Insubmissão lingística catalã

Quatre Barres

 

 

Insubmissão lingística no Parlamento do Estado espanhol

 

 

A 11 de janeiro, em sessão plenária do Congresso, em Madrid, Joan Tardà, deputado da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC – Esquerra Republicana de Catalunya) anunciou a “insubmissão linguística” dos deputados da sua formação política indicando que aqueles farão as suas interevenções em catalão, fartos de esperar pelo reconhecimento desse direito.

 

Se o que querem é insubmissão linguística te-la-ão, não se preocupem, com os direitos não se brinca“, afirmou Joan Tardà, dirigindo-se aos deputados do PP, na defesa que fez da proposta de emenda ao regulamento do Congresso com vista a permiir que os deputados possam também usar o galego, catalão ou basco (euskera).

 

A ERC aproveitou a discussão duma reforma regulamentar sobre a adequação da estrutura das comissões do Congresso à estrutura do Governo para apresentar três propostas de emendas entre as quais a relativa à política linguística na câmara baixa.

 

Esta proposta requerendo o direito a poder usar as várias línguas cooficiais, quer em documentos escritos quer nas intervenções dos deputados, obteve os 44 votos de apoio dos grupos nacionalistas e da esquerda minoritária mas foi derrotada pelos 298 votos contra do PP e PSOE.

 

Durante o debate o deputado da ERC acusou o PSOE de mentiras políticas dado, em 2004, ter assugurado à ERC que se encontaria uma solução para possibilitar a utilização parlamentar das línguas cooficiais.


PP e PSOE escudaram-se na aprovação doutra emenda fixando um ano para uma reforma do regulamento com vista a aumentar a qualidade democrática do parlamento, para afirmar que a questão deveria ser estudada no âmbito dessa reforma.


O porta-voz dos catalães de CiU (Convergència Democràtica de Catalunya i Unió Democràtica de Catalunya) afirmou em apoio da proposta que a mesma assume o espírito de anteriores iniciativas a favor do reconhecimento do plurilinguismo no Parlamento.

 

Por seu lado, o representante do EAJ-PNV (Euzko Alderdi Jeltzalea – Partido Nacionalista Vasco) declarou que o seu apoio à iniciativa era um gesto de coerência e, referindo-se à reforma do regulamento no prazo de um ano, advertiu que os nacionalistas bascos estão escaldados de que se empurre tudo para o futuro.

 


Catalão e Basco no Parlamento da União Europeia

 

Martin Schulz, alemão e membro do partido socialista europeu, recentemente eleito presidente do Parlamento Europeu no passado dia 17 de janeiro, já se tinha comprometido publicamente a autorizar os eurodeputados catalães e bascos a intervir usando a sua língua.

 

Com efeito, em recente reunião com os 85 eurodeputados liberais e os 58 eurodeputados verdes, em resposta a perguntas de representantes da CiU e PNV, Schulz assegurou que poderiam usar o catalão e o basco.


O Parlamento Europeu é uma câmara multilingue com 23 idiomas aos quais se juntarão, assim, o catalão e o basco nas intervenções dos deputados no hemiciclo. Os galegos podem já usar a sua língua servindo-se do português.

 

 

Cursos de catalão em Lisboa

 

A Associação Cultural CatalunyApresenta fez saber que estão abertas as inscrições para os novos cursos de catalão a iniciar em Fevereiro.

 

As inscrições podem ser feitas diretamente junto da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa:

http://www.fl.ul.pt/ensino/outros-cursos/1174-outros-cursos-catalao

 

 


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