PROJECTO “BULLYING NÃO” DO INSTITUTO DE APOIO À CRIANÇA por clara castilho

 

 

 

 

 

 

 

 

O  Serviço de Documentação do Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança (CEDI) do Instituto de Apoio à Criança, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, deu andamento ao Projeto Bullying NÃO, com objectivo de tratar o tema da violência escolar entre pares sob a forma de bullying e cyberbullying.

 

 No âmbito desse projecto foram produzidas três publicações distintas:

 

·         um desdobrável dirigido ao público jovem,

 

·         um boletim bibliográfico onde consta o que será um dos mais completos e actualizados acervos de monografias a nível nacional sobre bullying e cyberbullying

 

·         e uma extensa publicação sobre os recursos digitais disponíveis sobre estas temáticas. Esta última é composta por várias partes: a primeira é dedicada à definição de conceitos e enumeração de características distintivas de outras formas de violência escolar. Depois é apresentada uma lista de documentos de cariz científico-pedagógico disponíveis on-line e por fim, disponibilizam-se as hiperligações para vários sites nacionais e internacionais versando estas temáticas.

As publicações são de autoria de Ana Tarouca e Pedro Pires, com coordenação do Projeto de José Brito Soares. E nelas podermos ler:

 

O bullying traduz-se num conjunto de comportamentos agressivos, intencionais, continuados e repetitivos, levados a cabo por um ou mais alunos contra outro ou outros. Esta violência é gratuita, não resultando de qualquer tipo de agressão ou ameaça prévia. Manifesta-se através de insultos, piadas, gozações, apelidos cruéis, ridicularizações, entre outros. É uma forma de pressão social que acarreta muitos traumas na vida dos alunos que diariamente convivem com esta realidade.

São referidos três tipos de bullying :

1. Directo e físico: ameaçar, bater, empurrar, pontapear, pregar rasteiras, roubar ou estragar objectos, extorquir dinheiro, assediar sexualmente, obrigar a realizar tarefas contra a sua vontade.

2. Directo e verbal: gozar, chamar nomes, pôr alcunhas depreciativas, interrogar em modo desafiante e ameaçador, fazer comentários racistas ou que salientam qualquer diferença, fraqueza ou deficiência dos colegas.

3. Indirecto: excluir sistematicamente alguém do grupo ou das actividades, ameaçar com frequência a perda da amizade ou a exclusão do grupo de pares, espalhar boatos e/ou rumores pejorativos.

São indicadas 10 “dicas” para as crianças que dele são vítimas:

1. Ignora o bully, faz de conta que não o ouviste.

2. Não olhes para ele. Se puderes, continua a andar e passa ao lado dele como se não fosse nada contigo.

3. Não chores, não te irrites, age como se ele não te perturbasse. O bully ataca-te porque quer que tu reajas, por isso não lhe faças a vontade.

4. Responde ao bully com calma e firmeza, nem que seja apenas aparente. Diz-lhe simplesmente: “Não sou como tu pensas”.

5. Se puderes, responde com humor aos seus comentários ofensivos. Por exemplo, o bully diz: “Que roupa tão ridícula!” E tu respondes: “Obrigada! Ainda bem que reparaste.” Vais ver que o deixas desarmado.

6. Se for preciso, foge. Afastares-te do problema não revela cobardia. Cobarde é o bully assim como aque-es que o acompanham.

7. Procura um sítio onde haja um adulto e fica perto.

8. Fala com os teus amigos e colegas e solicita o seu apoio.

9. Tenta andar acompanhado com alguns dos teus amigos. Evita andar sozinho.

10. Fala com um adulto (os teus pais, o teu professor ou director de turma). Não se trata de fazer queixinhas mas de procurar ajuda quando esta é mesmo necessária.

 

Acedendo ao site do Instituto de Apoio à Criança (www.iacrianca.pt), nele podem consultar as publicações na totalidade. Considero-as um excelente trabalho documental e uma ferramenta muito útil para quem trabalhe com crianças.

 

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