
O 203
Chegou ao burgo mais uma resolução à moda dos mandantes dos transportes públicos do Porto. Depois da inauguração do MetroBus, velho de anos mas com “facelift” actual (os autocarros articulados há muito que existem na cidade), resolveram encurtar em vários quilómetros e em serviços a carreira 203 de autocarro.


Esta partia do Castelo do Queijo e, via Mercado da Foz, acabava nas Antas, em serviço directo e funcional.
Agora, e para justificar a nóvel carreira MetroBus, farão terminar / começar essa viagem na estação de Metro da Boavista e no Estádio do Dragão, onde já existe Metro (no Estádio de Dragão) e o autocarro 402 (nas Antas) com o mesmo destino.
Acresce que essa informação está a ser disseminada pelos STCP, desde o dia 4 de Março, para entrar em vigor a 9.
Quem estiver entre a Casa da Música e o Estádio do Dragão, fica desta forma impedido de viajar, sem interrupção para qualquer ponto entre a Casa da Música e o Castelo do Queijo, acontecendo o mesmo na situação inversa. Acresce a obrigatoriedade de qualquer uma destas pessoas necessitar de fazer a pé, o percurso entre a Avenida da Boavista, onde termina a linha do MetroBus e a Casa da Música (estação do Metro), onde começa / acaba a linha 203, e ainda mudar para outro transporte para poder seguir até ao Castelo do Queijo, fazendo o percurso a pé entre o final da Avenida Marechal Gomes da Costa e a paragem respectiva do outro lado da Praça do Império, ou mesmo até à Rua da Senhora da Luz.
E há mais cinco linhas que vão mudar por causa da “sobreposição” com o MetroBus.
Claro que resoluções destas só se compreendem vindas de quem não utiliza os transportes públicos, não percebe patavina do que anda a fazer, necessita de justificar a existência deste MetroBus, e só pode ser uma mente brilhante que se auto ofusca.

