CARTA DE BRAGA – “do sim e do não” por António Oliveira

 

Mais outra vaga de incêndios por cá, neste olimpo dos eucaliptos!

Talvez seja bom saber que a área de floresta, esmagadoramente pequena e privada propriedade, é da ordem dos 3 275 000 hectares; o pinheiro bravo com 975 500, sobreiro 730 000, eucalipto 676 500 e azinheira 471 000. Castanheiros, carvalhos e demais folhosas 275 400, números tirados de um Inventário Nacional revisto em 2000!

Quero mesmo acreditar que ainda serão certos e verdadeiros mas, com a desertificação, provocada ou não, o abandono que lhe é consequente mais benfeitorias e aproveitamentos, desregulados ou não, das áreas livres, ou também não, até acredito que cada vez mais se justifica haver quem chame a este país ‘O Eucaliptal’, também sim!

Os pinhos vão desparecendo e os eucaliptos vão crescendo, também sim, basta andar olhando, ou até não, a partir das estradas onde houve queimadas e das outras também sim.

Pedrógão, o Pinhal de Leiria e agora Mação, Vila de Rei e Sertã, por acaso o centro real do país e do pinhal, sim também, representam a fonte quase inesgotável do ‘petróleo verde’, a magnífica invenção, também não, do ‘cavacal’ ex-ministro Mira Amaral.

Fonte tão importante que 70% da área agora ardida, é de árvores novas de uma floresta que também se estava a regenerar, não deveria ter sido por acaso, por coincidência também não, talvez por outros interesses, também sim!

Talvez ainda e só por um acaso, triste ou também sim, com as outras áreas já quase todas aproveitadas para plantações eucaliptais em grande, também sim, haveria de arriscar, também sim, ou sugerindo, sim também, ser tempo de se ir acabando com um património (a floresta) do país todo, um bem já com mais de 7.000 anos.

Conhecendo altos e baixos, foi sempre um recurso disponível para todos mas agora, apoiado e legitimado, ou também não, é um recurso só para alguns, também sim, os senhores das refinarias do tal ‘petróleo verde’, que também e até se julgam inocentes das misérias a achacar rios, também sim, os que sempre passam ao lado das refinarias de papel.

E além da cegueira, também sim, do politicamente correcto dominante, também não se podem esquecer os interesses das elites das refinarias do tal petróleo verde, para manterem os benefícios provenientes, sim também, dos enormes negócios saídos da degradação da natureza e, é mesmo também sim!

O mercado, a abolição da verdade e o adiamento de integridades (sempre haverá eleições!) acabam por expulsar para o lado mais queimado e negro, também sim, a luz do progresso que acreditámos sedimentada e cintilante e, naquela altura, sem qualquer não!

Só fiquei a pensar nisto tudo, assim, por também só lá irem quarenta e cinco anos, e sim!

António M. Oliveira

Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor

2 comments

  1. Carlos Leça da Veiga

    Parece-me menos indicado não falar-se de terrorismo. Não há incêndios espontâneos pois, caso assim fosse, no nosso País, a floresta já não existia ! Brandos costumes, uma ova A invocação de condicionantes , as mais variadas – e elas são muitas – pode e deve fazer-se mas, sem haver uma chama inicial, nada feito! Interesses ditos obscuros (a hipocrisia manda muito) – mas com artefactos pirotécnicos já detectados – obrigavam a quem diz mandar, que as acusações disparassem. e alvos não faltam. Para bom entendedor meia palavra chega. CLV

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  2. António Oliveira

    Não sei que mais possa acrescentar ao que diz!
    Abraço
    A.O.

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