(Adão Cruz)
Quando nasceu dei-lhe a mão,
Devagar toquei cada um dos seus pequenos dedos,
tentando que os meus se encaixassem nos dele.
Se o desejo fosse, só por si, suficiente,
todas as crianças do mundo seriam felizes.
Dor que trago agora no peito, tão escondido que mal posso suportar.
A violência fechada e tumultuada nas ruas, entre torpedos de ira.
Bolas de sabão que se multiplicam no abandono de uma nova civilização.
Sofrimento que invade meu corpo, pela tristeza
De todos os seres que se traiem na existência
Por tudo lhes ter sido negado à nascença.
Se o desejo fosse, só por si suficiente,
nenhuma criança morreria à fome
Teriam por sofrimento único
a ignorância do não sofrimento.


Que bom ter-te de volta! E como sinto as tuas palavras! É o dia-a-dia de ambas, fazer deste sentir a força para continuarmos. Resilientes, como hoje fala o Iturra…
Quem será que está de volta?
Bem-vinda Ethel mais a beleza das tuas palavras
“Houve aí alguém que se enganou…”, como diz o Zé Mário, porque a Ethel nunca de cá saiu :).
Muito obrigada a todos. Pois, como diz a Augusta sempre me amntive por cá :-). beijos
Belo poema: “por tudo lhes ser negado à nascença”.O renascer das cinzas é sempre motivadorpaxiano