(Este texto é transcrito do jornal Fraternizar on line)
Milhares de milhões de euros continuam a chegar, cada três meses, ao Estado português, trazidos pelas mãos assassinas dos Grandes Financeiros europeus e mundiais E às Populações, Senhores, por que lhes dais tantas Dores?
Vêm aí, mais 11 mil milhões de euros. Enviados pelas mãos assassinas e terroristas dos Grandes Financeiros europeus e mundiais. A troika, escolhida e enviada por eles, vem cá, de três em três meses, vasculha tudo o que há para vasculhar e, depois, dá o aval para que uma pequeníssima parte do Capital Acumulado e Concentrado nas poucas mãos dos Grandes Financeiros europeus e mundiais chegue ao Estado português. Gerido, por estes meses (quantos mais, ainda?!), pelo Governo da dupla politicamente Subserviente, PauloPortas-PassosCoelho. A notícia dos milhares de milhões de euros é, então, proclamada, a toda a hora, às Populações, por sinal, cada vez mais em estado de Agonia, ou de prolongada fase terminal. E, depois, é também sucessivamente comentada até à náusea pelos do Costume, todos com ar e proveito de bem comidos, bem bebidos, bem vestidos e bem passeados. Enquanto as Populações, suas contemporâneas, Agonizam. E Morrem cada vez mais antes de tempo. De Depressão. De Desespero. De Solidão. De Fome. Porque a Caridade(zinha) Social e Eclesiástica Mata. E a Eclesiástica Mata mais ainda que a Social. Sobretudo, quem é violentamente atirado para a condição de se ver Obrigado a recebê-la. Quando, como Seres Humanos, temos direito ao usufruto dos bens produzidos, segundo as necessidades reais de cada qual.
Os incontáveis milhares de milhões de euros que os Grandes Financeiros andam, há anos, a fazer chegar ao Estado grego, não à Grécia, a Mãe Cultural da Europa (e do resto do Mundo?!), estão a Matar as Populações gregas. Querem reduzi-las a Mercadoria, quando elas se reclamam, e bem, de Pessoas, de Seres Humanos Criadores de Cultura e de Pão, que, como tais, não vivem só de pão, muito menos, o pão do Mercado Global. Porque quem come do Mercado, não se alimenta como Ser Humano. Envenena-se. E, se não morrer, de imediato, acaba, com o passar do tempo, reduzido a Mercadoria. As Populações da Grécia, inquietas e Roubadas, ocupam as Ruas e as Praças. Mas as Ruas e as Praças já há muito não são delas. São dos Grandes Financeiros europeus e mundiais, os mesmos que, desde há anos, fazem chegar, periodicamente, milhares de milhões de euros ao Estado grego. Tal como aqui, em Portugal. Porque os Grandes Financeiros europeus e mundiais não (re)conhecem as Populações de cada País. Apenas o Estado de cada País. É a ele que entregam, ciclicamente, milhares de milhões de euros, para que ele, como Carrasco das Populações, e bem junto delas, as Sacrifique /Imole ao Deus-Mercado. Para isso, só para isso, servem os Estados. Está mais do que à vista. Porque teimamos em não ver?!
É isso. Gostamos dos Carrascos. Detestamos a Maiêutica. Os Carrascos trazem-nos pela trela, é certo, mas, uma vez por outra, atiram-nos umas migalhas. A Maiêutica, pelo contrário, “puxa” por nós. Faz-nos Crescer, de dentro para fora. Em Liberdade e em Autonomia. Até gerirmos os nossos próprios destinos. Sem Carrascos.
O caminho Humano é por aqui. O do Mercado não é por aqui. O Mercado reduz as Populações a Mercadoria. E a Consumidores. De novelas cada vez mais rascas. De Futebol dos Milhões, praticado por Craques cada vez mais marcas com preço no Mercado!
Mais umas semanas, e a troika declara oficialmente o Estado grego, como insolvente. Por isso, falido. É só esperar para ver. Nesse dia, os Grandes Financeiros europeus e mundiais festejam. O seu Planeta Financeiro ganha terreno ao Planeta Terra. Depois da falência do Estado grego, vem a do Estado Português. E, finalmente, a falência dos Estados de Europa. Essa é a estratégia assassina dos Grandes Financeiros europeus e mundiais. Cada vez mais, Globais! Ou as Populações, os Povos, aprendemos a viver sem Estados, ou perecemos. Por outras palavras: Ou Crescemos, de dentro para fora, em Liberdade, em Autonomia, em Reciprocidade Maiêutica, e gerimos os nossos próprios destinos, à escala planetária, ou perecemos como Povos. Definitivamente reduzidos a Mercadorias. E a Consumidores de Mercadorias. Escolher é preciso! Só Protestar não é preciso!
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