto. Isso não é bom para os trabalhadores cujos empregos desaparecem, embora os consumidores tenham agora acesso a um produto melhor e a um preço mais baixo. Mas, isso não é uma razão para aplicar tarifas ou medidas de proteção. Isto significa simplesmente que o país importador precisa de requalificar os seus trabalhadores e ajudá-los na transição para um trabalho diferente.

Matemática do Comércio Internacional

Agora vamos rever algumas matemáticas simples. Quase todos os economistas do mundo aceitam esta equação básica que expressa o PIB de cada país: Y = C + I + G + (X – M). Nesta igualdade Y representa o PIB do país, C representa o consumo, I representa os investimentos, G representa as despesas públicas e (X-M) representa as exportações menos importações, ou seja, (X-M) representa a balança comercial (exportações menos importações). Esta igualdade é chamada de identidade contabilística. Da mesma forma que 2 + 2 = 4, uma identidade contabilística é sempre e em toda a parte verdadeira.

Se o objetivo é reduzir ou eliminar o défice comercial dos EUA com a China (ou com qualquer outro país), serão as tarifas uma boa ferramenta para alcançar esse objetivo? Não, porque tarifas não afetam as causas subjacentes ao referido défice. Os défices comerciais não existem porque as importações dos EUA sejam demasiadas, mas porque os americanos consomem muito e economizam muito pouco.

Agora, se aceitarmos que a equação acima está correta, com algum rearranjo dos símbolos podemos apresentar a mesma equação de uma forma diferente. Continua ainda a ser uma identidade contabilística, como explica Steve Hanke. (O leitor pode ter que ler isto duas ou três vezes.)

Na contabilidade do rendimento nacional, podemos derivar da identidade anterior uma outra expressão que continua também a ser uma identidade. E esta é a chave para a compreensão do défice comercial.

(Importações – Exportações) ≡ (Investimento – Poupança) + (Despesa pública – Impostos)

Tendo em conta esta identidade, que se mantém como identidade, o défice comercial é igual à diferença entre investimento do setor privado menos as poupanças, mais a diferença entre despesa pública e receitas fiscais. Assim, a contrapartida do défice comercial é a soma do défice do setor privado e do défice público l (federal + estadual e administração local). O défice comercial dos EUA, portanto, é apenas a imagem espelhada do que está a acontecer na economia nacional dos EUA. Se a despesa nos EUA ultrapassa os rendimentos criados, o que é o caso, as despesas adicionais serão constituídas, materializadas por um excesso de importações sobre as exportações (leia-se: por um défice comercial).

Isto é simplesmente matemática. Uma vez que os americanos consomem coletivamente mais do que produzem ou investem, a diferença deve vir de algures e essa diferença não cai do ar. (Contrair um empréstimo não ajuda em nada a resolver o problema porque o dinheiro emprestado em si-mesmo tem que vir de poupanças.) A única maneira de resolver a equação é importar o excesso de despesa, ou seja, ter um défice comercial.

Além disso, o défice comercial necessita de um excedente igual e de compensação na balança corrente. Tal como um indivíduo tem que receber o seu dinheiro de algures para poder gastar. Isto funciona da mesma forma para os países e significa que os estrangeiros têm de comprar coisas nos EUA, como seja bens imobiliários ou ações de empresas, ou as empresas dos EUA. investem o seu dinheiro no exterior e transferem os lucros para os Estados Unidos. Isto torna o défice comercial igual ao excedente da balança corrente.

Se o leitor não gosta deste resultado, pode modificá-lo por alguma combinação de redução do consumo e de poupanças mais elevadas. As recessões têm esse efeito, por isso são uma boa maneira de reduzir o défice comercial. A correlação inversa entre desemprego e défices comerciais é muito elevada. Mas penso que ninguém iria querer uma recessão apenas para se livrar do défice comercial. (Por favor, note a ironia.)

