Espuma dos dias — Altos funcionários de Trump intensificam pressão por mudança de regime na Venezuela. Por Dave DeCamp

Seleção e tradução de Francisco Tavares

2 min de leitura

Altos funcionários de Trump intensificam pressão por mudança de regime na Venezuela

 Por Dave DeCamp

Publicado por  em 30 de Setembro de 2025 (original aqui)

 

O governo de Trump está a considerar bombardear alvos dentro da Venezuela

 

Altos funcionários do governo Trump intensificaram a sua pressão para remover o presidente venezuelano Nicolas Maduro do poder e estão a discutir medidas para aumentar a pressão militar, informou o New York Times na segunda-feira.

A notícia disse que o esforço está a ser liderado pelo Secretário de Estado Marco Rubio, que também atua como conselheiro de segurança nacional do Presidente Trump. Outros altos funcionários a bordo da mudança de regime na Venezuela incluem o diretor da CIA, John Ratcliffe, e Stephen Miller, o principal conselheiro de política interna de Trump.

A reportagem citou figuras da oposição venezuelana que dizem que o seu movimento está a planear o que fazer se Maduro for deposto, e que Rubio se reuniu com cinco figuras da oposição que fugiram para os EUA em Maio. Durante a primeira administração Trump, os EUA apoiaram uma tentativa fracassada de golpe contra Maduro liderada pelo opositor Juan Guaidó.

O Director da CIA, John Ratcliffe, e o Secretário de Estado, Marco Rubio, caminham na colunata Ocidental, na Casa Branca, a 18 de agosto. 2025 (foto oficial da Casa Branca por Molly Riley)

 

Outros funcionários de Trump, principalmente o enviado especial Ric Grennel, estão a pressionar por atuar através da diplomacia com a Venezuela, e Maduro enviou uma carta a Trump procurando negociações, embora tenha sido rejeitada pela Casa Branca.

O Ministro dos Negócios Estrageiros da Venezuela, Yvan Gil, apontou o facto de que o seu país continua a aceitar voos de deportação duas vezes por semana dos EUA como um sinal de que Caracas leva a diplomacia a sério. Ele também disse que uma guerra levaria a “migração excessiva” e colapso económico que “desestabilizaria toda a região.”

Autoridades disseram ao Times que o governo está a considerar lançar ataques diretos dentro da Venezuela contra supostos cartéis de drogas, algo que tem sido relatado por vários outros meios de comunicação.

Uma vez que os EUA afirmam que Maduro é o líder de um cartel, uma alegação que o seu governo rejeita veementemente, isso significa que o líder venezuelano seria um alvo potencial. Até agora, os EUA bombardearam pelo menos três barcos nas Caraíbas que alegaram, sem provas, que transportavam drogas, executando extrajudicialmente pelo menos 17 pessoas.

Maduro e outras autoridades venezuelanas apontaram para dados que mostram que a maior parte da cocaína produzida na Colômbia não passa pela Venezuela. O presidente Trump enquadrou a campanha militar na região como uma resposta às mortes por overdose nos EUA devido ao fentanil, mas o fentanil não é produzido na Venezuela e não atravessa o país no seu caminho para os EUA.

 

____________

O autor: Dave DeCamp é o editor de notícias da Antiwar.com. É licenciado em Transporte Marítimo pela faculdade Marítima da Universidade estatal de Nova Iorque.

 

1 Comment

Leave a Reply