CARTA DE BRAGA – “de repugnância e fragilidades” – por ANTÓNIO OLIVEIRA

 

Precisamente no momento mais perigoso que atravessa a situação mundial com a degradação política, a imposição dos populismos e a ausência de lideres, rebentou a praga bíblica e os principais gabinetes do planeta juntam a maior colecção de pacóvios, iluminados, presumidos e ignorantes destes tempos:

Trump, capaz de transitar do negacionismo suicida até inventar prazos impossíveis para o regresso à normalidade; Boris um ‘premier’ desarticulado que queria combater o vírus pela selecção natural onde apenas sobreviveriam os jovens; Jiping que mandou abafar o começo do vírus e os cientistas que alertaram do cataclismo; Bolsonaro, campeão da estupidez ao chamar à pandemia um ‘gripezinha’, que se resolveria com as curandices da bruxa Lola e o presidente López Obrador, que incita os mexicanos a abraçarem-se e sair para jantar, protegidos por um amuleto ou uma estampa da Virgem!

Este texto de Ramon Rovira, num prestigiado jornal europeu, mostra bem como se olham nestes tempos, as ‘inteligências’ que nos governam.

Mas também por esta Europa se passam coisas estranhas – a negativa da Alemanha e Holanda em assumir uma dívida comum – para pôr um fim à crise monetária e financeira dos países do Sul, especialmente da Espanha e da Itália, os mais massacrados pelo ‘corona’.

É uma Europa a caminho de se desfazer, como afirmaram:

António Costa, ‘Se não nos respeitamos uns aos outros e se não compreendemos que, perante um desafio comum, temos de ter capacidade de responder em comum, então ninguém percebeu nada do que é a União Europeia’.

O antigo presidente Jacques Delors ‘O clima que parece reinar entre os chefes de Estado e de governos e a falta de solidariedade europeia, fazem correr um perigo mortal à própria União Europeia

Sigmar Gabriel, ex-vice-chanceler alemão, que descreveu como ‘vergonhosa’ a atitude de governos como o de Angela Merkel, ‘Os Estados-Membros da UE estão a suspender o seu maior exame, reprovando na Espanha e na Itália

David Sassoli, actual presidente do Parlamento Europeu, ‘Se não reforçarmos a União Europeia, a quem venderão as suas tecnologias e as suas tulipas?

Robert Gualtieri, ministro da Economia italiano ‘Posições como essa não ajudam a uma solução compartilhada das ferramentas, para enfrentar a crise. Esperamos aberturas e não fechamentos

Uma situação que não é nova, ainda estamos a pagar as ‘ufanias’ dos povos do Norte europeu e a sua falta de visão cultural e social do resto da Europa, comandados pela patroa Merkel e, agora, pelo fiel escudeiro, o holandês Rutte, um continuador da visão do também ignorante Dijsselbloem, hoje presidente do Eurogrupo.

Tudo porque, um minúsculo micróbio pôs em sentido os maiores exércitos da terra, obrigou a ‘aninhar’ gente que se julgava bem grande, parece estar a ‘marimbar-se’ na nossa tão poderosa tecnologia, remeteu-nos para as contingências da sorte e do azar e mostrou-nos a tão óbvia fragilidade humana.

Ou, como foi dito de outra maneira, por José Lorente, prof Univ Granada, filósofo e escritor, ‘A nossa individualidade, a primeira coisa que se nos impõe mal nascemos, há render-se perante a força da Natureza e reconhecer que não passamos de animais, frágeis sistemas biofísicos, que enfrentam a iniludível contingência radical, só com o necessário cuidado pelos outros

Será que o Rutte algum dia leu alguma coisa além dos cartapácios de dinheiros?

António M. Oliveira

 

Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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