Ora, existem meios através dos quais o governo poderia incentivar um mais baixo consumo e poupanças mais elevadas, mas isso significaria uma mudança dramática do estilo de vida para muitos, se não para a maioria dos americanos. Teríamos que nos tornar mais como o Japão, por exemplo, onde as pessoas tendem a economizar uma parcela maior dos seus rendimentos e a viver mais frugalmente.

Uma vez que, como sabemos, milhões de americanos têm pouco excedente de rendimento para pouparem e já levam uma vida bastante frugal, é difícil ver que possa dar-se por aqui qualquer mudança, pelo menos por estes tempos mais próximos. Então a matemática diz-nos que vamos ter um défice comercial com alguém. Não tem que ser necessariamente com a China, mas a nossa economia não está feita para ser um exportador líquido. Nós podemos comprar as nossas T-shirt ao Vietnam ou no Paquistão em vez da China mas isso é, ainda assim, um défice comercial.

Porque é não podemos fazer T-shirts nos EUA? Porque elas nos vão custar mais, o que significa que os consumidores vão comprar menos, o que significa uma economia menor, com menos empregos. Eu sei que isto é contraintuitivo, mas isto é apenas a realidade de um mundo que Ricardo descreveu.

Mas a existência de um défice comercial, quando se pode viver com ele, também tem vantagens. Esta é a razão pela qual o dólar americano é a moeda de reserva do mundo. Nós “exportamos” enormes quantidades de “verdinhas” [notas de dólar] ao exterior para pagar todas as coisas que importamos. Os nossos parceiros comerciais têm de aceitá-los (em oposição a qualquer outra moeda), porque os EUA são um grande cliente. Nós temos na mão o grande bastão.

Melhor ainda, todos esses dólares, em última análise, voltam para os Estados Unidos porque eles são de uso limitado para os estrangeiros a quem nós os impomos. Os investidores chineses utilizam-nos para comprarem os nossos títulos do Tesouro ou outras compras. O dinheiro flui para outros países e empresas e, finalmente, volta para os EUA. A sua adicional procura leva o nosso Tesouro a ir aos mercados obter fundos a taxas mais baixas do que de outra maneira o poderia conseguir. Na verdade, o défice comercial subsidia a nossa dívida pública (que é muito alta, mas isso é outro assunto).

Assim, vemos que os défices comerciais não são necessariamente maus, mas isso não é tudo. Mesmo que nos quiséssemos livrar do défice comercial, não é claro que o pudéssemos fazer – sem que pelo menos se criem alguns efeitos colaterais sérios. Martin Wolf disse-o muito bem no Financial Times na semana passada.

Os economistas sérios, voltando a Adam Smith, insistiriam que procurar um excedente com todo e qualquer parceiro comercial não é “ganhar”. É um absurdo. Isto não é sequer mercantilismo inteligente, que se concentraria no saldo global. No entanto, particularmente com o livre movimento de capitais, o equilíbrio global é um objetivo tolo e que a política comercial nunca pode alcançar. É incrível que essas tão primitivas ideias determinem o comportamento do país mais sofisticado da terra.

A posição de Martin Wolf é bem vista. Se o equilíbrio da balança comercial de um país é uma coisa boa, isso depende muito das circunstâncias. Eles não são automaticamente bons ou maus. O défice comercial dos EUA é útil, como já descrevi, mas na Grécia, há alguns anos, foi altamente desastroso. O défice comercial interno dos países do Sul da zona euro para com a Alemanha (e com outros países europeus altamente produtivos) permitiu a estes países da periferia da zona euro acumular uma enorme dívida governamental, privada e de empresas, dívida esta que estes países não poderiam pagar. A Grécia foi apenas o primeiro país e a Itália está a preparar-se para ser agora o próximo.

