UMA CARTA DO PORTO – POESIA – Por José Fernando Magalhães (522)

 

 

COM TERNURA

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Com ternura

Subo pelo flanco

Em direcção ao leito do rio.

Recolho o orvalho efémero

E provo a delícia súbita das romãs

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Com bravura

Escuto o teu breve pranto

E, subindo qual gaivota no vazio

Ou pelo teu torso magro e delicado

Trepo aos ramos mais altos das manhãs

 .

Com candura

Recolho-me no teu doce e suave encanto

Por lá ficando dias a fio

Colhendo framboesas no bosque amado

Regressando à juventude

E ao saber das minhas cãs

 

 

 

OBS – este poema foi publicado no meu livro “UMA, DUAS VEZES E TRÊS”, em Julho de 2012

 

 

 

 

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