Elsa Saque (Amadora, 1946), soprano portuguesa, estreou-se em 1963, com a Tosca, de Puccini, no Teatro da Trindade. Como bolseira do Instituto de Alta Cultura, prosseguiu os seus estudos em Itália. Ao longo das últimas décadas, actuou inúmeras vezes em Portugal e no estrangeiro, tendo sido cantora residente do Teatro Nacional de S. Carlos de 1975 a 1992.
Saudada pela crítica e pelo público, foi também agraciada pela Presidência da República com a Ordem Militar de Santiago de Espada. Para além da ópera, o seu repertório inclui oratórias e lieder.
A carreira do tenor Franco Bonisolli (Itália, 1938 – Áustria, 2003) está particularmente associada ao repertório italiano, em particular Verdi e Puccini, tendo sido um destacado intérprete do Manrico de Iil Trovatore, e do príncipe Calaf da Turandot.
Estreou-se no início da década de 1970, na Ópera de Viena, actuou no Metropolitan de Nova Iorque, entre outras grandes salas operáticas mundiais, e protagonizou a versão cinematográfica de La Traviata gravada em 1968 com Anna Moffo.
Era conhecido no meio artístico como “Il Pazzo” (o louco) por algumas das suas atitudes pouco convencionais, como as discussões com maestros durante as actuações ou o facto de insistir em voltar atrás numa ária quando se enganava numa nota.
Em 1980, Elsa Saque e Franco Bonisolli interpretaram a Mimi e o Rodolfo de La Bohème, de Puccini, no Teatro Nacional de S. Carlos. Do primeiro Acto, escolhemos O suave fanciulla, o dueto que assinala o início do romance de Mimi e Rodolfo.