Num mundo normal, quando a Grécia usava os dracmas, o valor da sua moeda teria descido e teria levado a que os cidadãos gregos fizessem menos importações. O que realmente aconteceu foi que toda a dívida se tornou exigível, forçando a imposição de uma fortíssima austeridade como uma espécie de desvalorização-sombra. Isto foi simplesmente brutal.

O excedente comercial correspondente da Alemanha com outros países da UE também não é necessariamente uma coisa excelente. Observe que no gráfico abaixo, a Alemanha é o terceiro maior exportador do mundo. A Alemanha não poderia fazê-lo com uma moeda forte como o Franco suíço. Isso funciona apenas porque está na zona euro com economias mais fracas. Um Volkswagen ou Mercedes-Benz valorizado em marcos alemães que custaria 50% mais não seria competitivo a uma escala global. A Alemanha vai aprender isso de maneira bem mais difícil antes de tudo isto acabar.

 

A criar uma crise

O que é curioso é que as mesmas pessoas que querem reduzir o défice comercial, muitas vezes se preocupam com a hipótese de o dólar perder o seu estatuto de moeda de reserva. Isso pode muito bem acontecer de qualquer maneira em algum momento de um futuro ainda distante, mas procurar reduzir o défice comercial só irá acelerá-lo.

O facto é que ao concordar em ser a moeda de reserva do mundo, e essencialmente fazendo com que a Reserva Federal seja o Banco central do mundo, nós concordamos em fornecer dólares para o resto do mundo para que eles possam funcionar como moeda internacional. Os Estados Unidos fizeram um trabalho notável ao terem funcionado com défices comerciais e fornecerem liquidez ao mundo. É o que meu amigo Paul McCulley chama de “responsavelmente irresponsável”. Se nós não tivéssemos fornecido esses dólares, o mundo encontraria uma outra moeda para poder com ela negociar e os EUA perderiam o privilégio exorbitante e as suas vantagens.

Já vimos as fases iniciais deste processo. Entre as tarifas relativamente pequenas que já estão em vigor e o medo do que mais está para vir, o dólar americano tem-se estado a valorizar contra outras moedas. (A política de contenção do FED tem algo a ver com isso, também.) Isto é exatamente uma questão de oferta e procura. A oferta de dólares fora dos EUA está a reduzir-se, tornando cada dólar mais valioso.

As consequências não são boas para os EUA. Por um lado, um dólar mais forte torna as exportações mais caras e incentiva os estrangeiros a procurarem alternativas aos bens produzidos nos Estados Unidos. Esse é o caso, mesmo sem as tarifas de retaliação que governos estrangeiros estão a colocar sobre muitas exportações americanas. Pior, o dólar mais forte penaliza todos os exportadores americanos, não apenas aqueles que são suficientemente azarados para serem atingidos pela aplicação das tarifas.

A outra consequência é ainda mais assustadora. Os governos e as empresas estrangeiras, particularmente as dos países emergentes de economia de mercado, devem milhões de milhões em dívida expressa em dólares. O dólar a aumentar de valor está a tornar mais caro pagar essas dívidas. Os governos e os bancos centrais estão a tomar medidas heroicas para os ajudar, mas não podem fazer grande coisa. Eventualmente, alguns entrarão em incumprimento. Então teremos uma crise monetária à moda antiga num mundo muito mais interligado e alavancado do que era em 1998.

Exatamente como é que isso se vai desenrolar, ou quando, não é claro. Mas há a possibilidade muito real de que isso pode acontecer. O génio está fora da garrafa e rodopiando por aí enquanto decide onde deve atacar. Nós vamos conseguir o que desejamos e não vamos gostar.

O fim do jogo, como eu escrevi, será o grande Recomeço, onde a dívida dos governos de todo o mundo, além de todos os seus passivos do governo não financiados e as pensões prometidas e os cuidados de saúde supostamente garantidos vão ser “resolvidos”, e, infelizmente, isso irá acontecer no meio de uma crise.

