CONSULTANDO OS ORÁCULOS E QUEM MAIS SABE DAS COISAS DO FUTURO – por Magalhães dos Santos

 

É sabido – melhor dizendo: geralmente sabido… melhor ainda: há pessoas que sabem que os Antigos recorriam a oráculos – era famoso o de Delfos -, a sibilas – era conhecida a de Cumas – a ninfas inspiradoras – com a ninfa Egéria se aconselhava Numa Pompílio, sacerdote e segundo rei de Roma.

 

É claro que – a natureza humana a isso obriga… – não foi com o fim da Antiguidade Clássica que acabou a necessidade de os humanos quererem ansiosamente saber o Futuro e também – a patetice tem a idade do mundo, se não lhe precedeu o aparecimento – a maneira de o fintar, de alterar o que é inalterável.

 

Estou eu pr’aqui a fazer troça das crendices dos Antigos e apresto-me para… fazer o mesmo que ingenuamente eles faziam: arranjar adivinho, profeta, mago que me diga no que é que “isto” vai dar.

 

Com o Zandinga não posso contar – entrou em hibernação e não se sabe quando é que desibernará para nos guiar com a sua infalibilidade. A abelha Maia ganha balúrdios com os programas da televisão. O bruxo de Pantufal da Serra e a Santinha da Parreira não chegam para as encomendas e para os próximos meses não têm um minutinho que seja para tratar de pormenores menores.

 

Por estas e por outras é que recorri – aconselhavelmente, de acordo com as normas ambientais e economicistas (as únicas em voga, na nossa triste atualidade)

 

 – ao muito nosso Gonçalo Anes Bandarra, nascido por volta de 1500, saído de cena por volta de 1566. Saiu de cena nesta segunda data, mas isso não o dá por morto. Está em bastidores, sempre disponível para dar consultas a quem o…consulte. Foi o que fiz:

 

 – Senhor Gonçalo Anes Bandarra, desculpe acordá-lo do seu sono milenar… Bandarra

 

– Qual milenar, nem qual carrapato! Entrei em hibernação em 1566… Secular e… e… Não faça de mim Matusalém!

 

– Desculpe o engano de alguns seculozinhos, Mestre! Aproveito este intervalinho na sua soneca…porque o senhor sabe tudo, antecipa tudo, prevê tudo… pode ser muito útil ao país, ao seu país, ao país de nós todos… Bandarra

 

 – … de nós todos… vá cantar essa a outro! Mas… deixemo-nos de introitos…De que é que se trata? Que é que quer saber?…

 

– O País, Mestre, o País… está num estado lastimoso… Bandarra – Conheci-o em fins do século XVI, naqueles desgraçados anos, do amalucado rei Sebastião e do senil cardeal Henrique, com mais aquele patarata do Prior do Crato, com a vinda dos Filipes de Espanha… e sempre lhe digo que pior do que está hoje… não me parece… – Assim tão mal estamos, Mestre? Bandarra

 

– É o que lhe digo, rapaz!

 

– Mas… então? Que vai acontecer… Nestes tempos mais próximos… Bandarra

 

 – Até ao S. Martinho… o Governo Pássico Cunicular cai…

 

– … cai… Mas cai por dentro ou por fora?… Bandarra

 

– As duas coisas… As revoltas – justas, umas, corporativistas outras – vão ser tantas e tão intensas, que eles, os autogoverneiros, vão considerar-se incapazes de governar como querem, à tripa-forra…

 

– Isso é por fora deles. É a implosão… e por fora?… Bandarra

 

– Por fora… o Boliqueimado, o falso surdo-mudo não pode ignorar as vozes que se erguem, os sinais dos tempos e…irá ao encontro da desistência dos Pássicos Cuniculares…

 

 – E quê? Dissolve o Parlamento e convoca eleições gerais? Bandarra

 

 – Não! Ele, sem ser de modo nenhum, um Einstein, também não é o protótipo da cavalgadura… – … e quê? Bandarra

 

– Só dissolve a Assembleia e suspende a Constituição…Convoca o Conselho de Estado, para que este indigite quatro ou cinco ou, vá lá, seis individualidades, rigorosamente independentes, de mãos rigorosamente limpas, rigorosamente competentes… que durante um ano governem este País, recuperem o seu bom nome, não sacrifiquem o povo para além do que é forçoso e legítimo forçá-lo. Que aplaque a justa fúria de gente que não se endividou e tem de pagar dívidas que outros contraíram e de que tiraram indignos e indecentes proveitos… -Sr. Bandarra, é isso que vai acontecer? Bandarra

 

 – Até ao fim do ano é isto que vai acontecer. Palavra de Bandarra.

