Seleção e tradução de Francisco Tavares
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A NATO pode derrotar a Rússia? Sikorski da Polónia é um perigoso idiota que dá cobertura às elites do euro sem rumo
Publicado por
em 17 de Setembro de 2026 (original aqui)

O analista Stanislav Krapivnik, sedeado na Rússia, destrói as alegações feitas recentemente pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia de que a NATO “derrotaria rapidamente” a Rússia numa guerra convencional.
https://www.youtube.com/watch?v=Vnuk52DIAS0
Krapivnik deu esta entrevista à Strategic Culture Foundation. O seu próprio programa regular de áudio-vídeo pode ser encontrado em In The Eyes of Truth.
O principal diplomata da Polónia, Radoslaw Sikorski, fez os comentários durante um fórum público em Kiev, a 11 de setembro, quando previu com confiança que as forças aéreas europeias da NATO dominariam a Rússia num confronto aberto.
Ele também previu que os ataques aéreos da NATO arrasariam a capacidade de refinação de petróleo da Rússia em seis semanas. Sikorski, que também é Vice-Primeiro-Ministro da Polónia, citou números que afirmam que a frota aérea combinada da NATO compreende 2.500 aviões de guerra, em comparação com o total de 300 aviões de combate da Rússia. Mesmo sem a participação militar dos Estados Unidos, os aliados europeus poderiam facilmente derrotar a Rússia, afirmou ele.
A insensatez do alto funcionário polaco desafia a lógica, roçando a insanidade criminosa. Não compreende ele que a doutrina nuclear russa é tal que uma guerra convencional que ameace a existência da Rússia invocaria o uso do seu arsenal nuclear, o que significaria o fim da Europa?
“Sikorski faz parte da idiocracia europeia”, comentou Krapivnik, ex-capitão do Exército dos EUA que vive na Rússia e é um analista militar informado sobre o conflito na Ucrânia. Ele diz que os números que Sikorski cita nem sequer quadram, se tomados à letra.
De acordo com o inventário de Krapivnik, a NATO tem uma força dupla em número de aviões de guerra em comparação com a Rússia, não oito vezes, como afirma o ministro polaco. O cálculo simplista de Sikorski não leva em conta a prontidão de combate e a experiência de guerra que a Rússia tem sobre os pilotos europeus da NATO.
Além disso, os sistemas de defesa aérea da Rússia, os S-300, -400 e -500, são muito superiores ao que os homólogos europeus têm, principalmente o sistema Patriot, fabricado pelos EUA, que se mostrou incapaz de defender a Ucrânia.
Além disso, o arsenal de drones avançados da Rússia eliminaria os centros de tomada de decisão europeus no início de qualquer guerra.
De uma estreita perspectiva militar, Sikorski da Polónia é burro, para não dizer imprudentemente provocador. Então, porque está ele a fazer comentários tão beligerantes?
Krapivnik comenta que Sikorski sintetiza a “idiocracia europeia” – a classe política elitista em Bruxelas, Berlim, Londres e Paris que está cada vez mais desesperada porque a guerra por procuração da NATO na Ucrânia contra a Rússia se transformou num desastroso fracasso.
“O problema é que eles [as elites da NATO] estão a ficar sem ucranianos” para combater a guerra por procuração.
Sikorksi e a elite belicista estão a tentar despertar a febre da guerra entre os cidadãos europeus comuns para irem à guerra com a Rússia. A elite política também está a tentar desviar a atenção da crise económica que eles criaram com a sua agenda de anos para “derrotar estrategicamente” a Rússia.
Os chamados líderes políticos europeus, como Ursula von der Leyen, Friedrich Merz, Emmanuel Macron e o britânico Andy Burnham, bem como o chefe da NATO, Mark Rutte, insistiram em levar o continente cada vez mais a fundo para um conflito sem saída com a Rússia.
A política levou à falência as economias da Europa e dizimou a Ucrânia. A classe política europeia e os seus servis meios de comunicação não podem admitir o fracasso e devem continuar a agenda de guerra rejeitando qualquer diplomacia racional.
Mas agora que ficaram sem carne de canhão ucraniana, as elites europeias estão a tentar vender a guerra com a Rússia a uma população europeia mais vasta como algo inevitável e que será uma vitória fácil.
“As elites europeias não se importam com os ucranianos ou com o seu próprio povo… que são vistos apenas como biomateriais para a guerra“, conclui Krapivnik.
Daí os comentários grosseiros do principal diplomata da Polónia, alegando que a NATO venceria facilmente a Rússia. Ele e as elites europeias querem guerra; precisam de guerra.
No entanto, podemos ter certeza de que não serão os filhos deles a morrer… até que o seu insano belicismo resulte numa conflagração nuclear.
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Finian Cunningham é um antigo editor e escritor para as principais organizações noticiosas. Tem escrito extensivamente sobre assuntos internacionais, com artigos publicados em várias línguas. É licenciado em Química Agrícola e trabalhou como editor científico para a Royal Society of Chemistry, Cambridge, Inglaterra, antes de seguir uma carreira no jornalismo. É também músico e compositor. Durante quase 20 anos, trabalhou como editor e escritor nas principais organizações de comunicação social, incluindo The Mirror, Irish Times e Independent. Vencedor do Prémio Serena Shim para a Integridade Incomprometida no Jornalismo (2019).



