POESIA e PUBLICIDADE – por Fernando Correia da Silva

 

– Ó Alexandre O’Neill, continuas a escrever poemas (e dos bons) mas do que tu vives hoje é da publicidade. Estás sempre a saltar de uma agência para outra, és disputado por todas. Ganhas o que queres, rios de dinheiro. Ainda bem! Mas porquê? Acho que sei: conseguiste transferir a concisão poética para os teus slogans. Recordo um que fez furor: 

BOSCH É BOM

E para gáudio dos teus amigalhaços, tu mesmo fizeste o trocadilho obsceno:

BOCHE É BROM

Divertido é também aquele anúncio recusado pelo fabricante:

                                                    

COM COLCHÕES LUSOSPUMA

VOCÊ DÁ DUAS QUE PARECEM UMA.

 Mas dos slogans a sério, um chega mesmo a converter-se em popular rifão de praia. É um alerta aos banhistas imprevidentes: 

HÁ MAR E MAR

HÁ IR E VOLTAR

Ó Alexandre, tudo isso é muito giro mas prefiro a tua poesia. Diz-me lá o teu poema PERFILADOS DE MEDO. Estás a ouvir? Fico à espera.

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