Como homenagem a Cesária Évora, estamos a dedicar este espaço a grandes intérpretes cabo-verdianos. Tal como a música popular portuguesa não se esgotava em Amália Rodrigues, existem no arquipélago muitos outros excelentes cantores. No entanto, Amália e Cesária abriram espaço para os novos artistas dos seus países.
Gardénia Benrós nasceu na cidade da Praia, ilha de Santiago; no entanto foi na tradição da morna da ilha Brava que Gardénia encontrou os temas para o seu primeiro disco, gravado em 1986. Nele interpreta composições do grande poeta Eugénio Tavares. Sua avó materna natural da vila de Nova Sintra, na Brava cantava em saraus e sessões culturais na ilha como intérprete de mornas, e apresentava ao público as novas criações do compositor ensinadas em primeira mão pelo próprio Eugénio Tavares.
Gardénia, com Tito Paris; Paulino Vieira, marcam uma nova era na música cabo-verdiana, de que a grande Cesária Èvora foi embaixadora emérita. Vamos escutar uma morna com letra e música de Eugénio Tavares – “Força de Cretcheu”:

