1944, Liceu Gil Vicente, em Lisboa. O professor de História, pequenino e encurvado, não se cansa de aclamar o absolutismo. Quando fala sobre os faraós entra em êxtase. Daí nasce a sua alcunha Faraó. Alcunha que ele bem conhece, sabemos disso.
Um dia, do semanário OMosquito recorto um quadradinho em que aparece um egípcio varado por uma seta e por baixo a seguinte legenda: E O FARAÓ MORREU. Recorto e colo-o no tampo da mesa dos professores. Quando o nosso Faraó repara na imagem, assopra:
– Ó diabo, ó diabo!
Interrompe a aula. Tenta saber quem foi o autor da brincadeira. Em vão, todos a rir…