COMPOSITORES FAMOSOS – Bellini – por Luís Rocha

Continuando com a ópera italiana, hoje vamos falar de Vincenzo Bellini um dos compositores do “bel canto”, a par de Rossini e Donizetti. Nasceu em Catânia em 13 de Novembro de 1801, tendo-se mais tarde deslocado para Nápoles a fim de ampliar e aperfeiçoar a sua formação pedagógica no Conservatório local.

 O “bel canto” nasceu e floresceu nos séculos XVII e XVIII, tendo adquirido o máximo esplendor e desenvolvimento com as obras dos compositores referidos. É uma maneira de cantar tradicionalmente italiana, que tem como premissas a pureza do timbre, a beleza do som, o fraseio perfeito, o legato e a agilidade de vocalização.

 

Bellini pode ser considerado como o último representante do bel canto e a sua figura mais importante.  Aos vinte anos escreveu uma sinfonia e a cantata Ismene.

Em 1825, seis anos após o seu ingresso no Conservatório, os alunos deste estabelecimento interpretaram a primeira obra de Bellini, Adelson e Salvini. Mais tarde o compositor aproveitou algumas partes daquela obra em Il Pirata, Bianca e La Straniera.

Um ano depois, estreou a sua segunda ópera, Bianca e Ferrando, no Teatro San Carlo. A influência de Rossini, evidente nesta obras desaparecerá em Il Pirata, a terceira ópera de Bellini, com libreto de Felice Romani, estreada em 1827, no Scala de Milão com excelente acolhimento.

 

 

 

O manancial inesgotável de melodias atingiu o seu ponto alto em 1831 com a estreia de La Sonnambula. Esta obra parece refletir a doce calma das paisagens lombardas e, que tão benéficas foram na doença do artista.

 

 

 

A sua obra-prima “Norma” foi estreada em 26 de Dezembro 1831 no Scala de Milão. O êxito alcançado nas quarenta representações sucessivas da ópera compensou Bellini das críticas negativas, quando da estreia.

 

Norma e Adalgisa são duas personagens completas: esta com doçura e timidez, com uma presença sentimental envolta num clima quase irreal; aquela, como uma escultura de som, solene, passional, capaz de amar e odiar com a mesma força.

 

 

 

No Verão de 1834 Bellini iniciou a composição de I Puritani, que seria a sua última ópera. É um melodrama romântico em que a sua construção musical tem um toque de excepcionalidade, que a torna diferente de todas as criações semelhantes da época.

 

 

 

Bellini chegou ao fim da vida com apenas 33 anos, no subúrbio parisiense de Puteaux, em 23 de Setembro de 1835. Os seus restos mortais foram transladados para Catânia em 1876.

 

Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Joan Arnau

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