(Conclusão)
Novas guerras no meio da crise: os sionistas apertam o gatilho
Os “52 presidentes das principais organizações judaicas norte-americanas” e os seus seguidores “Israel é o primeiro” o Congresso, o Departamento de Estado, o Departamento do Tesouro e o Pentágono fomentarão a guerra com Irão. Se tiverem sucesso, a consequência será uma conflagração regional e a depressão mundial. Dado o sucesso do regime extremista israelita para conseguir a obediência cega do Congresso norte-americano e da Casa Branca a respeito de suas políticas bélicas, há que descartar qualquer dúvida.
China: mecanismos compensatórios em 2012
A China vai enfrentar a recessão global de 2012 com várias possibilidades de minorar suas consequências. Pequim poderia produzir bens e serviços para os 700 milhões de consumidores internos que actualmente estão fora do circuito económico. Ao aumentar os salários, os serviços sociais e a segurança do meio ambiente, a China poderia compensar a perda de mercados exteriores. O crescimento económico da China, que depende fortemente da especulação imobiliária, vai ser afectado negativamente quando essa bolha rebentar. Vai produzir-se uma forte depressão, falências nas prefeituras e mais conflito social e de classes. Isto poderia trazer mais repressão ou uma gradual democratização, o que afectará profundamente os relacionamentos entre o mercado e o Estado. O mais provável é que a crise económica fortaleça o controlo estatal sobre o mercado.
A Rússia enfrenta a crise
Na Rússia a eleição do Presidente Putin conduzirá a menos apoio dos levantamentos e sanções promovidas pelos Estados Unidos contra os aliados e sócios comerciais russos. Putin reforçará seus vínculos com a China e beneficiará da desintegração da UE e do enfraquecimento da OTAN.
A oposição apoiada pelos meios ocidentais utilizará a sua influência financeira para desgastar a imagem de Putin e alentar os boicotes ao investimento, embora vá perder as eleições presidenciais por uma margem grande. A recessão mundial debilitará a economia russa e a forçará a escolher entre uma maior propriedade pública ou uma maior dependência de fundos estatais para resgatar destacados oligarcas.
A transição entre 2011 e 2012: do estancamento e a recessão regionais à crise mundial
O ano 2011 preparou a infraestrutura para a desintegração da União Europeia. A crise começou com a morte do euro, a desaceleração nos Estados Unidos e o rebentamento de protestos em massa contra as desigualdades obscenas a nível mundial. Os acontecimentos de 2011 constituíram um ensaio geral do novo ano de guerras comerciais em larga escala entre as grandes potências, o que agudizará as lutas imperialistas e a probabilidade de que as rebeliões populares se convertam em revoluções. Além disso, o aumento da febre bélica orquestrada pelos sionistas contra o Irão em 2011 promete converter-se na maior guerra regional desde o conflito entre os Estados Unidos, Índia e China.
Em 2011, o regime de Obama anunciou uma política de confrontação militar com a Rússia e com a China e outras políticas destinadas a desgastar e degradar o auge da China como poder económico mundial. Frente à crescente recessão econômica e ao declínio dos mercados externos, sobretudo na Europa, desenvolver-se-á uma importante guerra comercial. Washington seguirá com agressividade políticas que limitem as exportações e investimentos chineses. A Casa Branca incrementará os s esforços para desestabilizar o comércio e investimentos da China na Ásia, África e outros locais. Podemos esperar maiores esforços por parte dos Estados Unidos para explorar os conflitos internos étnicos e populares e para incrementar a sa presença militar frente à costa chinesa. Também não deve ser descartado uma grande provocação ou incidente fabricado dentro deste contexto. Em 2012 isto poderia originar raivosos apelos chauvinistas a uma nova e cara “Guerra Fria”. Obama proporcionou o enquadramento e a justificativa para uma confrontação em larga escala e longo prazo com a China, o que se interpretará como um esforço desesperado de sustentar a influência norte-americana e as posições estratégicas na Ásia. O “quadrilátero de poder” militar norte-americano -Estados Unidos, Japão, Austrália e Coreia do Sul- com o apoio satélite das Filipinas, enfrentará os vínculos de mercado da China com a propaganda militar de Washington.