Conflito intensificado

O acordo da semana passada para rever e renomear o NAFTA, embora positivo, está a ser erroneamente interpretado como uma redução das tensões comerciais. Não vejo as coisas dessa forma, de modo nenhum. O novo acordo ainda necessita de aprovação legislativa por todos os três países o que corre o risco de não se verificar. As forças de oposição já estão a entrar em ação, agora que estas têm um texto real contra o qual podem atacar.

Mas o problema mais importante é que isto permite que Trump concentre as baterias sobre a China. Se o leitor se recorda, as minhas fontes de Camp Kotok dizem-me que as revisões do NAFTA, uma vez terminadas, permitiriam a Trump forçar a China para se chegar a um acordo antes das eleições intercalares. Isso parece ser o que está a acontecer.

Arthur Kroeber da Gavekal assinalou num seu texto desta semana que “as forças que no terreno estão disponíveis para lutar contra a China são, de longe, muito mais fortes, e as rédeas sobre elas muito mais fracas, do que no caso no NAFTA e das escaramuças transatlânticas”. Igualmente indica que as empresas americanas. com exposição à China são apanhadas no meio e não tentam lutar contra a Casa Branca. Kroeber também destacou a informação dada no relatório de Axios de que a administração Trump está a planear uma grande campanha contra a China nas próximas semanas. Isso significa que a calma que os mercados estão atualmente a sentir pode não durar muito tempo.

Falando de Gavekal, eu tenho que dizer que a sua investigação tem sido um dos meus melhores recursos durante anos para estar ao corrente de tudo isto. Ninguém conhece a Asia como a equipe Gavekal. Todas as manhãs recebo um, dois ou três e-mails com todas os seus últimos trabalhos sobre a economia mundial, China, divisas, bancos centrais, taxas de juros, e muito mais. É tudo espantosamente útil. Eu gostaria de poder partilhar tudo com os meus leitores, mas é um serviço muito caro que se destina a instituições e a gabinetes de estudo.

Contudo, eu partilho algumas das melhores análises de Gavekal com os meus leitores de Over My Shoulder. Ultimamente, têm-me enviado tanta e tão boa informação que eu perguntei a Louis se podíamos dispor de um especial “Gavekal Week” e trabalhar o material disponível diariamente.  Ele concordou graciosamente e faremos isso na próxima semana, de 8 a 12 de Outubro.

Por exemplo, no nosso blog na área Over My Shoulder iremos ter o Gavekal Dragonomics China Inc., o relatório anual de 2018. Este surpreendente Chartbook esboça tendências chaves no setor empresarial da China. Aí aprofunda-se as diferenças entre empresas estatais e empresas cotadas privadas, descendo ao detalhe da análise setorial para mostrar os diferentes impactos da guerra comercial e de outras políticas. É inestimável se queremos compreender o que é que está a acontecer realmente em China.

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O autor: John Mauldin: reputado especialista financeiro, com mais de 30 anos de experiência em informação sobre risco financeiro. Editor da e-newsletter Thoughts from the Frontline, um dos primeiros boletins informativos semanais proporcionando aos investidores informação e orientação livre e imparcial. É presidente da Millennium Wave Advisors, empresa de consultoria de investimentos. É também presidente de Mauldin Economics. Autor de Bull’s Eye Investing: Targeting Real Returns in a Smoke and Mirrors Market, Endgame: The End of the Debt Supercycle and How It Changes Everything, Code Red: How to Protect Your Savings from the Coming Crisis, A Great Leap Forward?: Making Sense of China’s Cooling Credit Boom, Technological Transformation, High Stakes Rebalancing, Geopolitical Rise, & Reserve Currency Dream, Just One Thing: Twelve of the World’s Best Investors Reveal the One Strategy You Can’t Overlook e The Little Book of Bull’s Eye Investing: Finding Value, Generating Absolute Returns and Controlling Risk in Turbulent Markets.

 

 

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