Sobre a Pandemia, a Dívida Pública, os Défices Públicos: reflexão sobre algumas ideias perigosas – 4. Os Rebentos Verdes de 2020. Por John Mauldin

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

4. Os Rebentos Verdes de 2020

 Por John Mauldin

Publicado por  em 23/10/2020 (The Green Shoots of 2020, ver aqui)

 

À Sua Porta

Trabalhar a partir de casa

Robôs saudáveis

Será que já chegámos? Um calendário para a Recuperação


(…)

Aqueles que viveram a última crise financeira podem lembrar-se do episódio dos Green Shoots. A 15 de Março de 2009, o episódio atraiu risos, pouco depois de a Reserva Federal ter disparado a sua artilharia mais pesada e, sabemos agora, ter lançado o mais longo mercado em alta da história.

Ao aparecer no programa 60 Minutos, o Presidente da Reserva Federal Ben Bernanke disse que o fim da recessão estava à vista porque as compras de ativos da Reserva Federal estavam a gerar “green shots” ( rebentos verdes, ou seja, sinais positivos de retoma dos mercados). Acabaram por ser rebentos de crescimento lento. A taxa de desemprego nos EUA continuou a piorar durante mais sete meses (atingindo o seu pico em Outubro 2009) e precisou de mais cinco anos para chegar ao ponto em que estava quando a recessão começou.

Da mesma forma, pode-se olhar à volta na economia de hoje e ver rebentos verdes aqui e ali. Por muito más que as coisas sejam – e não se enganem, são mesmo más – recuperámos algum terreno perdido desde as profundezas de Março/Abril. Mas o problema está na parte “aqui e ali”. Algumas partes da economia estão literalmente em plena expansão, mesmo quando outras se encontram numa depressão profunda e dolorosa.

É mais ou menos onde nós estamos. Se estiver no local certo, vê florestas inteiras de rebentos verdes. Pode-se pensar que estão a crescer em todo o lado. E, a seu tempo, talvez cresçam, mas por agora, um número significativo de pessoas apenas tem poeira mas não tem rebentos.

Em Junho passado, em Uma recessão como nenhuma outra, descrevi esta recessão desproporcionalmente dura para o sector dos serviços. A maioria dos empregos perdidos veio de indústrias construídas com base no contacto pessoal, como restaurantes e hotéis. As perspetivas para esses sectores continuam a ser sombrias. Infelizmente, a indústria está sobrerrepresentada nos escalões de rendimento mais baixos. Mas, ao mesmo tempo, algumas indústrias não estão apenas a sobreviver; elas estão a prosperar.

Quero que reparemos nisto porque é importante. A economia é dinâmica. Está em constante movimento em todas as direções. Uma vez falámos de ações “cíclicas” que dão grandes dividendos quando a economia está em expansão, e de ações “não cíclicas” que assumem este comportamento em recessões. Agora o vírus redefiniu o aspeto do “ciclo”, por isso temos um novo conjunto de agentes não cíclicos. Os meus últimos textos foram geralmente pessimistas. Hoje quero discutir porque é que a economia vai recuperar, como é que isso vai acontecer e como é que vai ser. Não vai parecer como era a economia em 2019, mas a recuperação terá o seu próprio sabor à medida que avançarmos com as indústrias do futuro. Penso que isso é bom.


À Sua Porta

Como todos sabemos agora, os vírus respiratórios propagam-se quando as pessoas estão muito próximas, partilhando o mesmo ar. A melhor maneira de evitar a infeção é evitar outras pessoas. Daí o apelo, e em alguns lugares o requisito, de ficar em casa o máximo possível.

No entanto, mesmo permanecendo na sua maior parte do tempo em casa, as pessoas precisam de provisões para se sustentarem a si próprias. Além disso, continuam a querer coisas que, embora não sejam estritamente necessárias, tornam a vida mais confortável. O problema é como conseguir essas coisas sem se expor a multidões. A resposta: mande que lha entreguem em casa.

Parece simples, mas é economicamente profundo. Este ano, os consumidores aumentaram repentina e acentuadamente a sua procura de bens entregues em casa. Na sua maioria, estes não são produtos novos. São as mesmas coisas que as pessoas anteriormente retiravam das prateleiras das lojas. Mas agora querem que os produtos lhes sejam levados a casa. E, como sempre acontece, o mercado está a responder.

