SINAIS DE FOGO – DOZE TIROS NA NOITE BOÉMIA DE MANAUS – por Soares Novais

 

Em Manaus as noites são longas e animadas. O Bar do Armando é um dos locais de eleição. Foto: tripadvisor.pt

 

“Maranhão dos Teclados”  (Facebook)

 


(1) – O rio Negro nasce na Colômbia e ali é chamado de rio Guainia. É o sétimo maior rio do mundo em volume de água. E o maior afluente do Rio Amazonas. Após passar por Manaus, o rio Negro abraça o rio Solimões. A partir daí, o rio Solimões passa a chamar-se rio Amazonas. O encontro entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, leva a que as águas dos dois rios corram lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. Tal acontece devido à diferença entre a temperatura e densidade das águas; e, ainda, à velocidade das suas correntezas. O rio Negro percorre 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto o Rio Solimões percorre 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C. É uma das principais atrações turísticas da capital do Estado do Amazonas.

(2) – O Porto de Manaus é considerado o “coração da Amazónia”. É o maior porto flutuante do mundo, e serve os estados do Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre e algumas áreas do norte do Mato Grosso. Foi projetado por ingleses e inaugurado em 1907, quando a cidade vivia o auge do ciclo da borracha.  Isto é, o período, entre 1880 e 1910, que levou a uma intensa exploração de seringueiras e de produção de borracha na região amazônica.  O ciclo da borracha mobilizou milhares de trabalhadores na extração do látex, matéria-prima da borracha.

(3) –

Imagem: Tripadvisor

O Teatro Amazonas é o principal cartão-postal da cidade de Manaus. Está localizado no Largo de São Sebastião, em pleno Centro Histórico e foi inaugurado em 1896 para atender ao desejo da “élite amazónica”. O edifício Renascentista é considerado como um dos mais belos teatros do mundo. Os detalhes únicos da sua cúpula, fazem dele um dos monumentos mais conhecidos do Brasil.

(4) – https://marioadolfo.com/o-dia-em-que-pavarotti-cantou-no-teatro

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Foto: Critica.com

Armando Dias partiu em 2012, aos 77 anos de idade. A sua filha Ana Claudia é agora a responsável pelo “boteco” e guardiã da história escrita por seu pai na capital da Amazónia.

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