Sobre a nova geografia da União Europeia, de Riga a Nicósia, olhares sobre a sua geografia política e económica que na zona euro está a ser instalada.

Por Júlio Marques Mota

 

1.Sobre a nova geografia na Europa

 

(continuação)

 

Solvabilidade no BCE ? Olhe então:

 

ECB’s balance sheet hits €3.1 trillion; nearly half the assets are loans to banks

The ECB continues its relentless march of balance sheet expansion. For the first time the total assets of the Eurosystem have exceeded €3.1 trillion.

 

 

 

Mas para ter a ideia da política suicida redesenhada pelos novos geógrafos vejamos a evolução dos activos do BCE no espaço de um ano:

 

 

 

 

 

 

 

A evolução dos activos do BCE mostram assim a falência das políticas seguidas e mostram também  a pressão por outro lado da fuga dos capitais dos países pobres para outros portos de abrigo, mas mostra mais, mostra como por outro lado os alemães deverão começar a sentirem-se também incomodados pois com estas políticas suicidas começam também eles a estarem prisioneiros do sistema de endividamento global que criaram. Entendamo-nos;  sou muito rico, tenho muitos milhões, dou ordem ao meu banco de os colocar ou na Suiça ou na Alemanha. Imaginemos, na Alemanha. Depois, dou ordem de compra de títulos da dívida pública  alemã. Tenho depois a compra de títulos alemães. O banco central alemão coloca os euros no BCE e este por sua vez vem emprestar ao banco português de onde levantei mo dinheiro. Eu fico garantido com os meus títulos alemães contra todos os estoiros possíveis da zona euro. Em contrapartida o banco central da Alemanha, se a zona euro falir, se o BCE falir (!!!)  fica cheio de papel inútil. Ainda  há uma semana um jornal financeiro da Holanda caracterizava bem a situação  “berrando” que os países du Sul estavam a tomar como reféns os países virtuosos do Norte da Europa, a Holanda, a Alemanha, a Finlândia.

 

Mas entretanto, a Presidência do Conselho da União Europeia desloca-se, desloca-se da Dinamarca  para Chipre, desloca-se para um país falido, para um verdadeiro símbolo do  que é a Europa da zona euro, hoje.  

 

(continua)

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