As sílabas marginais/ÁRVORE/Nelson Ferraz

 

 

Não tenho outra palavra para gratidão

Não tenho outra palavra para inventar o amor

Degrau largo entre mim e a tinta que escorre

Nos dedos das letras

Sou uma sílaba à procura de um verso.

 

Posso construir um lago onde a paisagem

Pode nadar com as nuvens

Mas não tenho outra palavra para escrever

A beleza da chuva

Não tenho outra palavra para o silêncio

Não tenho outra palavra para árvore.

 

 

 

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