A Amazon é o beneficiário mais óbvio. A sua plataforma de comércio eletrónico e a sua fortíssima rede logística já dominavam antes da pandemia. Agora estão em sobrecarga. O mesmo acontece com as vendas em linha dos grandes retalhistas de tijolos e de cimento. Mesmo a nível local, as lojas estão a ser remodeladas e reorganizadas de modo a satisfazerem os consumidores e serem pontos de recolha de produtos.

Todas estas mudanças têm um custo; aos retalhistas mais pequenos falta frequentemente a escala ou a tecnologia para fornecer o que os consumidores agora exigem. Isso é uma má notícia para esses empresários e para os seus trabalhadores. Mas as mesmas forças económicas estão a criar novos empregos de armazenamento e expedição para lidar com toda esta nova procura.

E ainda não é suficiente. Diz-nos o Wall Street Journal:

A principal razão para a falta de capacidade deste ano é que os transportadores já estão a operar há meses perto da capacidade máxima, uma vez que os consumidores ficaram em casa, evitaram as lojas e fizeram muitas das suas compras online. O grande aumento de entregas tem colocado em tensão as redes de distribuição e levado a prazos de processamento e entrega mais longos. Os transportadores não podem aumentar rapidamente a capacidade com novas instalações, uma vez que muitas vezes é necessário um processo de planeamento plurianual.

As transportadoras impuseram limites de expedição aos clientes e acrescentaram taxas para compensar o aumento dos custos de pessoal, garantir equipamento de proteção e outros gastos durante a pandemia. O poder de fixação de preços deslocou-se rapidamente para os transportadores, que estão a aumentar as taxas e a ser mais exigentes quanto aos expedidores com quem querem fazer negócios.

Isto é espantoso ao pensar-se nisso. No meio da recessão mais profunda de há gerações, os consumidores estão a encomendar tanta coisa, as companhias de navegação estão a aumentar os preços e a dizer a alguns retalhistas: “Desculpem, não o podemos fazer”.

No entanto, dado o ponto em que nos encontramos, faz sentido. Conduzir um camião para deixar as encomendas pode parecer um trabalho simples, e há milhões de trabalhadores disponíveis. Mas também é perigoso de uma nova forma. Os motoristas têm de entrar em contacto tanto com as encomendas como com as pessoas. Isso limita a oferta e aumenta o seu preço. Além disso, as empresas não têm um número infinito de veículos, e por vezes avariam.

A recessão e a recuperação variam muito. Alguns segmentos da economia estão em grandes dificuldades. Outros, ao mesmo tempo, estão em plena expansão. Isto confunde o sentimento e aumenta a incerteza e a apreensão que muitos sentem.


Trabalhar a partir de casa

Se as circunstâncias o levarem a passar a maior parte do seu tempo em casa, quer naturalmente que estar “em casa” seja seguro e confortável. Isso pode ser difícil de conseguir se viver numa cidade cheia de gente, onde simplesmente levar crianças para o parque é agora uma provação. Mas ficar trancado lá em casa com elas provavelmente não é muito melhor. Particularmente se também temer a violência doméstica.

Estas simples realidades estão a desencadear uma grande migração. Os habitantes da cidade (pelo menos aqueles que podem pagar) procuram casas suburbanas com pátios, piscinas, garagens e outras conveniências. Alguns estão a deslocar-se para mais longe, para zonas rurais. As grandes empresas estão a permitir isto com arranjos mais flexíveis de trabalho a partir de casa, tornando possível viver longe do escritório. De facto, muitas pessoas estão a mudar-se para novos estados porque agora podem trabalhar a partir de qualquer lugar.

Tal como o boom do comércio eletrónico, este aumento da procura ultrapassa a oferta. Os agentes imobiliários gostam de dizer “a localização é tudo”. Agora é “tudo” mas de uma nova forma que ninguém esperava. Uma deslocação fácil é menos importante do que estar suficientemente longe para estar seguro, mas suficientemente perto para ter as suas mercearias entregues.

