TZVETAN TODOROV por Luísa Lobão Moniz

Tzvetan Todorov (1990), em “A Conquista da América“, reconhece que “… nada se torna mais aflitivo do que ver-se a História repetir-se – sobretudo quando se trata da história de uma destruição.”

As sociedades não são estáticas, mas sim dinâmicas, por vezes assaltadas por questões que todos pressentem, mas que por receios vários não querem abordar. Um desses receios recai na ignorância e na perca de estatuto económico e, ou, social.

Hoje, está a ser marcada por um artigo escrito, por uma historiadora, saído num jornal de referência. O artigo contém em si um clima de discriminação negativa das pessoas de diferentes culturas assumindo laivos de provocação inadmissíveis numa sociedade democrática.

A sociedade portuguesa, a partir da Revolução dos Cravos, não pode negar a existência de variedades diferentes de cultura que transformam o território num campo de “batalha” numa luta ideológica de aceitação ou de negação da diferença do outro.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração dos Direitos da Criança são fortemente incentivadas pela Unesco na luta pelo combate às atitudes discriminatórias negativas, lutando-se, assim, pelo direito de reconhecimento através da discriminação positiva, criticada por muitos pseudo- fazedores de opinião.

 A noção de inclusão só tem sentido se favorecer o sentimento de pertença, não havendo lugar para o reconhecimento incorrecto, na Escola, com alunos das diferentes culturas em presença, a inclusão/reconhecimento escolar é geradora de inclusão/reconhecimento cultural/social.

O direito de reconhecimento é um factor importante para a inclusão social uma vez que se prende com a noção de cidadania, direitos cívicos, políticos e com a realidade vivida por cada um.

Há quem se sinta com o direito de ser apologista da fractura social baseando-se na cor da pele, na religião, nos códigos de conduta…

O Homem tenta rejeitar aquele que é diferente e está a “invadir” o seu espaço, o seu pequeno poder de ser branco e de pertencer à maioria.

Falar em racismo não é tão linear, como por vezes nos querem fazer parecer.

A Humanidade tem o seu tempo para mudar. Muitas vezes, ou quase sempre, as palavras, os actos, as atitudes e os comportamentos vão-se modificando quase que por osmose social. A grande questão do tempo em que as modificações vão tomando trajectos diferentes em alturas diferentes, dentro do mesmo tempo.

Nem todos estão a viver o século XXI da mesma maneira.

            Sabemos que há uma exclusão e um racismo individual, uma exclusão e um racismo de grupo e uma exclusão e um racismo de formação social: há racismo e exclusão por vários motivos com várias expressões. Quais as conexões do rizoma que os originam?

Que outras conexões originam os seus contrários ou os seus complementos, a inclusão, tanto social como escolar, e o anti-racismo?

Tzvetan Todorov (1990), em “A Conquista da América“, reconhece que “… nada se torna mais aflitivo do que ver-se a História repetir-se – sobretudo quando se trata da história de uma destruição.”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d bloggers like this: