Camões na Feira do Livro
Sol e vento à solta
Cobrindo de manchas de luz
A aragem fresca da Praça colorida.
De fugida
Em cada barraquinha enfeitada de livros
Espreitam Camões
As ninfas
Vasco da Gama
E a chama acesa da leitura
Feita vida nos corações.
E vós, Tágides minhas…
…Dai-me agora um som alto e sublimado…
Para que cante
Não só os feitos heroicos
Desse longínquo passado
Mas também as gentes de hoje
E os poetas de estro levantado
Que por mares nunca outrora navegados
reabrem as velas a todo o pano
Das feiras-caravela que ainda sulcam
As perdidas águas do Oceano
Á conquista de uma nova poesia
Que na inspiração de Febo
Ou nas águas de Hipocrene
Acorde a alma do povo Lusitano.
Eva Cruz