As casas existentes nos lugares certos com as comodidades certas estão a vender a preços elevados porque a sua oferta é muito limitada. Os bens imóveis dizem-nos que a oferta de casas para venda desceu para o nível mais baixo desde 1999. Mas nunca temam; os empresários estão a responder como sempre respondem. Segundo a CNBC:

A construção de casas unifamiliares nos EUA aumentou em Setembro, consolidando o estatuto do mercado imobiliário como a estrela da recuperação económica, graças a taxas de juro baixas a um nível recorde e a uma migração para os subúrbios e para áreas de baixa densidade, à medida que os americanos procuram mais espaço para escritórios em casa e escolas.

O relatório do Departamento de Comércio na terça-feira reforçou as expectativas de que a economia recuperou acentuadamente no terceiro trimestre após sofrer a sua contração mais profunda em pelo menos 73 anos no segundo trimestre. Mas a recuperação da recessão do Covid-19 entrou num período de incerteza, com o esgotamento das medidas orçamentais de relançamento que tinham estimulado a atividade no último trimestre.

A construção de habitações unifamiliares, a maior quota do mercado imobiliário, saltou 8,5% para um ritmo de 1.108 milhões de unidades no mês passado. Mas as aquisições para o volátil segmento de habitação multi-familiar caíram 16,3% para um ritmo de 307.000 unidades.

A queda no segmento multifamiliar (apartamentos, condomínios) reflete tanto o afastamento das áreas urbanas como a desigualdade desta recessão. Os trabalhadores de rendimentos mais baixos e médios que tendem a viver nesses locais estão a suportar as consequências desta situação. Muitos já estão atrasados nas suas rendas e não se encontram em posição de mudar. Os promotores têm poucos incentivos para construir mais propriedades deste tipo.

Isto está a criar uma dinâmica estranha, visível neste quadro.

Nas duas últimas recessões, as licenças de construção e a aquisição de habitação atingiram o seu auge antes de a economia ter ido abaixo. E, na Grande Recessão, continuaram a cair durante anos.

Desta vez, porém, a anterior tendência ascendente parece ter retomado após uma breve interrupção, apesar de estarmos agora 8 meses numa recessão confirmada.

Isto não estaria a acontecer numa recessão normal. A perda de empregos estaria a afetar as pessoas que compram casas unifamiliares e os construtores estariam a recuar na construção. Note-se também que o negócio da construção comercial está em grandes dificuldades, mesmo quando a habitação está em expansão, e por algumas das mesmas razões.

As pessoas querem casas em que possam trabalhar a partir de casa, mas isso também reduz a procura de espaços para escritórios. A construção de novos centros comerciais e hotéis também é bastante escassa. Mas é uma época de boom para os trabalhadores especializados na construção civil. Eles valem o seu peso em ouro neste momento, e são pagos em conformidade.

Falei com o guru da demografia Neil Howe esta manhã, para obter a sua opinião sobre as coisas. Uma coisa que está a mudar é que as famílias estão a voltar a viver juntas. Ele acredita que isto é bom, uma vez que envolve mais as pessoas das famílias umas com as outras.

Gostaria de notar que mudar para os subúrbios permite ter mais espaço para trabalhar a partir de casa e talvez ter um membro extra da família. É em parte por isso que também estamos a assistir a um boom notável em remodelações de casas.


Robôs saudáveis

Os artigos Amazon estão a ser expedidos e os materiais utilizados para construir todas essas casas, não aparecem do nada. Alguém, algures os fabrica. No entanto, a pandemia também está a afetar a produção fabril.

Começou em Janeiro, quando os confinamentos em massa na China fizeram com que grande parte da capacidade de produção mundial parasse. Depois, a mesma coisa aconteceu noutros locais. Mesmo que sem terem encerrado as fábricas, as empresas descobriram que as novas precauções sanitárias e a falta de pessoal aumentavam os custos e reduziam a produção.

A resposta a este dilema é a tecnologia. A automatização já estava a crescer simplesmente porque pagar aos trabalhadores humanos custa muitas vezes mais do que as máquinas que podem fazer o mesmo trabalho. A pandemia tornou os trabalhadores humanos não só mais caros, mas também um peso maior nos passivos das empresas. Isto aumentou o incentivo à automatização.