Europa: mais austeridade e luta de classes
Os programas de austeridade impostos na Europa, desde o Reino Unido a Letónia e à Europa do sul vão consolidar-se em 2012. Demissões em massa no sector público e menos salários e empregos no sector privado conduzirão a um ano de luta de classes e contínuos desafios aos governos. As suspensões de pagamento acompanharão as “políticas de austeridade” no sul, o que dará como resultado falências de bancos em França e na Alemanha. A classe financeira dirigente do Reino Unido, isolada da Europa mas predominante ali, encorajará os conservadores a “reprimirem” os distúrbios populares e trabalhistas. Emergirá um novo estilo de governo autocrático “neoThatcher”; a oposição sindical emitirá protestos vazias e esticará a trela ao povão rebelde. Em resumo, as regressivas políticas socioeconómicas introduzidas em 2011 estabeleceram o palco para novos regimes de estados policiais e possíveis confrontações sangrentas mais intensas com os trabalhadores e jovens desempregados sem futuro.
As guerras futuras que porão fim aos Estados Unidos como os conhecemos
Dentro dos Estados Unidos, Obama pôs os alicerces para uma nova e grande guerra no Próximo Oriente, concentrando os soldados que operavam no Iraque e no Afeganistão contra o Irão. Com o fim de prejudicar o Irão, Washington está desenvolvendo operações militares e civis clandestinas contra os aliados iranianos na Síria, Paquistão, Venezuela e China. A chave da estratégia bélica dos Estados Unidos e Israel contra o Irão é uma série de guerras em estados próximos, sanções económicas à escala mundial, ataques cibernéticos destinados a neutralizar indústrias vitais e assassinatos terroristas clandestinos de cientistas e militares.
O impulso, o planeamento e a execução das políticas norte-americanas que conduzirão à guerra com Irão podem ser atribuídos empiricamente e sem nenhuma dúvida à configuração sionista de poder (CSP) que ocupa posições estratégicas no governo de Washington, aos meios de comunicação de massas e à “sociedade civil”. Uma análise sistemática dos desenhadores das políticas norte-americanas que implementam as sanções económicas no Congresso descobrirá os papéis fundamentais que exercem os “megasionistas” (“Israel é o primeiro”) Ileana Ros-Lehtinen e Howard Berman; Dennis Ross na Casa Branca , Jeffrey Feltman no Departamento de Estado e Stuart Levy e seu substituto David Cohen no Departamento do Tesouro. A Casa Branca está totalmente em dívida com os angariadores de fundos sionistas e recebe ordens dos “52 presidentes das principais organizações judaicas norte-americanos”. A estratégia israelita-sionista é abafar o Irão, debilitá-lo economicamente e atacá-lo militarmente. A invasão do Iraque foi a primeira guerra dos Estados Unidos realizada para Israel; a guerra de Líbia a segunda; a actual guerra por poderes contra Síria é a terceira. Estas guerras destruíram ou estão destruindo os adversários de Israel.
Em 2011 as sanções económicas concebidas para criar descontentamento no Irão foram as principais armas escolhidas. A campanha de sanções globais ocupou todas as energias dos principais grupos de pressão hebraico-sionistas. Não encontraram nenhuma oposição nos meios de comunicação de massas, no Congresso ou na Casa Branca. A CSP não recebeu praticamente nenhuma crítica por parte das revistas, movimentos ou grupos socialistas, de esquerdas ou progressistas, salvo poucas insignes excepções. A transferência de tropas do Iraque para as fronteiras do Irão realizada no ano passado, as sanções e o impulso da Quinta Coluna de Israel dentro dos Estados Unidos estenderam a guerra em Próximo Oriente . Isto seguramente significará uma agressão “surpresa” aérea e marítima por parte das forças americanas, baseada no pretexto de “iminente ataque nuclear” tecido pelo Mossad israelite e fielmente transmitido pela CSP a seus lacaios do Congresso e da Casa Branca para o consumo mundial. Será uma guerra longa, sangrenta e destrutiva para Israel; os Estados Unidos assumirão as despesas militares directas e o resto do mundo pagará o caríssimo preço económico. A guerra dos Estados Unidos promovida pelos sionistas converterá a recessão de princípios de 2012 numa importante depressão para finais do ano e provavelmente provocará levantamentos em massa.
Conclusão
Tudo indica que 2012 será um ano decisivo de crise económica implacável que se estenderá desde a Europa e os Estados Unidos à Ásia e às suas dependências em África e na América Latina. A crise será verdadeiramente global. As confrontações imperiais e as guerras coloniais minarão qualquer esforço de abrandar esta crise. Como resposta, surgirão movimentos de massas cujos protestos e rebeliões, esperemos, se transformarão em revoluções sociais e na tomada do poder político.
