EM COMBATE – 136 – por José Brandão

DESENROLAR DA ACTIVIDADE OPERACIONAL

 

A actividade desenvolvida consistiu fundamentalmente em interdições ao “Corredor” de Sitató, Patrulhas de Reconhecimento, Seguranças Afastadas, Picagens, Seguranças Descontinuadas e Escoltas a Colunas-Auto de reabastecimento no itinerário Canjambari -Farim.

 

Foram ainda efectuadas as Acções “Caloiro”, “Chibata” e “Capricho” (na região de Dando, Farincó e Manfonho) e as Operações “Ousadia Pira” (desde a região de Dando até Sincha Massa, Cunhacó e Candé, Maninhã e Missirã). Toda esta actividade foi feita por ambas as Companhias tendo a Operação “Ousadia Pira” como efectivos três grupos da CCaç 4143 e um da CCaç 3476. Em ambas as Operações estiveram presentes os dois Comandantes de Companhia.

 

INIMIGO

 

O inimigo não tem bases dentro do Sub-Sector. Existem no entanto referenciados em Canjambari (fora da Z.A.) um ou dois bigrupos, um grupo de Artilharia e um Comando de Sector.

 

O IN tenta por sistema agravar o isolamento do Aquartelamento implantando engenhos explosivos, não só nos itinerários utilizados por viatura, como também nos utilizados para NT durante as patrulhas. No entanto a maioria dos engenhos implantados até agora foram quase todos na estrada de Jumbembem, entre Sare U1a e Sare Tenem. Embora estas implantações se apresentem propicias à montagem simultânea de emboscadas, o IN nunca se revelou neste tipo de acção mostrando-se assim pouco agressivo e com receio dos contactos com as NT.

 

O Aquartelamento apresenta condições propícias para ser flagelado, facto este que é aproveitado pelo IN, levando-as a efeito da região de Tita Sambo, Sul do Rio Canjambari.

 

Todavia o grande esforço do IN na região é canalizado para a utilização do “Corredor” de Sitató com colunas de reabastecimento para a região de Canjambari Praça irradiando daqui o interior da Província. No entanto quando da tomada da responsabilidade desta CCaç na Z.A. era já praticamente nula a utilização deste “Corredor”.

 

Na área de Bricama (a Oeste da Z.A.) está também referenciada actividade IN, havendo possibilidades de lá existir grupos F.A.L., um bigrupo e um grupo de Sapadores.

 

 

AS NOSSAS TROPAS

 

A Companhia é constituída na sua totalidade por elementos Metropolitanos sendo a sua maioria das regiões do Norte. De uma maneira geral apresenta um bom aspecto físico e uma agressividade razoável. O pessoal fica instalado em 6 casernas-abrigo situadas na periferia do Aquartelamento. Além destas dependências existem outras tais como Messe, Refeitório, Secretaria, Balneários, Oficina Mecânica, etc.

 

A toda a volta do Aquartelamento, incluindo o aldeamento da população existe posto de vigilância, trincheira de combate, valas de ligação e paliçadas.

 

 

 

Está adido à Companhia um Pelotão de Milícias com o número 283, o qual está instalado juntamente com a população. A sua actividade operacional tem como principal incidência a protecção aos trabalhos agrícolas da população embora preste também preciosa colaboração na actividade da NT. Além deste, está também adido à Companhia, uma secção de Pel. Art. instalada em Farim.

 

Paralelamente à estrada de Fanjonquite fica situada a pista de aviação juntamente com um heliporto em cimento.

 

As “Forças Amigas” mais próximas encontram-se aquarteladas em Jumbembem e Cuntima.

 

Em 14 de Novembro de 1972, assumidos a responsabilidade da Z.A., iniciando-se desde logo a respectiva actividade operacional.

 

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