A 7 de Abril de 1971, fez o General Spínola uma visita de inspecção ao nosso aquartelamento. O mesmo discordou da forma como estava construído o torreão de defesa que “não estava de acordo com o torreão-tipo aprovado para todo o território”. No seu relatório, em relação a Cancolim, referia: “notei um mau ambiente humano talvez derivado da pouca dedicação do comandante da Companhia”… “parece ser uma pessoa doente”. A que tipo de doença se estaria a referir o General Spínola?
A 23 de Janeiro de 1972 chega a Dulombi a CCaç 3491 para nos render. Pouco mais de uma semana passada, a 1 de Fevereiro decorre a operação “Varina Alegre” compartilhada por um pelotão da 2700 e outro da nóvel Companhia. Embora fosse uma operação para que os “periquitos” se ambientassem ao cheiro do capim, recordo as preocupações que dela advieram. No regresso alguns militares atearam fogo ao capim, resultando uma queimada de tais proporções, que gerou a desorientação entre alguns dos novos elementos. Depois de muitos esforços de reunião, não se consegue detectar um dos alferes, adivinhando-se que o mesmo tivesse morrido carbonizado. Imagine-se o alívio que todos sentimos quando pelo alvorecer do dia seguinte ele, exausto, nos aparece junto ao arame farpado. Foi uma dupla sorte: o ter aparecido e não ter accionado nenhuma das armadilhas colocadas à volta do quartel.
A 10 de Março termina a responsabilidade da nossa Companhia no sub-sector de Dulombi.
Dia 11 de Março a Companhia parte com destino ao Cumeré para aí aguardar transporte aéreo para a Metrópole, o que vem a acontecer a 22 de Março.