Entretanto, surgiram novas tarefas que se adequam de forma única à automação. É possível enviar um robô para desinfetar uma sala sem receio de que ele próprio seja infetado. Mas primeiro é preciso ter o robô, pelo que a procura dos mesmos está a ser muito forte. Diz o Financial Times:

A pandemia está a provocar uma mudança na utilização da tecnologia por parte das empresas, e tanto as estatísticas oficiais como os inquéritos empresariais sugerem-no, tornando a indústria da automação e da digitalização um dos poucos vencedores da turbulência económica deste ano.

A propagação do vírus “acelerou o uso da robótica e de outras tecnologias para assumir tarefas que são mais carregadas durante a pandemia”, disse Elisabeth Reynolds, diretora executiva da task force do Massachusetts Institute of Technology sobre o trabalho do futuro. “É razoável supor que algumas empresas aprenderam a manter a sua produtividade com menos trabalhadores e não irão desaprender o que aprenderam”.

Note-se esta última frase. Se um fabricante pode produzir o mesmo número de produtos com velocidade e qualidade semelhantes, mas com menos trabalhadores humanos, então é claro que o fará. E tendo feito essa mudança, nunca mais voltará atrás. É por isso que a automação está em plena expansão e é provável que continue a crescer no futuro. Não apenas robôs, mas inteligência artificial, realidade virtual, e uma série de áreas relacionadas. E isso reflete-se nas cotações das ações.

Isto pode ser uma má notícia para o emprego a longo prazo. Os empregadores que instalam a automatização reduzirão a contratação e eventualmente reduzirão também o número de empregados. Isto acontecerá mesmo na altura em que temos milhões de trabalhadores humanos desempregados. E nisto nem sequer se está a contar com a próxima automatização dos camiões e dos transportes. Isto foi sempre um problema, mas poderia ter-se desenvolvido de forma suficientemente gradual para permitir que todos nos adaptássemos. Agora o processo foi acelerado e as empresas estão mais dispostas a pôr a tecnologia a funcionar.

Mas, de momento, em recessão ou não, as indústrias da robótica e da automação estão em plena expansão. Juntamente com o comércio eletrónico e a construção de casas, elas são “rebentos verdes” numa economia que de outro modo estaria murcha.

Outro rebento verde que não é óbvio, mas que fará uma diferença muito grande: Estamos a assistir a um aumento, pela primeira vez em muito tempo, de novos negócios. Continuo a tentar salientar nos últimos meses que os próprios empresários cujas mais de 100.000 empresas tiveram de ser fechadas (com milhares de outros a chegar) não se limitarão a ficar sentados à porta de casa. Eles têm um gene empresarial no seu ADN que quase os força a lançar novos negócios. Não podem evitá-lo. E estamos a vê-lo nos dados.

Falarei depois de um novo negócio que estou a lançar. Estamos a trabalhar nele há muito tempo. Vai começar com cerca de uma dúzia de trabalhos. E, esperemos, que cresça. A minha experiência diz-me que vai crescer mais lentamente do que eu gostaria, embora sonhe sempre com um dia planear um negócio que seria como o Uber ou Airbnb ou a Amazon, onde o crescimento parece ser exponencial.

A maioria das pequenas empresas começam de muito pequenas e crescem lentamente. Mas algumas têm sucesso, e criarão empregos que potenciarão a recuperação.

Outro desenvolvimento interessante: as pessoas estão a mudar de emprego e de carreira a um nível sem precedentes. USA Today tem uma história fascinante sobre pessoas que mudam de emprego e de carreira. Quando as pessoas se apercebem que o seu emprego provavelmente não irá voltar, adaptam-se. Estamos finalmente a ver mais pessoas dispostas a mudarem para fora das suas áreas locais, para onde estão os empregos.


Será que já chegámos? Um calendário para a Recuperação

O Painel da Conferência oferece-nos três previsões de recuperação diferentes: a previsão ascendente, a descendente, e a previsão de base. Note-se que na previsão do cenário de base estaríamos de volta ao ponto em que nos encontrávamos em janeiro de 2020 apenas em outubro de 2021. Sou cético face a esta previsão. Penso, contudo, que o que eles chamam de “previsão descendente” é mais realista.

Nesse cenário, terminamos 2021 quase na posição de janeiro de 2020.

