por Rui Oliveira
Salientando nesta Sexta-feira, 26 de Abril apenas os eventos mais marcantes, distinguiríamos à partida os dois principais.
No Pequeno Auditório de Centro Cultural de Belém, às 21h desta Sexta, 26, estreia a peça “A Estalajadeira” de Carlo Goldoni, numa tradução e encenação de Jorge Silva Melo com Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Rúben Gomes, Maria João Falcão, Maria João Pinho, João Delgado e Tiago Nogueira como actores.
A cenografia e figurinos são de Rita Lopes Alves e a luz de Pedro Domingos.
Esta co-produção T.N.São João / Artistas Unidos / CCB com o apoio do Centro Cultural do Cartaxo permanecrá em palco até 4 de Maio.
De Goldoni dissera Jorge Silva Melo na sua palestra de ontem (23/4) “Voltar aos Clássicos” que « o teatro de Goldoni, teatro novo, será a amável anotação deste tempo que passa, deste mundo que muda, teatro ele próprio em mudança» ; a que o crítico e docente italiano Mario Baratto acrescenta «um teatro mais simples e despido, com personagens e talvez com novas máscaras […] fortemente tipificadas, carregadas de uma forte carga simbólica, e por isso capazes de exprimir uma visão “crítica” mais complexa, em relação a uma sociedade em declínio e sem alternativas claras […] “Mirandolina [a estalajadeira] faz-nos ver como os homens se apaixonam”. Para este fim, usa o instrumento da ficção, o teatro: que lhe permite não apenas controlar gestos e palavras no contacto com as personagens, em cena, mas também anunciar e organizar a própria comédia, dialogando com o público, o qual constitui […] o seu verdadeiro interlocutor» .
O vídeo abaixo (seguido de outros quatro) mostra os ensaios de mais de um quarto de hora da peça, sendo bem interessantes :
Entretanto, no Teatro Camões, às 21h desta Sexta-feira, 26 de Abril, tem lugar a estreia (mundial) da nova produção da Companhia Nacional de Bailado intitulada “Dance Bailarina Dance”, uma coreografia (com direcção) de Clara Andermatt, dançada pelo corpo da CNB e que aí permanecerá até 5 de Maio às 16h.
A cenografia é de Artur Pinheiro, a música de João Lucas, os figurinos de Aleksandar Protic e o desenho de luz de Rui Horta. O momento musical electrónico é de Jonas Runa e a interpretação musical do Circular Ensemble, sendo a direcção musical de Pedro Moreira.
Esclarecem Clara Andermatt e João Lucas, respectivamente os criadores da coreografia e música desta nova produção da CNB que : «o (seu) título remete para a canção de 1947 que Vaughn Monroe, Bing Crosby, Nat King Cole ou Frank Sinatra eternizaram, mas é o espírito de George Gershwin, Cole Porter, Glenn Miller, Fred Astaire, Gene Kelly, Ginger Rogers, Esther Williams e de tantos outros que pretendemos convocar, revendo-os à luz do nosso tempo,
não como uma homenagem ao entertainment mas como matéria prima para uma reflexão sobre o lugar da alegria nas nossas vidas … Enquanto o mundo desaba, ouve-se o fogo de artifício que explode no delírio da luz, uma luz que nos banha de humanidade e nos impele à sobrevivência. É o bater do coração que estabelece a geometria dos movimentos, a intrépida demanda da alegria, a coragem que se faz candura quando em volta tudo grita e desanda. Dançamos…».
Por último, relembramos que neste fim de semana os Solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa andarão por aí … em concertos de entrada livre.
É nesta Sexta 26, às 13h, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, onde o Duo de Violinos Liviu Scripcaru violino e Ágnes Sárosi violino tocará :
Béla Bartók – Duos para Dois Violinos, BB 104
Antonio Vivaldi – Sonata em Fá maior, RV 70
Antonio Vivaldi – Sonata em Fá maior, RV 68
É ainda na Sexta 26, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Lisboa (com repetição no Sábado 27, às 18h30, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal) onde o “Quarteto com Piano de Moscovo” (com Alexêi Tolpygo violino, Alexandre Delgado violaI, Guenrikh Elessine violoncelo e Alexei Eremine piano) vai interpretar de :
Alexandre Delgado – Canteto, para quarteto com piano
Johannes Brahms – Quarteto com Piano n.º 2, op. 26
E mais ainda na Sexta 26, às 19h, no Liceu de Camões (em Concerto Aberto Antena 2, comentado por
André Cunha Leal) onde num Recital de Clarinete, Violino e Piano, os solistas da O.M.L. Nuno Silva clarinete, Adrian Florescu violino e Anna Tomasik piano irão tocar de :
Rezső Kókai – Danças para Clarinete e Piano
Béla Bartók – Danças Romenas, para violino e piano
Aram Khachaturian – Trio para Clarinete, Violino e Piano
Bem como ainda na Sexta 26, às 19h, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves (com repetição no Sábado 27, às 16h, no Museu Nacional de Arte Antiga) o Trio de Cordas OML de
Elena Komissarova violino, Daniela Radu violino e Peter Flanagan violoncelo irá interpretar :
Johann Sebastian Bach – Dois duos
Reinhold Glière – Huit morceaux, op. 39
Zoltán Kodály – Allegro serioso, non troppo, 1.º andamento do Duo op. 7
Carl Stamitz – Duo n.º 2 em Ré maior, op. 19
Wolfgang Fortner – Madrigal, para dois violinos e violoncelo
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui)






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