 

As ruínas do templo perto da baía de Nápoles,marcam o lugar onde uma mulher misteriosa deixou os seus oráculos.Quem era Sibila?Porque é que Cumas foi escolhida como um lugar Sagrado?Que poder teria a Gruta de Cumas? Os colonos gregos que foram para Itália no séc.VIII a.C escolheram este lugar,para edificarem a sua colónia de Cumas.A extremidade nordeste da baía,um afloramento vulcânico com uma belíssima paisagem,apresentava-se como um local perfeito para erigir uma acrópole protegida por todos os lados por mar,lagos,florestas e montanhas.As ruínas que ainda hoje se conservam,são de uma estrutura do séc.V a.C,reconstruída posteriormente no tempo do Imperador Augusto(27a.C-14d.C)e que foi convertida no séc.VI d.C,numa igrja cristã.Mais abaixo,na ilha,vêem-se a base e o contorno do Templo de Apolo,de origem incerta.Mais abaixo ainda fica a gruta do mais famoso Oráculo do Mundo,o de Cumas. A mulher sábia capaz de prever o futuro é comum nas tradições de muitos países,mas nenhuma foi tão conhecida na Antiguidade,como Sibila de Cumas.Não se sabe qual o significado do nome Sibila,embora a lenda afirme tratar-se do nome de uma pitonisa de Marpassus,perto de Tróia.Sibila tornou-se portanto o nome de inúmeras profetisas do Mundo Antigo. Não se tem a certeza da data em que uma mulher de nome Sibila começou a ser conhecida em Cumas,mas sabe-se que no tempo do Império Romano se mostrava o seu túmulo a quem visitava o Templo de Apolo.Na tradição gregas as Sibilas foram associadas a Apolo,Deus da profecia;Pítia uma sacerdotisa de uma Santuário de Delfos,ora mastigava folhas de louro-símbolo do Deus-de modo a entrar num transe profético,ora se sentava no trípode numa brecha existente do chão e inalava fumos vulcânicos e intoxicantes,que dela provinham.A Sacerdotisa era como mensageira do Deus,que falava através de Oráculos completamente ambíguos. Cumas como Delfos situa-se numa área de grande actividade vulcânica e também Cumas estava associada a Apolo. Onde se situava a Gruta de Sibila? Na acrópole de Cumas existe uma Gruta que segundo a tradição era de Sibila.No entanto posteriormente,uma escavaçõed aí efectuadas em 1920, mostaram que era uma Gruta muito maior do que se esperava,uma galeria de 183m. de comprimento,foi idenficada como uma obra de engenharia militar.Em 1932,descobriu-se nas proximidades uma 2ª Gruta que os arqueólogos admitiram ser a de Sibila.A galeria de acesso de 107m. de comprimento,contava com 12 pequenas galerias laterais que,abrindo para a encosta da colina,deixavam entrar luz.A galeria principal termina num vestíbulo no qual se dispõem 2 bancos escavados na própria pedra vendo-se,atrás deles uma câmara abobadada.As pessoas deviam sentar-se ali á espera da consulta da Sibila escondida por trás de uma porta que originalmente separava o vestíbulo do interior do Santuário.Certamente estariam numa grande expectativa,uma vez que,durante o dia,faixas alternadas de sombra e luz proveniente das aberturas laterais,provocava nos que se mantinham á espera a sensação de verem aparecer e desaparecer as pessoas que os vinham buscar,para os acompanharem ao interior do Santuário.Os feixes de luz podem também terem servido para intimidar todos os que vinham com segundas intenções. Ads by Google Promoções de até 70% Descontos e ofertas todos os dias! Descobre o melhor da cidade. http://www.GROUPON.pt/Descontos Horóscopo Amor Horóscopo Personalizado e Gratuito Com Sua Data de Nascimento. DonaGabriella.com/Horoscopo Os Oráculos de Sibila forma compilados em 9 livros de profecias que a Sibila ofereceu ao último dos 7 reis de Roma,Taquírnio,o Soberbo,por um preço fabuloso.Perante a sua recusa,ela queimou 3 deles e ofereceu-lhe,mais tarde,6 pelo preço original.Perante nova recusa,queimou outros 3 e quando de novo Sibila ofereceu os restantes, o rei acabou por aceitar,perante tal obstinação.Ficaram guardados no Templo do Capitólio,em Roma e consultados pelo Senado em todas as emergências,mas quando um incêndio aconteceu no Templo,também eles arderam(83 a.C).

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