Nesta metodologia utiliza-se o comportamento passado para projetar resultados futuros, e não creio que o passado seja relevante para esta crise. Dito isto, penso que seria completamente irrazoável não esperar uma recuperação. Este modelo dá-nos alguma ideia do que podemos esperar. Penso que na verdade a retoma será um pouco mais lenta, uma vez que temos realmente de reorganizar completamente grande parte da nossa economia. Isso leva tempo.

Na minha conversa com Neil Howe, ele disse que a tendência é que mais pessoas estão a fazer coisas umas pelas outras e a gastar menos dinheiro. Se isso continuar, veremos menos crescimento do PIB. Uma ilustração simples: Se pensa que a sua amiga o pode ajudar com a sua cor de cabelo e se pensa também que a pode ajudar, não irá tantas vezes ao salão de cabeleireiro. Outro exemplo, os vizinhos que se ajudam uns aos outros em reparações domésticas. Uma vez que ninguém é pago, isso não contribui para o PIB, mesmo que o trabalho tenha sido feito.

Isto é fundamental que se compreenda: O comportamento do consumidor mudou mais este ano do que em qualquer outro período desde a Grande Depressão. É por isso que não vamos voltar a 2019. Tanta coisa mudou que vamos entrar literalmente num novo mundo.

A questão é que nos vamos recuperar. As indústrias da aviação e de hotelaria não terão a mesma aparência em 2022 que em 2019, mas existirão numa situação diferente, transformada. Os imóveis comerciais verão o seu valor comercial reavaliado à medida que continuarmos a trabalhar mais a partir de casa. Parece tão antigo, mas há apenas três anos comprámos mais comida em restaurantes do que a que comíamos nas nossas casas. Isso certamente mudou e vai continuar assim. Os empresários irão adaptar-se.

Iremos viajar novamente? Iremos comer fora outra vez? Iremos a eventos desportivos e concertos de massas? Claro que sim. Vai demorar algum tempo (e uma vacina) para que as pessoas se sintam seguras. E terá um aspeto diferente do que teve em 2019. Mas não faz mal. O mundo passou por numerosas mudanças ao longo dos últimos séculos e milénios e tem ficado melhor com as adaptações.

Espero sinceramente que o Congresso possa descobrir como aprovar um “pacote de recuperação” para ajudar os indivíduos que ainda não têm empregos e as empresas que mal se aguentam. O meu quadro de base torna-se mais pessimista sem isso. Dito isto, o meu bom amigo Renè Aninao, que está verdadeiramente ligado às negociações do pacote de ajuda, acredita que isso acontecerá na próxima semana, se não neste fim-de-semana.

Essencialmente, diz-me ele, os últimos desacordos a serem resolvidos são que Nancy Pelosi quer mais dinheiro para Nova Iorque e Califórnia e Trump quer cheques de estímulo maiores ($1,500 por pessoa, $1,000 por criança) do que Pelosi gostaria de ver. Grande parte da legislação já foi redigida. McConnell tem a maioria dos votos que precisa para estar à vontade (certamente não a sua maioria) e até 50 Republicanos da Câmara podem votar a favor. Se este projeto de lei for aprovado, será um fertilizante para os rebentos verdes, os sinais positivos de expansão, em toda a economia. Esperemos que assim seja.

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O autor: John Mauldin, reputado especialista financeiro, com mais de 30 anos de experiência em informação sobre risco financeiro. Editor da e-newsletter Thoughts from the Frontline, um dos primeiros boletins informativos semanais proporcionando aos investidores informação e orientação livre e imparcial. É presidente da Millennium Wave Advisors, empresa de consultoria de investimentos. É também presidente de Mauldin Economics. Autor de Bull’s Eye Investing: Targeting Real Returns in a Smoke and Mirrors Market, Endgame: The End of the Debt Supercycle and How It Changes Everything, Code Red: How to Protect Your Savings from the Coming Crisis, A Great Leap Forward?: Making Sense of China’s Cooling Credit Boom, Technological Transformation, High Stakes Rebalancing, Geopolitical Rise, & Reserve Currency Dream, Just One Thing: Twelve of the World’s Best Investors Reveal the One Strategy You Can’t Overlook e The Little Book of Bull’s Eye Investing: Finding Value, Generating Absolute Returns and Controlling Risk in Turbulent Markets.

 

 

 

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